Política

JUSTIÇA ELEITORAL

Pré-candidato a deputado, ex-prefeito de Nioaque fica inelegível por oito anos

Valdir de Souza Jr. foi condenado por contratar 59 servidores temporários três meses antes das eleições municipais de 2024

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O juiz eleitoral Luciano Pedro Beladelli, da 45ª Zona Eleitoral de Nioaque, acatou denúncia da promotora de Justiça Laura Alves Lagrota, do Ministério Público Eleitoral (MPE), e condenou o ex-prefeito de Nioaque, Valdir Couto de Souza Júnior (PSDB), pela contratação de 59 servidores comissionados três meses antes das eleições municipais de 2024, o que violaria a regra proibitiva do inciso V, do Art. 73, da Lei nº 9.504/1997.

Pré-candidato a deputado estadual nas eleições deste ano, Valdir Júnior, que também é ex-presidente da Associação de Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), pegou como sanção oito anos de inelegibilidade pela prática de abuso de poder político entrelaçado com abuso de poder econômico e multa eleitoral no valor de R$ 50 mil.

Além do ex-prefeito, também foram condenados os então candidatos a prefeito e vice-prefeito de Nioaque, respectivamente, Juliano Rodrigo Marcheti e Roney dos Santos Freitas, que terão de pagar, cada um, R$ 50 mil de multa eleitoral.

Na época, os dois eram candidatos pela coligação “Caminho Certo, Futuro Seguro”, formado pela Federação PSDB-Cidadania e Federação Brasil da Esperança e Fé no Brasil, que contava com os paridos PT, PCdoB, PV, União Brasil, PSD, Republicanos e PSB.

Conforme a promotora de Justiça Laura Alves Lagrota, “restou evidenciado pela documentação acostada à presente representação, bem como pelas testemunhas ouvidas em Juízo, que foram realizados, durante o período vedado por lei (nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos), diversos contratos e prorrogações de contratos de servidores públicos temporários para exercerem cargos diversos junto às secretarias municipais de Nioaque”.

Ela citou que no depoimento da vereadora Rosemeire Meza Arruda foi revelado que, no período de 90 dias que antecediam as eleições, houve contratações em desconformidade com a legislação eleitoral nas secretarias de Educação e de Obras.

A parlamentar afirmou que houve contratação de um engenheiro civil dentro do período vedado pela legislação eleitoral e, posteriormente, esse profissional precisou se licenciar por ter se candidatado ao cargo de vereador.

Outra testemunha confirmou que as contratações realizadas durante o período eleitoral não se deram como substituições, mas sim como novos vínculos, ainda que em descumprimento à vedação legal prevista para os três meses anteriores ao pleito.

Secretários também foram ouvidos e, segundo a promotora de Justiça, “limitaram-se a apresentar justificativas para as contratações, rescisões e prorrogações, porém, não comprovaram qualquer embasamento legal para tal conduta vedada, bem como os representados, igualmente, desincumbiram-se de apresentar qualquer documento que comprovasse a alegada necessidade”.

Laura Alves Lagrota ressaltou que não se pode permitir que a máquina administrativa seja usada para reforçar ou alavancar campanha eleitoral de qualquer candidato, em verdadeiro atentado ao princípio republicano. 

“Sem dúvida, condutas como as ora descritas tendem a afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos no pleito eleitoral, em detrimento daqueles que não têm a mesma possibilidade de usar a máquina pública em proveito de suas candidaturas”, escreveu.

*Saiba

A defesa dos representados na Representação Especial Eleitoral, julgada procedente em primeira instância em Nioaque, informa que, embora respeite o conteúdo da sentença que determinou a perda de direitos políticos e aplicação de multa pecuniária, vai recorrer da decisão no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Os representados recebem a decisão com tranquilidade e a encaram como parte do processo democrático. No entanto, por não concordarem com os fundamentos apresentados, reiteram a confiança na reforma da sentença pela instância superior.

A defesa esclarece que todas as contratações tidas como irregulares, realizadas nos três meses que antecederam o pleito de 2024, foram devidamente justificadas e comprovadas nos autos, como essenciais para a continuidade de serviços públicos indispensáveis à população de Nioaque.

