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Milhares se concentram em frente a igreja e causam nó no trânsito

Seguidores do pastor Valdemiro Santiago, a maioria trazidos em dezenas de ônibus do interior do Estado, tomaram conta de vias de acesso à Avenida Zahran

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Oficialmente, o evento, como é chamada a concentração religiosa, só começa às 9 horas deste sábado (7), mas antes das sete horas o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, já comandava o show e recebia as milhares de pessoas que formavam fila desde a madrugada e lentamente entravam no tempo, no Jardim Paulista, em Campo Grande. 

As filas indianas, até três uma ao lado da outra, se estendiam por cerca de 400 metros ao longo da Avenida Eduardo Elias Zahran, provocando uma espécie de nó no trânsito em pleno feriado da Independência, que amanheceu com ruas vazias em Campo Grande.

Isso porque os seguidores do apóstolo Valdemiro tomavam conta inclusive da pista de rolamento das vias de acesso à Zahran. Por conta disso, motoristas eram obrigados a dar meia volta para conseguir seguir viagem. 

Com dezenas de cadeirantes e pessoas aparentemente com problemas físicos, a maior parte dos fiéis passou a noite viajando para chegar logo cedo ao templo, no cruzamento da Zahran com a Rua Planalto. Dezenas de ônibus espalhados até em ruas apertadas do entorno do local do evento comprovam que o pastor conseguiu atrair gente de praticamente todas as 79 cidades do Estado. 

E até de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, veio uma caravana a Campo Grande. E, enquanto Valdemiro entrevista uma destas fiéis do país vizinho, auxiliares dele interrompiam a conversa para comemorar “mais mil reais agora, a católica socorreu, tomando posse da arca”, aproximando da câmera um celular para comprovar a suposta doação de mais um pix de mil reais.

 

Ao serem abordados pela reportagem, organizadores do “evento” alegaram que não poderiam dar entrevista para explicar os motivos para “travarem” a entrada dos fiéis ao interior do templo, onde já estava a estrela principal do culto que começaria somente duas horas depois. 

Do lado de fora, no espaço que servia de estacionamento da antiga loja de materiais de construção que funcionava alí antes da transformação em igreja, um telão e centenas de cadeiras foram enfileiradas para abrigar aqueles que não coubessem no interior do templo. 

Comum em Campo Grande às vésperas de eleições, mas muitas vezes organizado em praças públicas, o culto do apóstolo Valdemiro acontece na mesma data em que outros pastores de renome nacional serão destaque principal do ato em São Paulo convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em homenagem ao 7 de setembro, o dia da independência do Brasil. 

O pastor Silas Malafaia, organizador da manifestação em São Paulo, prometeu fazer duras críticas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal . "Vai ser o mais duro e veemente discurso que fiz até hoje. Vai ser de arregaçar", anunciou nesta sexta-feira (6). 

Desta vez, os ataques serão direcionados contra as decisões que afetaram os interesses do bilionário Elon Musk, dono da rede social X, que está temporariamente banida do Brasil. 

APÓSTOLO

Valdemiro Santiago, que se auto-denomia apóstolo, cursou somente até a quinta série do ensino básico e inicialmente fazia parte da Igreja Universal do Reino de Deus, comandada por Edir Macedo. Mas, em 1998 fundou sua própria igreja e hoje, segundo a revista Forbes, seu patrimônio chega a R$ 1,4 bilhão. 

Duas horas antes do início do evento o pastor Valdemiro Santiago já comandava o show e comemorava com seus seguidores cada doação significativa

Entre os pastores famosos, sua fortuna é menor somente que a de Edir Macedo, que tem R$ 5,6 bilhões. Está à frente inclusive do missionário RR Soares, da Igreja Internacional da Graça, que, segundo a Forbes, acumula R$ 736 milhões.

Boa parte do patrimônio de Romildo Soares, porém, não está em seu nome, como é o caso das duas TVs (SBT MS e Guanandi) e de inúmeros terrenos de alto valor na região central de Campo Grande. 

 

 

sem explicação

Revendas ampliam boicote ao consumidor e elevam preço da gasolina

No dia 10 de outubro foi anunciada redução de 26 centavos nos impostos federais, mas o preço da gasolina no Estado subiu desde então

21/10/2026 11h10

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49 Marcelo Victor

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No dia 9 de outubro o Governo Federal anunciou a ampliação da desoneração de tributos federais sobre a gasolina e previu redução da ordem de 26 centavos no preço ao consumidor. Em Mato Grosso do Sul, porém, o preço médio aumentou em um centavo e em Campo Grande, a redução foi de apenas um centavo, conforme mostra pesquisa publicada pela Angência Nacional do Petróleo (ANP) nesta terça-feira (20).

A medida anunciada pela União no começo do mês têm validade por 30 dias e a previsão é de que seja renovada. A redução tributária sobre a gasolina passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis.

Naquela dada, o porta-voz dos proprietários de postos de combustíveis de Campo Grande, Edson Lazaroto, previu que os preços começariam a cair logo em seguida. “Deve ocorrer a partir da semana que vem. Haverá queda somente no preço da gasolina. Etanol e diesel permanecem normal”, afirmou ele em mensagem enviada ao Correio do Estado no dia 10.

