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CORREIO VEÍCULOS

A Ducati mostra sua sedução à italiana com seus novos lançamentos

Com as novas Streetfighter V4 e V4S, a Ducati regressa ao mundo das motos naked de alta performance
05/04/2020 06:00 - Edmundo Dantas/AutoMotrix


 

Nestes tempos em que a pandemia global do coronavírus contraindica as reuniões de pessoas, a Ducati cancelou o convite feito a jornalistas automotivos do mundo inteiro para se reunirem na Espanha e apresentou por streaming a nova Streetfighter V4. A base da nova motocicleta é a Panigale V4, despida das suas carenagens e equipada com um guidão elevado. Com um conceito simples, mas cativante, a nova naked radical da Ducati se propõe a elevar as emoções de quem a pilota sempre que sair para a estrada. O conjunto óptico minimalista full-led captura perfeitamente o espírito da Streetfighter V4 e remete à zona frontal da Panigale V4, ela evoca igualmente a expressão do Coringa – o personagem dos quadrinhos que serviu de inspiração ao design dessa nova naked. O autêntico estilo Ducati é também evidente na DRL em forma de “V”, já encontrado na Panigale V4 e na SuperSport.

Na nova Streetfighter, o motor Desmosedici Stradale assume papel de protagonista, sendo deixado tanto quanto possível à vista. Só é parcialmente coberto por superestruturas que foram reduzidas ao seu mínimo, e suas linhas afiladas criam um conjunto “clean”. A zona frontal baixa e agressiva flui desde o depósito de combustível, dando à Streetfighter um visual similar ao de um predador pronto para saltar sobre a presa. Tal como exige a “cultura streetfighter”, o guidão é largo e em posição elevada, que, em conjunto com a posição moderada dos apoios de pés, torna a posição de condução esportiva mas ágil, perfeita para quem pretende atacar a estrada. A V4 vem na cor Ducati Red com quadro cinzento escuro e rodas negras, com para-lama frontal também em Ducati Red.

Um design tão poderoso se harmoniza com o imponente motor Desmosedici Stradale de 1.103 cc. Nessa configuração, o V4 a 90 graus entrega 208 cavalos á 12.750 rpm, uma potência sem rival no segmento naked, alinhando-se perfeitamente com o caráter extremo da nova Streetfighter V4. O torque máximo é de 12,5 kgfm à 11.500 rpm, praticamente inalterado face ao da Panigale V4. Um mapa de motor específico permite aos motociclistas extraírem com segurança o máximo da Streetfighter V4 em termos de performance em estrada. A potência e o torque podem ser “aumentados” em mais 6% ao se instalar o escapamento full-racing Ducati Performance by Akrapovic.

A exuberante performance da Streetfighter V4 é mantida sob controle por uma eletrônica sofisticada, trazida diretamente da Panigale V4, e pelas pequenas asas frontais em configuração “biplano” desenvolvidas pelos técnicos de aerodinâmica da Ducati Corse. Colocadas em uma posição adiantada para maximizar o seu efeito, as asas geram 28 quilos de carga aerodinâmica a 270 km/h, reduzindo a “flutuação” da roda dianteira a alta velocidade e a tendência dessa para se elevar. Também aumentam a estabilidade nas fases de frenagem, em entrada em curva e durante a trajetória em curva. Segundo a Ducati, o comportamento dinâmico infunde confiança em estrada, enquanto que, em pista, limita a intervenção dos controles eletrônicos e permite frear mais tarde, trazendo benefícios a nível de performance.

Para os consumidores ainda mais exigentes, existe a versão S da Streetfighter V4, que vem incrementada com detalhes como suspensões Öhlins de comando eletrônico, amortecedor de direção Öhlins e o Ducati Electronic Suspension (DES) EVO. A S é oferecida na mesma cor Ducati Red com quadro cinzento escuro e rodas negras, no entanto, o para-lama frontal é em preto. Enquanto a Streetfighter V4 vem com rodas de cinco raios em alumínio, a V4 S conta com rodas Marchesini de três raios em liga de alumínio forjado. Ambas as versões usam pneus Pirelli Diablo Rosso Corsa II.

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.