No momento oportuno, serão apresentadas as razões recursais ao TRE-MS, onde a defesa demonstrará a legalidade e a necessidade dos atos praticados, confiando na reversão da condenação imposta.
 

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Quaest

Flávio recua de 46% para 45% em votos totais e Lula mantém 44%

Pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de outubro, parcialmente depois do debate da noite de domingo, dia 18

21/10/2026 11h31

Pesquisa revelou ligeira melhora na avaliação do presidente Lula, mas as intenções de voto não melhoraram

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Pesquisa Quaest para o segundo turno, divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de votos totais, contra 44% do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 2 pontos porcentuais, ambos os candidatos estão em empate técnico.

Comparando com a última pesquisa, divulgada em 14 de outubro, Flávio oscilou um ponto para baixo, já que antes estava com 46% das intenções de voto totais para o segundo turno, já Lula se manteve com os mesmos 44% da última semana.

A vantagem em favor do senador passou de 2 pontos porcentuais para 1. Com isso, a distância entre os candidatos diminuiu a quatro dias para o segundo turno, que acontece no dia 25 de outubro.

Ainda conforme o levantamento, 9% dos eleitores disseram que votarão em branco ou nulo no segundo turno, mesmo porcentual da última semana. Outros 2% se disseram indecisos, ante a 1% da última semana.

A pesquisa mostra que 47% dos eleitores desaprovam o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ante 46% que o aprovam. Na comparação com levantamento anterior, de 14 de outubro, a desaprovação oscilou 1 ponto para baixo (era de 48%), enquanto a aprovação fez o caminho inverso e oscilou um ponto para cima (era de 45%).  Outros 7% não souberam ou não quiseram responder, nas duas ocasiões.

TRANSFERÊNCIA 

O levantamento mostra que 40% dos eleitores que anularam, votaram em branco ou não foram às urnas no primeiro turno da eleição presidencial declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno - ante a 43% da última semana. Nessa categoria, 36% declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), número que estava em 38% na última pesquisa divulgada no dia 14 de outubro.

O levantamento mostra também que entre os ausentes/brancos/nulos no primeiro turno, 21% dizem que devem se comportar da mesma forma no segundo turno - ante 17% na última semana. Ainda nessa categoria de quem votou branco, nulo ou não compareceu às urnas no último dia 4 de outubro, 3% dizem estar indecisos, ante a 2% na última semana.

O presidente Lula tem adotado a estratégia, para o segundo turno, em focar nos eleitores que se abstiveram no primeiro turno. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção chegou a 33 milhões (21,08%). Já os votos brancos chegaram a 2,3 milhões (1,84%) e os votos anulados, em 3,6 milhões (2,93%).

EVANGÉLICOS

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que a intenção de voto no candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores evangélicos oscilou de 60% para 58%, na comparação com pesquisa divulgada uma semana atrás, em 14 de outubro. No mesmo período, a intenção de voto no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o caminho inverso e oscilou positivamente, de 28% para 30%.

Já entre os católicos, Lula oscilou de 49% para 50%, enquanto Flávio caiu de 43% para 40% - variação para além da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

METODOLOGIA

A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

Decisão

PL e PT de MS intensificam mobilização na reta final da eleição para presidente

Partidos preparam atos na Avenida Afonso Pena no sábado, com petistas se concentrando às 9h e bolsonaristas às 15h

21/10/2026 07h55

Fotomontagem

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A disputa pela Presidência da República entra na última semana com uma série de mobilizações organizadas pelo PL e pelo PT em Mato Grosso do Sul.

As duas legendas intensificam as atividades em Campo Grande e nos municípios do interior para ampliar a votação de seus candidatos no segundo turno, marcado para domingo. 

Na Capital, os partidos programaram grandes manifestações na Avenida Afonso Pena, no sábado, em horários diferentes.

O PT, comandado no Estado pelo deputado federal Vander Loubet, anunciou o chamado Grande Ato da Vitória, a partir das 9h, com concentração no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho. 

