Política

Eleições 2026

União Progressista oficializa chapas e consolida maior aliança eleitoral de MS

Convenção confirma Eduardo Riedel e Barbosinha na disputa pelo Governo, define candidaturas ao Senado e apresenta nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

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A maior aliança política das eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul oficializou, neste sábado (1º), sua composição para a disputa eleitoral. Durante convenção realizada em Campo Grande, a coligação liderada pela Federação União Progressista, formada por Progressistas (PP) e União Brasil, confirmou as candidaturas ao Governo do Estado, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

Além da federação, a coligação reúne PL, PSDB, MDB, Republicanos e Podemos, consolidando um bloco que reúne lideranças de centro e de direita em torno da candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

A convenção homologou a candidatura de Riedel ao segundo mandato, mantendo José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), como candidato a vice-governador.

Ao discursar durante o evento, Riedel agradeceu a união das legendas e destacou que a ampla composição partidária demonstra o compromisso do grupo com a continuidade do projeto administrativo iniciado em 2023.

"Essa é uma convenção que mostra a parceria construída entre os partidos. É um projeto coletivo, pensado para garantir continuidade ao desenvolvimento de Mato Grosso do Sul."

O governador também voltou a defender as prioridades que pretende colocar em prática caso seja reeleito.

Segundo ele, o próximo mandato terá como eixos principais a manutenção do equilíbrio fiscal, novos investimentos em infraestrutura, atração de capital privado, geração de emprego e renda, fortalecimento da educação, ampliação dos programas sociais, enfrentamento às facções criminosas, regionalização da saúde e incentivo ao turismo e à cultura.

Senado tem chapa definida

A convenção também oficializou Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) como candidatos ao Senado.

Durante o evento, Riedel fez um agradecimento público ao senador Nelsinho Trad (PSD), que desistiu da candidatura à reeleição para integrar o projeto político da coligação.

"Quero agradecer ao senador Nelsinho Trad pelo gesto que teve de abrir mão da candidatura para contribuir com esse projeto coletivo."

Reinaldo Azambuja classificou a decisão como um gesto de desprendimento político e afirmou que a composição fortalece o bloco governista.

"O Nelsinho fez um gesto de grandeza. Essa união representa a aproximação do centro e da direita em Mato Grosso do Sul."

Já Nelsinho Trad afirmou que a decisão foi tomada pensando no grupo político.

"Eu tive que agir com a razão. Fiz o que precisava ser feito, sem olhar para mim, mas para um projeto em que acredito."

Ao final da entrevista coletiva, Nelsinho abraçou Eduardo Riedel, gesto interpretado por aliados como demonstração de unidade da coligação.

Tereza comenta convite de Flávio Bolsonaro

Outro assunto que marcou a convenção foi a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP) integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como candidata a vice-presidente.

A parlamentar confirmou que recebeu o convite e disse que aceitou participar da composição, mas ressaltou que a decisão cabia ao partido.

"Recebi o convite e aceitei. Mas essa não é uma decisão individual. É uma decisão do partido, que optou por manter a neutralidade. Vou participar da campanha do Flávio Bolsonaro de uma maneira ou de outra."

Eduardo Riedel também comentou o assunto e afirmou que discordou da decisão tomada pela direção nacional do PP de não indicar Tereza Cristina para compor a chapa presidencial.

Candidatos proporcionais

Além das candidaturas majoritárias, a convenção homologou os nomes que disputarão vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e na Câmara dos Deputados.

Assembleia Legislativa (Alems)

  • Progressistas (PP): Gerson Claro, Londres Machado, Jamilson Name, Hélio Peluffo, Marco Santullo, Fernando Souza, Maria Carolina Zamboni, Sirlei Ratier, Juliana Gaioso, Juliana Aranda e Lilian Vilella.
  • União Brasil: Fabrício Venturoli, Ana Paula Bacelar, Rinaldo Modesto, Jerson Domingos, Fábio Rocha, Dione Hashioka, Bárbara Rezende, Veterinário Francisco, Maria Azambuja Venturini, Rayana Furquim e Thalita Trindade.
  • Pelo PSDB, a legenda oficializou a candidatura Zé Teixeira, Mara Caseiro, Lucas de Lima, Pedrossian Neto, Delegado André Matsushita, Coronel David, Paulo Corrêa, Roberto Hashioka, Enfermeiro Daniel, Vivi Tobias, Júnior Mochi e Ângelo Guerreiro.
  • Pelo PL, também foram homologadas as candidaturas de Sindoley Morais, Ana Portela e Márcio Fernandes.
  • Pelo Republicanos, a convenção confirmou as candidatura Renato Cãmara .
  • Pelo MDB, foram homologadas as candidaturas de Mariano, Jenir Neves e Rhaiza Matos.

