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Sem confirmação, data de morte de Steve Jobs intriga fãs

Sem confirmação, data de morte de Steve Jobs intriga fãs

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06/10/2011 - 15h22
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A última quarta-feira não foi o único dia em que se noticiou a morte de Steve Jobs. No dia 9 de setembro, também circularam informações de que o ex-CEO da Apple havia sucumbido ao câncer - que logo foram desmentidas. Naquela data, o Twitter do What's Trending (@WhatsTrending) do programa do canal de televisão norte-americano CBS divulgou que Steve Jobs tinha morrido, mas em seguida pediu desculpas e corrigiu o erro.

Coincidência ou não, na última quarta-feira, o site do Gizmodo americano, um dos blogs de tecnologia mais conhecidos do mundo, chegou a publicar que o falecimento tornado público pela Apple neste 5 de outubro havia ocorrido na verdade em 9 de setembro (até o momento, a data, hora ou causa exata da morte não foram informadas oficialmente). O texto foi depois atualizado, afirmando que o criador da Apple havia morrido dia 5 de outubro, na quarta-feira. A morte de Steve Jobs ainda está rodeada de mistérios.

Internautas de todas as partes do mundo notaram que o site informava a data de 9 de setembro como morte de Steve Jobs e postaram mensagens no Twitter. "Gizmodo US falando que ele morreu dia 9 de setembro. Saiu do ar e agora voltou com a informação correta", postou o tuiteiro @guirodr no microblog. Ao perceber a informação, @deborafortes comentou: "E ficou impossível acessar o Gizmodo saiu do ar... Eles afirmaram que Jobs morreu no dia 9 de setembro...". Alguns internautas levantaram a hipótese que a Apple poderia ter esperado o anúncio do iPhone 4S para depois anunciar a morte de Jobs. "Apple diz que Steve Jobs morreu dia 9 de setembro, segundo o Gizmodo. Empresa esperou a apresentação do iPhone 4S para revelar a morte", foi a mensagem de @gpavarin na rede social.

"Muito obrigado. Eu achei que estava louco", disse o publicitário Juliano Marchese, 26 anos, ao Terra após encontrar na internet, em fóruns e blogs, a informação de que Steve Jobs havia morrido na sexta-feira, dia 9 de setembro. O publicitário gaúcho conta ainda que o primeiro indício da morte de Jobs que viu foi o retweet de um amigo do Breaking News da agência Associated Press (AP).

Em seguida, "alguém deu RT no Gizmodo (um dos blogs de tecnologia mais conhecidos do mundo) com um link para o obituário. No texto, que li durante um curso no iPhone, dizia que a data do falecimento havia sido 9 de setembro. Li isso três vezes para ter certeza. Lembrei da polêmica foto que foi divulgada dias depois da sua retirada do cargo de CEO e tudo fez mais sentido ainda, pois ele parecia frágil demais para aguentar tanto tempo. Em seguida, acessei o site da Apple e vi a homenagem da Apple para ele. "Foi aí que realmente tive certeza", contou ele ao Terra.

Como muitos fãs e usuários da Apple, Juliano disse ter sentido a morte do ídolo como de um amigo distante. Usuário de Apple desde 2008, quando comprou um iPod nano e a começou a trabalhar com Macs em agências de publicidade e comprou seu primeiro Macbook, hoje, Juliano tem também um iPhone 4, que adquiriu neste ano para substituir o iPhone 3G de 2009, e um iPad.

De acordo com o TecMundo, em 9 de setembro, a notícia da morte de Jobs gerou comoção mundial e interferiu até mesmo nas bolsas de valores, causando pequenas quedas nas ações da Apple. A mensagem original dizia: Reports say that Steve Jobs has passed away. Stay tuned for more updates ou, em português, "Notícias dizem que Steve Jobs faleceu. Fique ligado para mais informações". Não demorou muito para que o rumor fosse desmentido pelo mesmo perfil no Twitter. A nova mensagem dizia Apologies - reports of Job's Death completely unconfirmed. Live on, "Pedimos desculpas. As notícias de que Jobs havia morrido foram desmentidas". Informações concretas sobre o estado de saúde de Jobs não foram divulgadas nem naquela data, nem mesmo quando ocorreu sua renúncia, em 24 de agosto.

A começar pela notícia da morte do cofundador ter vindo da própria Apple, via seu site, e não de algum dos muitos veículos de comunicação que estavam no encalço de Jobs desde sua renúncia à direção da Apple para tratar da saúde.

