Política

INVESTIGAÇÃO

Jurídico da Câmara da Capital dá parecer favorável à instauração da CPI do Ônibus

O procurador recomendou que sejam apurados idade da frota, equilíbrio financeiro e fiscalização feita pela Prefeitura de Campo Grande

Continue lendo...

Após o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Vicente Silva Neto (PSDB), o Papy, dar “sinal verde” para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no serviço de transporte coletivo urbano prestado pelo Consórcio Guaicurus, agora foi a vez da Procuradoria-Geral da Casa de Leis divulgar parecer favorável à investigação.

No documento, que o Correio do Estado obteve com exclusividade, o procurador jurídico Luiz Gustavo Martins Araújo Lazzari concluiu que, em análise de ambos os requerimentos de abertura de CPI, apresentados pelos vereadores Junior Coringa (MDB) e Dr. Lívio (União Brasil), enxergou “parcial preenchimento dos requisitos impostos, motivo pelo qual opino favoravelmente à abertura de CPI”.

Porém, ele escreveu no parecer a recomendação para que a CPI somente apure três fatos determinados. O primeiro fato é a utilização de frota com idade média e máxima dentro do limite contratual e o estado de conservação dos veículos, nos últimos cinco anos. O segundo é o equilíbrio financeiro contratual após aplicação dos subsídios públicos concedidos pelo Executivo municipal à empresa concessionária por meio das leis complementares nº 519/2024 e nº 537/2024.

Já o terceiro e último fato determinado é a fiscalização feita pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) e da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), do serviço de transporte público prestado pela concessionária após a assinatura do termo de ajustamento de gestão (TAG) perante o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), em novembro de 2020.

RESUMO

No resumo do parecer, o procurador jurídico Gustavo Lazzari explicou que foram analisados os dois requerimentos encaminhados ao presidente Papy, um de autoria do vereador Junior Coringa e outro do vereador Dr. Lívio, solicitando a instauração de uma CPI para investigar possíveis irregularidades na prestação do serviço público de transporte coletivo urbano da Capital.

“Percebe-se em ambos os requerimentos apresentados que se busca, prioritariamente, a apuração de eventual descumprimento do Contrato de Concessão nº 330, de 25 de outubro de 2012, tendo em vista a alegada má prestação dos serviços pelo Consórcio Guaicurus, sobretudo utilização de veículos em mau estado de conservação e com elevada idade”, detalhou.

Ele prosseguiu, explicando que foi possível notar ainda que os parlamentares indicaram a obtenção de lucro da empresa concessionária nos últimos anos, bem como a concessão de subsídios públicos por meio de edição de leis, com destaque para a isenção de Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) e a subvenção econômica concedida.

“Eles apontaram ainda a existência de descumprimento das obrigações assumidas no TAG firmado entre a Prefeitura de Campo Grande, o Consórcio Guaicurus, a Agetran, a Agereg e o TCE-MS, uma vez que não teria ocorrido acatamento dos ajustes na execução do serviço pela empresa concessionária, além da inexistência de fiscalização pelas agências municipais”, pontuou.

Gustavo Lazzari acrescentou que os requerimentos demonstram identidade de causa de pedir, já que apresentam fundamentação semelhante para pleitear a abertura do procedimento investigatório na Casa de Leis, entretanto, “vislumbra-se indicação de alguns fatos determinados diferentes nos requerimentos apresentados, o que será apreciado no presente parecer”

TAG

Gustavo Lazzari ainda analisou o fato de os dois requerimentos solicitarem a apuração do TAG assinado com o TCE-MS, em 11 de novembro de 2020, com anuência da Câmara Municipal.

“O instrumento estabeleceu obrigações aos compromissários com o objetivo de aperfeiçoar o contrato de concessão celebrado e melhorar a prestação do serviço de transporte público no âmbito municipal”, recordou.

Portanto, completou, entre as disposições elencadas no TAG, destacam-se a obrigação da empresa concessionária em manter a conservação e a manutenção dos veículos utilizados, a determinação à Agereg e à Agetran de criação de meios de fiscalização da frota, sobretudo com relação à verificação da idade dos ônibus, além da imposição ao Poder Executivo de atuar positivamente para garantir que o serviço de transporte público ocorra de forma segura e eficiente.

“Surge clarividente, assim, que os fatos indicados no requerimento apresentado, alvos de investigação na CPI a ser instaurada, já são contemplados no TAG, possuindo o TCE-MS a incumbência de fiscalização acerca de seu cumprimento pelos compromissários. Neste diapasão, convém alertar que eventuais conclusões da comissão a ser instauradas poderão se mostrar inócuas diante do procedimento realizado perante o Tribunal de Contas [de MS], levando em consideração as obrigações já delineadas no citado TAG”, explicou.

O procurador assegurou que “eventual constatação de descumprimento do TAG impõe aplicação das sanções previstas no termo, sendo que o resultado será o mesmo do advento de eventual irregularidade apurada em CPI, redundando, portanto, em esforço infrutífero por parte dos vereadores”.

