Cidades

Trabalho Conjunto

Operação do Exército apreende armamento em dois bairros de Campo Grande

Ação dos militares foi baseada em denúncias obtidas por seu setor de inteligência

EDUARDO MIRANDA

14/04/2017 - 18h30
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Operação conjunta do Exército Brasileiro e polícias Civil e Militar apreendeu armamentos de uso restrito e produtos controlados pelas Forças Armadas em duas regiões de Campo Grande: Vila Nhanhá e Bairro Taveirópolis. 

A ação dos militares foi baseada em denúncias obtidas por seu setor de inteligência, e contou com o apoio das polícias estaduais para o cumprimento de mandados. 

O paradeiro do armamento foi descoberto durante a Operação Ágata, conforme revelou o Major Marcelo Machado. Segundo ele, os trabalhos continuarão por tempo indeterminado. 

Os militares não informaram, por enquanto, se o caso é de desvio de armamento e explosivos da instituição. “O emprego da tropa ocorrerá de acordo com o previsto na legislação brasileira, de forma a contribuir com outros órgãos governamentais na busca de uma solução para a questão”.

Alteração

Governo de MS elimina "trava" que driblava Lei Kandir para proteger arrecadação

Mudança tornará mercado interno mais competitivo entre os produtores do Estado

26/02/2025 17h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O governo de Mato Grosso do Sul eliminou o sistema de paridade de grãos, introduzido no Estado em 2005. Este sistema consistia na retenção no mercado local do mesmo volume de bens primários ou semi-acabados exportados. A medida, levava tradings de soja e milho, e até mesmo frigoríficos, a pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos cereais retidos pelo mecanismo.

A assinatura do termo que realizou a mudança ocorreu nesta quarta-feira (26) na sede da Federação da Agroindústria e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).  

A outra parte que escapava da retenção, tinha as benesses da Lei Kandir, que isenta de ICMS as exportações de matérias-primas, como soja, milho, carne não processada, minério de ferro e até celulose.

A medida, acredita o governo, não será mais necessária por causa do avanço da agroindustrialização no Estado. Se por um lado o estado deixará de arrecadar com tributos já cobrados, por outro, o governo do estado acredita que a produção e a industrialização sul-mato-grossense e a competitividade entre os produtores substituirão o mecanismo vigente.

O governador destacou que há pouco tempo atrás, a mudança não poderia ser realizada, visto que a administração municipal poderia detectar algum processo de irresponsabilidade fiscal, alteração considerada a constituição de um conceito de responsabilidade de mercado e que impacta diretamente no setor produtivo de Mato Grosso do Sul, visto que os produtores de grãos terão maior liberdade de mercado a partir da mudança. “A Lei Kandir dizia o seguinte, não se tributa a exportação, livre mercado. Para isso, vai ser constituído um fundo de restituição aos estados brasileiros. Até ontem não vimos a cor desse dinheiro (risos)”, declarou Riedel. 

A eliminação da paridade de exportação de grãos, além de aumentar o poderio competitivo dos produtores sul-mato-grossenses, fará com produtores de regiões não industrializadas do Estado, caso dos municípios como Chapadão do Sul e Sonora, possam negociar os grãos, a preços mais competitivos.

“A partir de 2005 e, sobretudo nos últimos 10 anos, a soja e o milho receberam investimentos significativos em tecnologia, proporcionando um aumento expressivo, tanto na produtividade, quanto na ocupação de novas áreas. Isso impactou diretamente nas exportações desses dois grãos e houve uma mudança no perfil de produção de nosso Estado”, lembrou o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).  Cabe destacar que caso todo o volume de soja e milho produzido fosse exportado diretamente, em vez de comercializado internamente ou enviado a outros estados tributáveis, haveria redução na arrecadação”, explica o secretário Jaime Verruck.

Conforme os dados da Conab, SIGA/MS e Agrostat em 20 anos, a produção de soja em Mato Grosso do Sul, saiu de 3,863 milhões de toneladas em 2004/2005, para 13,977 milhões de toneladas, previsto para a safra 24/25. Já as exportações, saíram de 969 mil toneladas para 6,601 milhões de toneladas, no mesmo intervalo. O milho, saiu de uma produção de 1,397 milhões de toneladas na safra 2004/2005, para 10,199 milhões de toneladas na previsão de 24/25. No mesmo intervalo de tempo, as exportações do grão saltaram de 4 mil toneladas, para 982 mil toneladas.

“No fundo o que nós queremos é que 100% da soja sul-mato-grossense seja processada aqui. Então esse é um ato importante, que as cooperativas sabem que não é a paridade que vai reduzir os seus investimentos e não é a paridade que vai deixar de fazer as operações industriais no estado de Mato Grosso. Eles estão aqui comemorando o fim da paridade, e a tendência é que a gente diminua significativamente a exportação.”, declarou Verruck. 

