Política

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Ex-senador Luiz Estevão é condenado por sonegação fiscal

Ex-senador Luiz Estevão é condenado por sonegação fiscal

jornal do brasil

09/02/2013 - 07h00
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O ex-senador Luiz Estevão de Oliveira Neto e sua mulher, Cleicy Meireles de Oliveira, foram condenados pela Justiça Federal de Santo André (SP) a quatro anos e oito meses de reclusão pelo crime de sonegação de impostos. O casal administrava a empresa OK Benfica Cia Nacional de Pneus e sonegaram R$ 57.713.972,03, em valores atualizados até agosto de 2012. Réus primários, os empresários começarão a cumprir a pena em regime semiaberto, mas ainda cabe recurso na ação.

Estevão e sua esposa também foram condenados a pagar 233 dias de multa, cada. O valor da multa por dia foi fixado pela sentença em três salários mínimos.

A ação penal foi movida pelo Ministério Público Federal em 2008, depois que não pagaram o parcelamento dos débitos tributários referentes a impostos federais como IRPJ, CSSL, PIS e Cofins. Segundo a procuradora da República Fabiana Rodrigues de Souza Bortz, de São Bernardo do Campo, que acompanhou a ação penal, Estevão usou várias manobras para atrasar o julgamento. Ele conseguiu adiar seu interrogatório por duas vezes, ainda em 2008, alegando viagens internacionais de um dos doze advogados que o representavam. Em 2009, foi agendada uma oitiva de testemunhas de defesa, em que o empresário e seus advogados não compareceram.

A Justiça Federal expediu, em 2011, carta precatória para intimação de Estevão em Brasília, onde ele também não foi localizado. No entanto, apenas depois de quatro diligências na sede de sua empresa, Luiz Estevão foi finalmente intimado e interrogado em março de 2012. A sentença foi assinada pelo juiz federal José Denilson Branco, da 3ª Vara Federal de Santo André, em 29 de janeiro de 2013.

Estevão e sua esposa foram condenados por sonegação com base na Lei  8.137/90. A sentença aponta “dolo nos comportamentos dos réus ao suprimirem milhões de reais em declarações ao Fisco”. “O delito é claro e de fácil compreensão, inclusive pelos acusados, que sabiam o que faziam”, afirmou Branco.

As penas das sentenças foram fixadas acima do valor mínimo legal, levando em conta que os empresários eram administradores de “renomadas empresas, com excelente grau de instrução, o que lhes proporcionou maiores oportunidades de sucesso na vida, em contraste com a prática reiterada de crimes perpetrados durante longo tempo e de forma ordenada e consciente”. Também o alto valor da dívida e os motivos e consequências do crime, “delineados pelo lucro sem causa e desprezo pelas instituições públicas”, serviram de justificativa para o tamanho da pena.

Vida pública

Luiz Estevão se tornou popularmente conhecido em 1994, na eleição a deputado distrital pelo PP com votação recorde de 46.205 votos. Seu mandato foi marcado por forte oposição ao governo local do então governador petista Cristovam Buarque.

Em 1998, o ex-político foi eleito senador da República pelo Distrito Federal, agora pelo PMDB. No ano seguinte, durante a CPI do Judiciário do Senado Federal, seu nome surgiu como um dos diretamente envolvidos com o juiz Nicolau dos Santos Neto no esquema de desvio de verbas das obras do Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo. 

Na investigação, foram confiscados disquetes copiados de um computador que foi usado em seu gabinete quando o ex-senador era deputado distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O intuito era encontrar/descobrir uma relação de sociedade na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo entre o Grupo OK, de Luís Estevão e a esposa, e a empresa INCAL, de Fábio Monteiro de Barros, executora da obra. Apesar de ambos negarem a ligação, os documentos digitais juntamente com o rastreamento das ligações telefônicas e a quebra do sigilo bancário dos envolvidos, tornaram o fato impossível de ser negado pelos dois que, então, puderam ser incriminados.

Em 28 de junho de 2000, por 52 votos a favor, 18 contra e 10 abstenções, ele teve o seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, o primeiro da história do Senado Federal Brasileiro. Em consequência deste processo do TRT, Luiz chegou a ser preso duas vezes antes, mas por pouco tempo.

Política

Nunes Marques escolhe Frederico Franco Alvim para chefiar órgão do TSE contra fake news

Alvim já comandou a AEED entre fevereiro e agosto de 2022, período em que Fachin presidiu o TSE

11/06/2026 23h00

Kassio Nunes Marques

Kassio Nunes Marques Foto: Divulgação

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Empossado há quase um mês no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques preencheu a maioria dos postos de sua equipe. Um dos poucos cargos vagos é o de chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), mas o atual presidente já tem um nome para comandar o órgão.

