Política

eleições 2026

Barbosinha e Jaime Verruck vão trocar o PSD pelo Republicanos e o PP

O governador reuniu-se ontem em São Paulo (SP) com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, para tratar das saídas

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Durante reunião realizada ontem em São Paulo (SP), o governador Eduardo Riedel (PP) acertou com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, as saídas do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Elias Verruck, que vão, respectivamente, para o Republicanos e o PP. 

No caso de Barbosinha, a troca partidária é para que ele possa continuar como vice-governador na chapa de reeleição de Riedel a governador, enquanto Verruck vai reforçar a forte chapa do PP para a Câmara dos Deputados, que já conta com o deputado federal dr. Luiz Ovando e o secretário estadual da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior.

Além disso, em razão da Federação Partidária União Progressista, a chapa terá ainda a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), que é campeã de votos e deve passar dos 100 mil votos, permitindo que a federação possa sonhar em fazer, pelo menos, três cadeiras na Câmara dos Deputados.

O Correio do Estado apurou que a reunião de Riedel e Kassab foi marcada pelo governador para que ele mesmo pudesse informar ao presidente nacional do PSD a desfiliação de Barbosinha e de Verruck, afinal, ambos assinaram as fichas de filiações no partido durante reunião no apartamento de Kassab em São Paulo e com a presença de Riedel em março de 2024.

Em virtude da amizade com Kassab, que inclusive chegou a convidá-lo para se filiar ao PSD na mesma oportunidade, o governador considerou que seria de bom tom comunicar o presidente nacional sobre a saída de duas lideranças políticas da sigla em MS.

Dessa forma, Riedel faz a política da boa vizinhança e deixa as portas abertas para, quem sabe, em um futuro próximo, trocar do PP pelo PSD, partido que tem mais as características do governador, que sempre foi mais próximo ao centro do que à direita. 

Entretanto, em termos de presente, a articulação política de Riedel tem um único objetivo: continuar com Barbosinha como seu vice-governador na chapa que disputará as eleições gerais deste ano.

O governador gosta muito do seu vice e sabe que, se ele continuasse no PSD, tinha um sério risco de a legenda não fazer parte, pelo menos oficial, do arco de alianças, o que impediria Barbosinha de ser o candidato a vice-governador.

Com ele no Republicanos, esse risco está descartado e a parceria de sucesso entre Riedel e Barbosinha pode ser reeditada por mais quatro anos. 

outro lado, as saídas do vice-governador e do secretário Jaime Verruck enfraquecem o PSD no Estado no momento em que o partido ganhou, nacionalmente, o reforço do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Agora, a legenda passa a contar com três presidenciáveis nos seus quadros, pois, além de Caiado, também são pré-candidatos à Presidência da República o governador do Paraná, Ratinho Jr., e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. 

SEM COMENTAR

Procurado no fim da tarde de ontem pelo Correio do Estado, o senador Nelsinho Trad, presidente estadual do PSD, não quis comentar as saídas dos dois pesos pesados do partido em Mato Grosso do Sul, porém, no período da manhã, antes da reunião de Riedel e Kassab em São Paulo, ele tinha comentado a chegada de Caiado.

Para ele, o anúncio feito na noite de terça-feira pelo presidenciável Ronaldo Caiado de se filiar ao PSD fortaleceria ainda mais a legenda em Mato Grosso do Sul. 

“Essa filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, indica que o partido terá candidato próprio a presidente da República nas eleições deste ano e certamente isso terá implicações positivas em Mato Grosso do Sul”, declarou o parlamentar, que neste ano tentará a reeleição ao Senado pelo Estado.

Caiado, que já vinha ensaiando deixar o União Brasil em razão das resistências do partido em confirmar sua candidatura à Presidência da República, agora se juntou à legenda que já tem outros dois pré-candidatos ao Palácio do Planalto.

Em vídeo divulgado nas redes sociais ao lado de Ratinho Jr. e de Eduardo Leite, em que anunciou a filiação, o governador de Goiás afirmou que fez um “gesto de total desprendimento” e indicou que o PSD ainda decidirá, entre os três, quem será o candidato à Presidência da República.

Ele disse ainda que buscava “uma oportunidade para contribuir com a discussão nacional” e que as portas para isso tinham se fechado no União Brasil. 

“Aqui não tem interesse pessoal de cada um. Aquele que for escolhido levará esta bandeira de um projeto de esperança e de resgate daquilo que o povo tanto espera. É dessa maneira que sou recebido aqui. E tenho a graça de ter a minha filiação partidária ao PSD. O que sair daqui candidato terá o apoio dos demais”, afirmou.

No entendimento de Nelsinho Trad, a conjuntura nacional com os três pré-candidatos à Presidência da República fortalece a sua pré-candidatura à reeleição ao Senado por Mato Grosso do Sul.

NOVA MORADA

Ainda sobre a chegada de Caiado ao PSD, o governador do Rio Grande do Sul disse que o colega goiano é bem-vindo à sigla. 

“Antes da aspiração individual, como agentes políticos, vem nossa aspiração como brasileiros. Será um prazer trilhar ao lado dele e do colega do Paraná”, declarou.

Ratinho Jr., por sua vez, disse que a filiação de Caiado ao PSD representa um “projeto de união pelo Brasil”. 
Por ora, o governador do Paraná é visto como o favorito dentro do partido para se candidatar à Presidência. 
Kassab, porém, não fecha as portas para outros nomes, e também tem elogiado posicionamentos públicos de Eduardo Leite. 

Ao divulgar a filiação de Caiado em suas redes sociais, o presidente nacional afirmou que o trio de governadores passa a “trabalhar juntos no PSD na busca de uma candidatura a presidente da República que traga um projeto para o futuro do nosso País”.