O secretário destacou que a medida já surte efeito, visto que a demanda de exportação do milho já é muito pequena. A tendência do milho é nós não enviarmos nem mais para o mercado interno. O secretário destacou que a preocupação das empresas do Rio Grande do Sul, principalmente de Santa Canária e de Paraná, é de que precisam instalar minhas indústrias, visto que com a industrialização maçiça, Mato Grosso do Sul deixará de enviar grãos a esses estados, realizando todo o processo internamente. 

“Eu garanto aos senhores que mais alguns investimentos que nós vamos anunciar, o Mato Grosso Sul, talvez nos próximos anos, compre milho do Mato Grosso para ser processado aqui.”, finalizou o secretário. 

Agora, com o novo decreto assinado pelo governador Eduardo Riedel, os exportadores de soja e milho, incluindo cerealistas, cooperativas e indústrias, para obter o novo regime especial de exportação, deverão celebrar termo de acordo com a Sefaz. Com essa iniciativa, Mato Grosso do Sul se alinha a estados como Paraná e Mato Grosso em termos de competitividade.

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MARCINHO VP

Oruam diz que odeia visitar o pai preso em Campo Grande: "É desumano"

Rapper foi preso duas vezes em menos de uma semana, mas solto horas depois; Pai dele é um dos líderes do Comando Vermelho e está preso há 29 anos

26/02/2025 17h30

Oruam diz que é

Oruam diz que é "tortura" visitar o pai na Penitenciária Federal de Campo Grande Foto: Divulgação

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Preso na manhã desta quarta-feira (26) e solto horas depois, o rapper Oruam, 23 anos, filho do traficante Marcinho VP, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho, disse que "odeia" visitar o pai no Presídio Federal de Campo Grande, onde está desde janeiro do ano passado.

No documentário "O Grito - Regime Disciplinar Diferenciado", sobre o sistema penitenciário brasileiro, Oruam disse que foi concebido na prisão, durante uma visita intíma, e que nunca conviveu com o pai fora das grades.

"Eu nunca vi meu pai na rua. Nós nunca convivemos com nosso pai em nenhum momento da nossa vida. Quando eu nasci, meu pai já tava preso", disse.

Há pouco mais de um ano, Marcinho VP, foi transferido para a Penintenciária Federal de Campo Grande, onde ainda permanece, e o rapper daz visitas frequentes à capital sul-mato-grossense para vê-lo, mas diz que é constragedor e uma tortura.

"[São] mais de 15 celas. Passa o maior constrangimento para entrar e só fala pelo interfone. Como tu vai ver teu pai por um vidro no meio?", disse na produção da Netflix.

"Não pode nem encostar na pessoa, abraçar, falar. É tortura. Presídio Federal é tortura. Para nós que somos família é desumano. Se eu vou ver meu pai, eu quero encostar, dar um beijo",acrescentou Oruam.

Por fim, o rapper disse que aprendeu a conviver com a saudade. "Na minha mente eu sei que ele não vai estar aqui", concluiu.

Marcinho VP 

Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, é apontado com nome proeminente da criminalidade do Rio de Janeiro há quase três décadas, sendo um dos principais líderes do Comando Vermelho, ao lado de Fernandinho Beira Mar.

Preso desde 1996 , ele está em penitenciárias federais desde 2010, atualmente em Campo Grande.

No entanto, o encarceramento não impediu que Marcinho VP continuasse no mundo no crime. Mesmo de dentro do presídio, ele ordenou uma série de crimes que foram cometidos por outros faccionados.

Nos últimos 14 anos, ele cumpre pena em unidades federais. 

Marcinho VP é pai do rapper Oruam, que já fez manifestações públicas pedindo a liberdade do pai, sendo a mais polêmicas a apresentação no Lollapalooza 2024, onde vestiu uma camiseta que pedia a liberdade de Marcinho VP.

O cantor tem uma tatuagem em homenagem ao pai e também ao traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.

Rapper preso duas vezes

No dia 20 de fevereiro, Oruam foi preso em uma blitz no Rio de Janeiro, após tentar escapar de uma abordagem policial pela contramão.

De acordo com a 16ª DP , o rapper foi encaminhado por policiais militares à delegacia, onde foi autuado em flagrante por direção perigosa, pagou R$ 60 mil de fiança e foi solto.

Nesta quarta-feira (20), ele foi autuado por favorecimento, por abrigar foragido da polícia. Ele foi liberado pelo crime ter baixo potencial ofensivo e por se comprometer a comparecer em juízo.

A polícia estava cumprindo um mandado de busca e apreensão após o rapper efetuar disparos de arma de fogo em um condomínio em Igaratá, em São Paulo. O episódio aconteceu em 16 de dezembro de 2024 e os policiais buscavam as armas que teriam sido usadas por Oruam.

Durante as diligências, policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes encontraram Yuri Pereira Gonçalves, 25, que tinha mandado de prisão pendente pelo crime de organização criminosa. Ele foi detido e foram apreendidas armas, celulares e joias.

Na delegacia, questionado por repórteres o motivo de ter um foragido em sua casa, Oruam respondeu: "Que eu vou falar, mano?". "Não vou falar para tu, não. Tu é um delegado ou um juiz para eu falar alguma coisa para você?".

 

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