Nunes Marques pretende nomear o advogado e cientista político Frederico Franco Alvim, um nome ligado ao atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Ele já comandou a AEED entre fevereiro e agosto de 2022, período em que Fachin presidiu o TSE, mas deixou o cargo após a posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente da Corte Eleitoral.

Alvim foi sucedido por Eduardo Tagliaferro, então homem de confiança de Moraes, que agora é réu no STF por violação do sigilo funcional ao vazar trocas de mensagens que mostravam pedidos do ministro à AEED para munir suas decisões como relator do inquérito das fake news no Supremo.

Apesar de ter deixado a chefia do órgão, Alvim foi mantido como assessor por Moraes sob a liderança de Tagliaferro. Em 2023, ele deixou o TSE para ocupar o cargo de assessor da Secretaria-Geral do STF na gestão do ex-ministro Luís Roberto Barroso.

Ele ainda atuou como assessor na Secretaria de Políticas Digitais do governo federal, em 2025, e em fevereiro deste ano retornou a STF para assumir o cargo de supervisor do Núcleo de Cultura Democrática e Cidadania Digital na gestão Fachin.

A função que ele voltará a exercer no TSE tem mais destaque atualmente do que no início de 2022, quando passou pelo cargo. A gestão Moraes transformou a inexpressiva AEED em um aparato de busca ativa de notícias falsas e, a partir desse trabalho, derrubou milhares de publicações e perfis nas redes sociais.

O trabalho desenvolvido durante a gestão Moraes transformou a assessoria em um órgão controverso - ora elogiado pela rigidez no combate à desinformação, ora criticado sob a acusação de ser um instrumento de perseguição à liberdade de expressão.

Alvim retornará a AEED na gestão de um presidente do TSE que tenta se distanciar do legado de Moraes na área do combate à desinformação. Nunes Marques sinaliza que adotará um perfil menos intervencionista no combate às fake news e, em suas palavras, de prestígio à liberdade expressão.

Escolha

Eduardo Bolsonaro defende Júlia Zanatta para vice em chapa de Flávio

Nome da deputada foi sugerido por apoiadores bolsonaristas depois que Flávio declarou que sua vice será, preferencialmente, uma mulher

11/06/2026 22h00

Deputada federal Julia Zanatta

Deputada federal Julia Zanatta Foto: Divulgação

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu a viabilidade do nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) como possível vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições deste ano. Em publicação no X nesta quarta-feira, 10, ele afirmou que a parlamentar catarinense reúne atributos para a posição.

"Se os maus reclamam, este é o caminho. Certamente a deputada Júlia Zanatta está à altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda", escreveu Eduardo. Em resposta, Zanatta comentou que "o negócio tá tomando corpo" e republicou a postagem em seu perfil.

O nome da deputada foi sugerido por apoiadores bolsonaristas depois que Flávio declarou na segunda-feira, 8, em evento voltado ao público feminino em São Paulo, que sua vice será, preferencialmente, uma mulher.

A ideia de uma mulher para compor a chapa já foi mencionada pelo pré-candidato à Presidência algumas vezes. Como mostrou a Coluna do Estadão, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) era considerada o nome mais forte para a posição. Ela se disse honrada em ser considerada, mas afirmou que a empreitada "não cabe em seus projetos".

Depois, foi aventado o nome da deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), que está em seu primeiro mandato e disse ser "grande defensora" do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio chegou a se reunir com a deputada Simone Marchetto (PP-SP), ligada ao Frei Gilson e tida como uma das principais representantes da Igreja Católica no Congresso.

Outra alternativa cogitada é a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL-CE), apontada como um possível elo entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem sobre Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno da eleição presidencial.

O levantamento aponta que o petista oscilou dois pontos porcentuais para cima desde a rodada passada, divulgada em maio, indo de 42% para 44%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 41% para 38%.

Antes, o presidente e o senador estavam em empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais. Agora, Lula lidera por seis pontos porcentuais de vantagem.

Ainda segundo o levantamento, seis em cada dez brasileiros ouvidos acham que o senador sabia que Daniel Vorcaro estava envolvido em corrupção, errou em pedir dinheiro a ele e pode estar escondendo também um "envolvimento ilegal" no Caso Master. O escândalo financeiro é apontado como um dos principais fatores para a queda de Flávio nas pesquisas.
 

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