Há cerca de duas semanas, Gilberto Kassab disse, em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, que, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sinalizou um recuo da pré-candidatura a presidente da República, o PSD trabalha para que Ratinho Jr. participe da disputa presidencial e, portanto, o partido precisará de um palanque em Mato Grosso do Sul. 

“Temos de procurar fortalecer as pré-candidaturas majoritárias em todos os estados, tanto para governador, quanto para senadores. No entanto, no caso de Mato Grosso do Sul, como temos uma boa relação com o governador Eduardo Riedel (PP), vamos apoiar a reeleição dele e, por isso, para termos um palanque para o Ratinho aí, o senador Nelsinho será o nosso carro-chefe”, explicou.

Ele também revelou que o senador Nelsinho Trad já vai iniciar a organização do reforço partidário do PSD em MS, procurando os políticos que desejam disputar as eleições deste ano como deputados federais e estaduais pela legenda. 

“O reforço do palanque estadual é importante para ajudar a nossa pré-candidatura à majoritária nacional”, explicou o presidente nacional.

Já o senador Nelsinho Trad revelou ao Correio do Estado que nada mais natural do que o PSD reforçar o partido em Mato Grosso do Sul para que o pré-candidato a presidente da República da legenda, Ratinho Jr., tenha um palanque. 

“O Ratinho [Jr.] é uma alternativa à polarização entre direita e esquerda. Acredito que, com a pré-candidatura dele a presidente da República, a minha pré-candidatura ao Senado também ficará mais fortalecida”, argumentou.

SAIBA

A filiação partidária e a regularização do domicílio eleitoral devem ocorrer até seis meses antes do dia da votação, ou seja, a data-limite termina em 4 de abril. Os candidatos devem ser escolhidos nas convenções partidárias a serem realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. No Brasil, não há candidatura avulsa – para concorrer a pessoa deve estar filiada a um partido político.

ELEIÇÕES 2026

Perdeu o título eleitoral? Saiba como votar sem o documento no 2° turno

Extravio, perda ou roubo de título de eleitor não impede que o cidadão vote

21/10/2026 12h00

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026 Paulo Ribas

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Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem ele no segundo turno das eleições 2026, neste domingo (25).

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta acessar o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai e imprimir o documento.

O voto é obrigatório para eleitores alfabetizados, com idade entre 18 e 70 anos. O voto é facultativo para maiores de 16 anos e menores de 18 anos, maiores de 70 anos e analfabetos. 

O cidadão não poderá votar se estiver com sua inscrição eleitoral cancelada ou suspensa.

O que acontece se o eleitor não votar?

O eleitor que deixar de votar não poderá:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Ser empossado em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

Quaest

Flávio recua de 46% para 45% em votos totais e Lula mantém 44%

Pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de outubro, parcialmente depois do debate da noite de domingo, dia 18

21/10/2026 11h31

Pesquisa revelou ligeira melhora na avaliação do presidente Lula, mas as intenções de voto não melhoraram

Pesquisa revelou ligeira melhora na avaliação do presidente Lula, mas as intenções de voto não melhoraram

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Pesquisa Quaest para o segundo turno, divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de votos totais, contra 44% do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 2 pontos porcentuais, ambos os candidatos estão em empate técnico.

Comparando com a última pesquisa, divulgada em 14 de outubro, Flávio oscilou um ponto para baixo, já que antes estava com 46% das intenções de voto totais para o segundo turno, já Lula se manteve com os mesmos 44% da última semana.

A vantagem em favor do senador passou de 2 pontos porcentuais para 1. Com isso, a distância entre os candidatos diminuiu a quatro dias para o segundo turno, que acontece no dia 25 de outubro.

Ainda conforme o levantamento, 9% dos eleitores disseram que votarão em branco ou nulo no segundo turno, mesmo porcentual da última semana. Outros 2% se disseram indecisos, ante a 1% da última semana.

A pesquisa mostra que 47% dos eleitores desaprovam o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ante 46% que o aprovam. Na comparação com levantamento anterior, de 14 de outubro, a desaprovação oscilou 1 ponto para baixo (era de 48%), enquanto a aprovação fez o caminho inverso e oscilou um ponto para cima (era de 45%).  Outros 7% não souberam ou não quiseram responder, nas duas ocasiões.

TRANSFERÊNCIA 

O levantamento mostra que 40% dos eleitores que anularam, votaram em branco ou não foram às urnas no primeiro turno da eleição presidencial declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno - ante a 43% da última semana. Nessa categoria, 36% declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), número que estava em 38% na última pesquisa divulgada no dia 14 de outubro.

O levantamento mostra também que entre os ausentes/brancos/nulos no primeiro turno, 21% dizem que devem se comportar da mesma forma no segundo turno - ante 17% na última semana. Ainda nessa categoria de quem votou branco, nulo ou não compareceu às urnas no último dia 4 de outubro, 3% dizem estar indecisos, ante a 2% na última semana.

O presidente Lula tem adotado a estratégia, para o segundo turno, em focar nos eleitores que se abstiveram no primeiro turno. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção chegou a 33 milhões (21,08%). Já os votos brancos chegaram a 2,3 milhões (1,84%) e os votos anulados, em 3,6 milhões (2,93%).

EVANGÉLICOS

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que a intenção de voto no candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores evangélicos oscilou de 60% para 58%, na comparação com pesquisa divulgada uma semana atrás, em 14 de outubro. No mesmo período, a intenção de voto no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o caminho inverso e oscilou positivamente, de 28% para 30%.

Já entre os católicos, Lula oscilou de 49% para 50%, enquanto Flávio caiu de 43% para 40% - variação para além da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

METODOLOGIA

A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

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