Outra coincidência que vem alimentando fóruns online é a divulgação da morte no dia seguinte ao lançamento do iPhone 4S - evento aguardado há meses tanto pelo produto quanto pelo desempenho do novo CEO, Tim Cook, em seu primeiro keynote à frente da empresa - e depois do fechamento das bolsas de valores americanas. Há quem sustente que o falecimento tenha sido mantido em sigilo para não ofuscar o lançamento da Apple na terça-feira.

Tecnologia

Vivo abre crediário para vender celular

A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos

05/04/2026 12h30

Loja da operadora VIVO

Loja da operadora VIVO Divulgação

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A Telefônica Brasil, dona da Vivo, está adotando um mecanismo de vendas que é um velho conhecido do varejo nacional, mas, até então, era pouco explorado no universo das telecomunicações: o crediário. A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos (TVs, relógios, som, videogames e afins) nas suas lojas físicas e no aplicativo.

A medida tem como objetivo aumentar o volume e a variedade dos produtos vendidos, bem como ampliar o tíquete médio das vendas. Isso será possível atraindo os consumidores interessados em adquirir algum aparelho, mas que não têm cartão de crédito ou já esgotaram seu limite.

"Uma das maiores frustrações do consumidor é não ter crédito aprovado para fazer uma compra", diz o vice-presidente de inovação, Rodrigo Gruner. "Queremos permitir que o consumidor consiga comprar seu smartphone com a Vivo mesmo sem o cartão de crédito", complementa, citando que 95% das vendas dependem do cartão hoje em dia.

Quando um consumidor entrar na loja da Vivo, o vendedor já terá em mãos os seus limites de crédito pré-aprovados por meio da consulta do CPF ou número de telefone, aproveitando a base de dados de mais de 100 milhões de usuários da operadora. Com isso, poderá oferecer produtos que caibam no seu bolso.

A Vivo já tem uma receita líquida R$ 3,9 bilhões por ano com a venda de produtos na sua rede de 1,8 mil lojas e comércio eletrônico. Não é pouco. Trata-se de 13% do faturamento anual das Casas Bahia (R$ 29,2 bilhões) ou 10% da Magalu (R$ 38,7 bilhões), duas gigantes do varejo. Para 2026 em diante, a expectativa da operadora é ter um avanço "significativo" nas vendas graças à oferta do crediário, diz Gruner, que não abre metas de crescimento.

Segundo Gruner, será possível, inclusive, aproveitar a capilaridade da rede de lojas para abocanhar uma fatia do comércio das varejistas regionais - especialmente daquelas que estão sem caixa para manter um bom estoque de aparelhos. Em muitas cidades do interior, há poucas varejistas, e a loja da Vivo acaba sendo uma referência. "Esperamos aumentar nossa participação de mercado", frisa o vice-presidente.

No dia a dia, o crediário deve atender pessoas de menor renda a comprar o primeiro celular ou a trocar aparelhos defasados. Mas não só. A linha também deve servir para pessoas de maior poder aquisitivo interessadas em smartphones top de linha, cujos preços giram em torno de dois dígitos. "Muita gente não troca de aparelho por falta de crédito", cita Gruner.

No fim do dia, é esperado um estímulo para a renovação dos celulares. Hoje em dia, os consumidores trocam de aparelho a cada três anos, em média. No passado, esse giro acontecia em cerca de um ano e meio. "O ciclo de troca está mais longo", afirmou.

Fonte Nova

O crediário da operadora é baseado no seu braço de serviços financeiros, a Vivo Pay. A plataforma conta com recursos de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) subscrito pela Polígono Capital, uma joint venture do BTG Pactual com a Prisma. O Vivo Pay oferece empréstimo pessoal, antecipação de FGTS, consórcios, bem como seguros variados - aparelhos, vida e viagem. Desde o lançamento em 2020, já concedeu R$ 1,1 bilhão em crédito, gerando uma receita de R$ 488 milhões em 2025, alta de 5,9% perante 2024.

Assim, o crediário funcionará como uma nova fonte de receitas financeiras (os juros não são revelados), ao mesmo tempo em que ajudará a Vivo a vender produtos como seguros de aparelhos. "Hoje, 40% dos consumidores que adquirem um smartphone com a operadora também contratam seguro", conta Leandro Coelho, diretor do Vivo Pay.

Desde 2024, a Vivo recebeu do Banco Central (BC) licença para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com isso, ficou autorizada a realizar operações de empréstimo e financiamento de forma direta, ou seja, sem a intermediação de um banco tradicional. Até então, a companhia contratava plataformas de terceiros, o chamado bank as a service.

Neste começo de ano, o Vivo Pay reabriu sua conta digital, que foi temporariamente suspensa para atualização da plataforma após a nova licença. Para os próximos meses, espera ampliar o portfólio de serviços e abrir linha de crédito para empresas.

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