Já o PL, presidido pelo senador eleito Reinaldo Azambuja, prepara uma manifestação para as 15h, envolvendo carros, motocicletas, bicicletas, caminhões e até cavalos na principal via da cidade.

As mobilizações ocorrem em um cenário no qual Flávio Bolsonaro (PL) tenta ampliar a votação obtida no primeiro turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca reduzir a diferença registrada nas urnas de Mato Grosso do Sul.

No primeiro turno, realizado no dia 4, Flávio Bolsonaro conquistou 873.351 votos no Estado, o equivalente a 58,60% dos válidos, enquanto Lula recebeu 516.855 votos, ou 34,68%; a diferença entre os dois candidatos foi de 356.496 votos.

CARREATAS

O presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, afirmou que as atividades da campanha de Flávio Bolsonaro serão intensificadas nesta última semana, com reuniões, adesivagens, carreatas e manifestações políticas em municípios de todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, a principal mobilização será realizada no sábado, quando os apoiadores deverão ocupar a Avenida Afonso Pena a partir das 15h.

“Vai ter cavalo, vai ter tudo: caminhão, carreta, carro, a pé, bicicleta, moto”, afirmou Azambuja, ao detalhar a programação prevista para a Capital.

O senador eleito destacou que a mobilização também será realizada em municípios do interior, com participação de prefeitos e lideranças políticas locais.

“Eu estou indo para Três Lagoas amanhã [hoje], vou fazer um grande movimento lá, grande carreata. Vai ter Dourados, vai ter todas as grandes cidades e as pequenas também estão todas mobilizadas”, declarou.

Azambuja citou ainda Bodoquena, Caracol e São Gabriel do Oeste entre as cidades envolvidas nas atividades da campanha.

“A grande maioria está dentro da campanha”, afirmou, ao comentar a participação dos prefeitos sul-mato-grossenses.

Na semana passada, uma reunião organizada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e por Reinaldo Azambuja contou com a presença de cerca de 70 dos 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul.

Durante o encontro, os aliados estabeleceram a meta de alcançar 70% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro no segundo turno.

A estratégia envolve a mobilização das administrações municipais e de lideranças partidárias para ampliar o desempenho registrado na primeira votação.

MANIFESTAÇÕES

Do outro lado, o presidente estadual do PT, deputado federal Vander Loubet, anunciou uma série de atividades em Campo Grande e no interior para fortalecer a candidatura de Lula.

Na Capital, a programação inclui manifestações de universitários da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), um bloco de carnaval no Centro e o grande ato político marcado para sábado, a partir das 9h, na Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho.

Vander afirmou que a campanha concentra esforços na tentativa de conquistar eleitores que não participaram da votação no primeiro turno ou optaram por votos brancos e nulos.

“As pesquisas têm mostrado a virada do Lula em cima do Flávio e apontando nossa vitória. Então, estamos fazendo uma série de atividades em Campo Grande e no interior para fortalecer a campanha e atrair ao máximo a atenção daquelas pessoas que votaram branco ou nulo ou que não foram votar no primeiro turno”, declarou.

O parlamentar também destacou que o objetivo é melhorar o desempenho eleitoral de Lula em Mato Grosso do Sul e contribuir para o resultado nacional da disputa.

“Aqui em Mato Grosso do Sul, nosso objetivo é ampliar a votação do Lula em relação ao primeiro turno e contribuir de forma importante para a vitória da reeleição do presidente”, acrescentou.

ABSTENÇÕES

Além das mobilizações de rua, a disputa pelos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno está entre os desafios das campanhas nesta reta final.

Mato Grosso do Sul registrou 483.210 abstenções no dia 4, número equivalente a 23,87% do eleitorado, o maior do País.

O total de ausentes supera em 126.714 eleitores a diferença de votos registrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no Estado, embora não seja possível determinar a preferência política de quem não votou.

Para o PT, a recuperação de parte desse eleitorado pode contribuir para ampliar a votação de Lula, enquanto o PL concentra esforços na mobilização de seus apoiadores e na participação das lideranças municipais para alcançar a meta estabelecida pelos aliados.

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