COMPARAÇÃO

Para concluir, Gustavo Lazzari ainda ressaltou que, na comparação dos dois requerimentos apresentados, percebe-se que aquele de autoria do vereador Dr. Lívio tem maior abrangência no seu objeto.

“Além disso, resta inequívoca a identidade de causa de pedir e de pedido entre os requerimentos, já que se baseiam em fundamentos de fato e de direito semelhantes e possuem o escopo principal de apurar eventuais irregularidades na prestação do serviço de transporte público coletivo no âmbito municipal”, apontou.

Nessa mesma linha, conforme o procurador, “com ressalva aos fatos que não se mostram determinados, pontuados nos tópicos anteriores, o requerimento de autoria do vereador Lívio, mais abrangente, abarca os elementos apresentados no requerimento de autoria do vereador Junior Coringa, o que leva à conclusão de que eventual CPI a ser instaurada deve englobar ambos os requerimentos”.

Por fim, Gustavo Lazzari explicou que, com exceção dos fatos que não são considerados determinados, vislumbra-se a possibilidade de instauração de CPI para investigar as situações narradas nos requerimentos apresentados pelos vereadores Junior Coringa e Dr. Lívio.

Assine o Correio do Estado

ELEIÇÕES 2026

Perdeu o título eleitoral? Saiba como votar sem o documento no 2° turno

Extravio, perda ou roubo de título de eleitor não impede que o cidadão vote

21/10/2026 12h00

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026 Paulo Ribas

Continue Lendo...

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem ele no segundo turno das eleições 2026, neste domingo (25).

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta acessar o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai e imprimir o documento.

O voto é obrigatório para eleitores alfabetizados, com idade entre 18 e 70 anos. O voto é facultativo para maiores de 16 anos e menores de 18 anos, maiores de 70 anos e analfabetos. 

O cidadão não poderá votar se estiver com sua inscrição eleitoral cancelada ou suspensa.

O que acontece se o eleitor não votar?

O eleitor que deixar de votar não poderá:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Ser empossado em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

Quaest

Flávio recua de 46% para 45% em votos totais e Lula mantém 44%

Pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de outubro, parcialmente depois do debate da noite de domingo, dia 18

21/10/2026 11h31

Pesquisa revelou ligeira melhora na avaliação do presidente Lula, mas as intenções de voto não melhoraram

Pesquisa revelou ligeira melhora na avaliação do presidente Lula, mas as intenções de voto não melhoraram

Continue Lendo...

Pesquisa Quaest para o segundo turno, divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de votos totais, contra 44% do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 2 pontos porcentuais, ambos os candidatos estão em empate técnico.

Comparando com a última pesquisa, divulgada em 14 de outubro, Flávio oscilou um ponto para baixo, já que antes estava com 46% das intenções de voto totais para o segundo turno, já Lula se manteve com os mesmos 44% da última semana.

A vantagem em favor do senador passou de 2 pontos porcentuais para 1. Com isso, a distância entre os candidatos diminuiu a quatro dias para o segundo turno, que acontece no dia 25 de outubro.

Ainda conforme o levantamento, 9% dos eleitores disseram que votarão em branco ou nulo no segundo turno, mesmo porcentual da última semana. Outros 2% se disseram indecisos, ante a 1% da última semana.

A pesquisa mostra que 47% dos eleitores desaprovam o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ante 46% que o aprovam. Na comparação com levantamento anterior, de 14 de outubro, a desaprovação oscilou 1 ponto para baixo (era de 48%), enquanto a aprovação fez o caminho inverso e oscilou um ponto para cima (era de 45%).  Outros 7% não souberam ou não quiseram responder, nas duas ocasiões.

TRANSFERÊNCIA 

O levantamento mostra que 40% dos eleitores que anularam, votaram em branco ou não foram às urnas no primeiro turno da eleição presidencial declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno - ante a 43% da última semana. Nessa categoria, 36% declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), número que estava em 38% na última pesquisa divulgada no dia 14 de outubro.

O levantamento mostra também que entre os ausentes/brancos/nulos no primeiro turno, 21% dizem que devem se comportar da mesma forma no segundo turno - ante 17% na última semana. Ainda nessa categoria de quem votou branco, nulo ou não compareceu às urnas no último dia 4 de outubro, 3% dizem estar indecisos, ante a 2% na última semana.

O presidente Lula tem adotado a estratégia, para o segundo turno, em focar nos eleitores que se abstiveram no primeiro turno. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção chegou a 33 milhões (21,08%). Já os votos brancos chegaram a 2,3 milhões (1,84%) e os votos anulados, em 3,6 milhões (2,93%).

EVANGÉLICOS

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que a intenção de voto no candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores evangélicos oscilou de 60% para 58%, na comparação com pesquisa divulgada uma semana atrás, em 14 de outubro. No mesmo período, a intenção de voto no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o caminho inverso e oscilou positivamente, de 28% para 30%.

Já entre os católicos, Lula oscilou de 49% para 50%, enquanto Flávio caiu de 43% para 40% - variação para além da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

METODOLOGIA

A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).