Câmara dos Deputados

  • Progressistas (PP): Luiz Ovando, Dagoberto Nogueira, Alan Guedes, Fernando Jurado e Keliana Fernandes.
  • União Brasil: Cleidiane Matzenbacher, Geraldo Rezende, Rose Modesto e Carlos Bernardo.
  • Pelo PL, também foram homologadas as candidaturas deLuana Ruiz.
  • O Republicanos confirmou a candidatura de Beto Pereira.
  • Pelo PSDB, a legenda oficializou a candidatura de Viviane Luiza .

Com a homologação das candidaturas, a coligação inicia oficialmente a preparação para a campanha eleitoral, que terá início em 16 de agosto, conforme o calendário da Justiça Eleitoral.

A expectativa do grupo é manter o Governo do Estado, ampliar sua representação no Congresso Nacional e preservar a maioria na Assembleia Legislativa.

Horário eleitoral

Com a formação da maior coligação das eleições em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel também deverá iniciar a campanha com ampla vantagem no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.

Pelas estimativas baseadas na representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados, a chapa do governador terá aproximadamente 6 minutos e 22 segundos dos 9 minutos destinados aos candidatos ao Governo do Estado em cada bloco de propaganda, o equivalente a 70,8% do tempo total, consolidando a maior exposição entre todos os concorrentes durante o período oficial de campanha.

 

eleições 2026

PT oficializa Lula como candidato à reeleição para a Presidência

Geraldo Alckmin será novamente vice na chapa; Oficialização ocorreu na Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo

02/08/2026 14h16

Convenção Nacional do PT oficializa candidatura de Lula e Alckmin à reeleição

Convenção Nacional do PT oficializa candidatura de Lula e Alckmin à reeleição Foto: Ricardo Stuckert

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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse na manhã deste domingo, 2, que a sigla homologou a candidatura da chapa do presidente Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, à reeleição para o Executivo. A declaração foi dada durante a Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo.

Edinho destacou que os coordenadores de campanha, partidos da coligação e movimentos sociais se reuniram ontem para debater os rumos da campanha que mira a reeleição de Lula. "Vamos fazer a disputa nos territórios. Vamos identificar, em cada cidade e em cada estado do Brasil, aquilo que o governo do presidente Lula fez para mudar a vida do povo brasileiro", salientou.

 

No evento, Lula repetiu o discurso de defesa da soberania e disse que não vai deixar nem a China nem os Estados Unidos interferirem em temas como a exploração de terras raras. "Tem muita gente metendo o dedo no nosso nariz", disse, acrescentando: "Essas terras raras, nem chinês, nem americano, nem francês, vão meter o dedo nas nossas terras raras", afirmou

O presidente prometeu mais investimentos na área da Defesa. Ele destacou o tamanho das fronteiras e das riquezas naturais brasileiras. "Eu quero estar preparado para ninguém invadir esse País para levar esse presidente, como eles invadiram (a Venezuela). Eu quero estar preparado para a paz, não para a guerra. Eu quero estar preparado para ninguém ousar se fazer de besta com a gente", discursou.

Ele também prometeu "brigar" com os parlamentares por causa de emendas parlamentares. O petista criticou uma "inversão" no Orçamento, em que deputados podem indicar bilhões enquanto o Poder Executivo tem que fazer cortes milionários em programas de saúde e educação. Ele prometeu até mesmo vetar uma indicação de emendas do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

"A minha quarta Presidência é pra mudar muita coisa nesse País. Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que tem hoje o Poder Legislativo", discursou a apoiadores reunidos na Zona Norte de São Paulo.

"Eu sou triste com a política de hoje. Esse negócio de fundo partidário não me agrada. Está levando os partidos à promiscuidade", afirmou. "Tem partido que recebe R$ 1 bilhão, sem prestar contas ao povo brasileiro. Muitas vezes no Poder Executivo temos que cortar R$ 10 milhões de uma escola, de um programa de saúde".

Lula criticou o que vê como uma perda de poder do Executivo. "Eu não posso permitir que o presidente da República vá perdendo os seus direitos. Vai perdendo o direito de criar agência, de indicar ministro da Suprema Corte... Ou seja, daqui a pouco, qual é o direto que tem o presidente da República? Nenhum!"