Até agora, porém, as distribuidoras e proprietários de postos não repassaram esta diferença e estão literalmente embolsando esta diferença. Conforme a pesquisa da ANP feita em 60 postos, no dia 10 de outubro o preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,42. Na pesquisa divulgada nesta terça-feira (20), o valor médio havia subido para R$ 6,43.

Fazendo o recorte somente nos 23 postos de Campo Grande onde foi feito o levantamento, a situação é parecida. No começo do mês o preço estava em R$ 6,28. Agora, recuou um centavo, para R$ 6,27.

Levando em consideração que em Mato Grosso do Sul são vendidos uma média de dois milhões de litros de gasolina por dia, o setor de distribuição e revenda está embolsando algo em torno de R$ 520 mil todos os dias, já que não está repassando ao consumidor a isenção fiscal concedida para aliviar o bolso daqueles que abastecem seus veículos.

E este boicote aos consumidores, que não ocorre somente em Mato Grosso do Sul, está longe de ser um fato isolado. No começo de setembro a Petrobras anunciou redução de 19 centavos no litro da gasolina. Na época, o sindicato dos proprietários de postos de Campo Grande previu redução de 12 centavos nas bombas. 

Em vez disso, porém, o preço subiu. Naquela data, segundo a mesma pesquisa da ANP, o preço médio nas bombas de Campo Grande era de R$ 6,25. Na prática, porém, está dois centavos acima disso, apesar das duas reduções anunciadas pela Petrobras e pelo Governo Federal, que juntas somam 38 centavos.

E no restante do Estado a situação é idêntica, evidenciando que existe movimento coordenado e sincronizado para impedir a redução do preço nas bombas. No começo de setembro o preço médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,40. Agora, apesar da redução de 38 centavos, está em R$ 6,43.

Levando em consideração que o setor não repassou a redução de 38 centavos e e ainda elevou os preços em três, a diferença a maior na margem de lucro é de 41 centavos por litro. Multiplicando este valor pelo volume vendido diariamente em Mato Grosso do Sul, as distribuidoras e donos de postos elevaram seus lucros em R$ 820 mil por dia somente em Mato Grosso do Sul. 

GUERRA NO IRÃ

A disparada no preço mundial do petróleo ocorreu depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no dia 28 de fevereiro. Naquela dada, conforme a ANP, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,89.

E, apesar de o preço do petróleo ter disparado no mercado internacional, ultrapassando os 100 dólares o barril, a Petrobras elevou em apenas 4 centavos o valor nas refinarias. Aumento de 48 centavos chegou a ser praticado, mas o Governo ofereceu subsídio de 40 centavos evitar que o reajuste chegasse aos consumidores. 

Mesmo assim, as distribuidoras e donos de postos elevaram os preços sob a alegação de que o preço do petróleo havia aumentado. Depois disso, os preços internacionais recuaram, mas o preço da gasolina ao consumidor segue bem acima daquele patamar. 

Até o final de feveriro, Campo Grande tinha o menor preço médio da gasolina comum entre todas as capitais. Agora, está em terceiro lugar, ficando atrás de cidades como Vitória e Porto Alegre.

Esta tendência de altas sem justificativa no preço da gasolina ocorre desde o fim do ano passado. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro de 2025, o preço médio do combustível em Campo Grande estava em R$ 5,78. 

No começo do ano os estados elevaram em 10 centavos o ICMS sobre a gasolina. Mas, em tese, esta alta deveria ser sido anulada pela redução de 14 centavos por litro que a Petrobras anunciou dias depois. Na prática, porém, os preços subiram após o aumento do imposto estadual e não recuaram quando a Petrobras ofereceu o desconto. 


 
 

PRISÕES

Dupla é presa ao tentar recuperar cabelo humano avaliado em R$ 22 mil

Ao todo, 60 kg de cabelo humano foram furtados, com prejuízo estimado de R$ 440 mil, mas apenas 3 kg foram recuperados

21/10/2026 11h00

Carga foi roubada na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero

Carga foi roubada na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero Divulgação: Polícia Civil

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Dois homens foram presos ao apresentaram uma nota fiscal eletrônica falsa e tentarem a restituição de uma carga de cabelos humanos, apreendida como objeto do crime de descaminho e avaliada em R$ 22 mil. Durante a checagem do documento fiscal, os policiais verificaram que era falso, motivo pelo qual ambos os indivíduos receberam voz de prisão em flagrante.

A carga de mechas de cabelo humano foi objeto de um crime de roubo ocorrido no dia 11 de outubro, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, fronteira com o município de Ponta Porã. O prejuízo estimado foi de em  R$ 440 mil. 

Na oportunidade do roubo, foram subtraídos aproximadamente 60kg de cabelo humano, dos quais foram recuperados pouco mais de 3kg do produto, avaliados em R$ 22 mil, na última segunda-feira (19), em Campo Grande. 

A carga foi apreendida em posse de um homem de nacionalidade paraguaia, apontado como sendo um dos suspeitos do crime cometido em território estrangeiro.

A Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECCO) e a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) foram as responsáveis pela ação de recuperação dos produtos.

 

 

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