Apesar de prometer "briga" e "ousadia" nessas duas questões, no restante do discurso Lula prometeu diálogo e união. Ele destacou sua longa trajetória política, afirmando estar jogando a "sétima Copa" do Mundo e querendo ser "tetra". "Preparar a campanha é que nem preparar a Seleção. Tem que ser melhor que o Ancelotti. Nós temos time, nós temos futebol, temos o que entregar, temos argumento", brincou.

Ao longo da fala, Lula citou muitos aliados históricos, como Eduardo Campos, Miguel Arraes, Antônio Cândido, Henfil, Betinho e Paulo Freire. O petista buscou posicionar seu partido como representante da democracia.

"A essência do PT é um partido político que ensinou a esquerda a viver democraticamente na diversidade. A esquerda não conversava", afirmou. "Quando eu criei o Foro de S. Paulo em 1990, eu achei que a gente podia educar a esquerda da América Latina. Para tentar dizer para toda a esquerda que a melhor via não era da luta armada, era da organização do povo, da eleição direta. E assim ganhamos vários países da América Latina, pela democracia, sem matar e sem morrer ninguém".

Ele acrescentou que a ideia de criar o PT ajudou a construir o Brasil. "A gente conseguiu criar um partido em que é quase todo mundo sindicalista. Quase toda a esquerda revolucionária passou a trabalhar conosco, mesmo tendo divergências, cada um continuou com sua tese revolucionária, mas todos acatam as decisões que o partido toma, porque o partido é o guarda-chuva que unificou a esquerda", disse.

Novato

Renan Santos é oficializado em ato com ingresso de até R$ 7 mil e livro de propostas 'de luxo'

Ingressos mais básicos para o ato, que ocorreu no Komplexo Tempo, centro de convenções na Mooca, zona leste de São Paulo, foram vendidos a R$ 94

01/08/2026 19h00

Foto: Divulgação

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O Partido Missão lançou neste sábado, 1º, a candidatura de Renan Santos à Presidência, em evento marcado pela venda de suvenires como forma de arrecadação de recursos para a campanha dos candidatos da sigla.

Os ingressos mais básicos para o ato, que ocorreu no Komplexo Tempo, centro de convenções na Mooca, zona leste de São Paulo, foram vendidos a R$ 94, enquanto outras categorias saíram por até R$ 7 mil, incluindo, além da entrada no evento, acesso a um mezanino com visão privilegiada, "open bar" e um almoço com lideranças da legenda.

Os suvenires vendidos variaram de itens de moda a pelúcias de onça, mascote da legenda. Além disso, também foi anunciada uma edição "de luxo" do Livro Amarelo, obra que reúne o ideário do partido e serviu de base para o plano de governo de Renan Santos A versão mais cara do livro, como parte de um 'kit para patronos', foi a R$ 7 mil.

O deputado federal Kim Kataguiri foi o responsável por fazer o lançamento da "versão definitiva' do Livro Amarelo no palco, durante o evento. O parlamentar também anunciou a criação da fundação partidária do Missão, batizada de Instituto Livro Amarelo.

Os seis fascículos do Livro Amarelo foram convertidos em 14 capítulos, divididos em três tomos.

A edição mais básica do Livro Amarelo "definitivo" foi vendida a R$ 140. Os seis fascículos da versão anterior também estavam disponíveis por R$ 100 cada, ou R$ 500 se comprados em conjunto

Segundo a legenda, o valor arrecadado será usado para financiar o primeiro ano da fundação partidária. Estreante em eleições, o Missão vai dispor de R$ 3,3 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundo Eleitoral. A parcela é menor que a recebida por seus concorrentes, que já contam com bancadas no Congresso, base de cálculo para a distribuição do fundo.

Lançamento de candidatos ao Legislativo e aos governos

O congresso também marcou lançamento de candidatos a cargos do Legislativo e aos governos estaduais.

Em São Paulo, são 72 candidatos à Assembleia Legislativa (Alesp) e 57 postulantes para a Câmara dos Deputados.

O partido ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) tem a missão de superar a cláusula de barreira para seguir tendo acesso a recursos públicos, como Fundo Partidário, Fundo Eleitoral e tempo de rádio e TV. Para superá-la, é preciso eleger, ao menos, 13 deputados federais, ou obter um porcentual de 2,5% dos votos válidos no pleito para a Câmara, com um mínimo de 1,5% dos votos em ao menos nove unidades da federação.

Como mostrou o Estadão, desde que o dispositivo passou a valer, em 2017, apenas um partido estreante em eleição conseguiu superá-lo, enquanto outros três fracassaram.
 

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