Brasil

TRAGÉDIA

Colisão entre micro-ônibus e carreta deixa 23 mortos no Paraná

Tragédia aconteceu na BR-373, a cerca de 180 quilômetros de Curitiba. Maior parte das vítimas estava a caminho de exames médicos na capital paranaense

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Ao menos 23 pessoas morreram na madrugada desta quarta-feira (19) em um acidente entre uma carreta e um micro-ônibus no km 209 da rodovia BR-373, em Imbituva, a cerca de 180 quilômetros de Curitiba, no Paraná. Outras cinco pessoas ficaram feridas.

O acidente ocorreu por volta de 3h30 e as mortes foram confirmadas pela concessionária Via Araucária e pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Segundo a PRF, o micro-ônibus envolvido no acidente pertence à Secretaria de Saúde da Prefeitura de Imbituva. O veículo levava pacientes e acompanhantes para hospitais na Grande Curitiba.

A Prefeitura de Imbituva lamentou as mortes e declarou luto. A PRF afirma que as evidências preliminares apontam que o caminhão teria invadido a faixa contrária, batendo de frente com o ônibus.

A maior parte das vítimas ocupava o micro-ônibus da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Imbituva, além do condutor do caminhão envolvido, que também morreu. As outras cinco pessoas feridas foram socorridas e hospitalizadas.

O caminhão seguia no sentido de Carambeí para Prudentópolis. As circunstâncias estão sendo analisadas por meio de investigações no local.

A pista no km 209 da BR-373 ficou totalmente interditada para o atendimento da ocorrência, realização da perícia e remoção dos veículos.

De acordo com a PRF, em número de mortes, a ocorrência desta quarta é a mais grave registrada pela corporação no Paraná desde janeiro de 2021, quando 19 pessoas morreram em um tombamento de ônibus na BR-376, em Guaratuba.

SOBERANIA

Petrobras investiu US$ 3 bilhões para desobrir petróleo no Amapá

O poço Morpho está a 175 km da costa do Amapá e a 500 km da Foz do Amazonas. A lâmina d'água no local é de 2.886 metros

18/08/2026 07h51

Descoberta de petróleo ocorreu após 3 mil metros de profundidade em lâmina d'água e outros 3 mil metros em rocha

Descoberta de petróleo ocorreu após 3 mil metros de profundidade em lâmina d'água e outros 3 mil metros em rocha

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A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco BM-FZA-59, na Margem Equatorial, em águas profundas na costa do Amapá. A estatal ainda deverá concluir a perfuração e realizar estudos para estimar o volume encontrado e avaliar a viabilidade de uma eventual exploração comercial.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que a perfuração já alcançou cerca de 3 mil metros de profundidade em lâmina d'água e outros 3 mil metros em rocha. Segundo ela, ainda falta perfurar aproximadamente 1 mil metros até o fundo do poço.

“É uma descoberta que é fruto de um trabalho de anos, com muita tecnologia embarcada, muito esforço e muito investimento, mas que até agora confirmou todas as nossas expectativas de um potencial relevante de petróleo na Margem Equatorial, mais especificamente no litoral do estado do Amapá”, afirmou Magda, durante visita ao Oiapoque.

O poço Morpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e a aproximadamente 500 quilômetros da Foz do Amazonas. A lâmina d'água no local é de 2.886 metros.

Segundo a presidente da Petrobras, ainda não é possível estimar o volume de petróleo encontrado ou o potencial de produção da área. A previsão é de que a perfuração seja concluída em 15 a 20 dias.

De acordo com Magda, desde agosto do ano passado, quando teve início a atual campanha exploratória na região, a Petrobras já investiu US$ 3 bilhões. A presidente informou também que as operações de exploração têm custo de cerca de US$ 1 milhão por dia.

A descoberta de petróleo em um poço exploratório, no entanto, não significa, por si só, a confirmação de uma reserva comercialmente explorável. Após a conclusão da perfuração, serão necessários estudos para avaliar o volume, as características do reservatório e a viabilidade técnica e econômica de uma eventual produção.

Próximas etapas

Magda Chambriard afirmou que a descoberta reforça as expectativas da Petrobras sobre o potencial exploratório da Margem Equatorial. Segundo ela, a estatal pretende dar continuidade às atividades na região.

“Se tudo der certo, e tudo está dando certo até agora, a gente tem o condão de produzir numa área que pode ajudar de uma maneira muito importante a recomposição das reservas da Petrobras e do Brasil”, disse.

Segundo a presidente, a Petrobras tem outros poços previstos no programa exploratório da região. A estatal também protocolou no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedidos de licenciamento para novas perfurações na Margem Equatorial.

A Petrobras é operadora do bloco BM-FZA-59 e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013, sob o regime de concessão.

Transição energética

Durante visita à região nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da descoberta para o futuro da produção de petróleo no país. Ele afirmou, no entanto, que a exploração da Margem Equatorial não altera a estratégia brasileira de investimento em fontes renováveis de energia. “O país vai continuar sendo o país da inovação dos biocombustíveis e vai continuar sendo muito grande na questão do combustível renovável”, disse Lula.

Segundo Lula, o país deverá manter os investimentos em biocombustíveis e em outras fontes de energia renovável, ao mesmo tempo em que busca avaliar o potencial de novas áreas para a produção de petróleo.

luto

Morre aos 98 anos Laura Cardoso, ícone da dramaturgia brasileira

Atriz tinha mais de 80 anos de carreira e neste período deu vida a pelo menos 150 personagens

18/08/2026 07h17

Laura Cardoso estreou na TV Tupi em 1950 e desde 1981 atuava na TV Globo

Laura Cardoso estreou na TV Tupi em 1950 e desde 1981 atuava na TV Globo

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 Morreu aos 98 anos a atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. A morte foi anunciada em seu perfil oficial no Instagram na madrugada desta terça-feira, 18.

A publicação que comunicou a morte homenageou a atriz e ressaltou a marca deixada por ela na cultura brasileira. "Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso", diz o texto. Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.

A atriz começou a carreira aos 15 anos e acompanhou de perto a transformação da dramaturgia brasileira, desde os tempos do rádio até a consolidação da televisão. Ao lado de nomes como Lima Duarte, Yara Lins, Lolita Rodrigues e Vida Alves, ajudou a formar uma geração de artistas que fez a transição entre os dois meios.

Ao longo da carreira, Laura interpretou dezenas de personagens em novelas, séries, filmes e peças de teatro. Entre seus trabalhos estão Mulheres de Areia, A Viagem, Pão, Pão, Beijo, Beijo e Sol Nascente. Seu último trabalho em uma novela foi A Dona do Pedaço, em 2019.

Em 2023, aos 95 anos, a atriz ainda falava sobre o futuro profissional sem estabelecer uma despedida da televisão. "Gosto de estar com a minha gente. Em um estúdio, nada me cansa. Quero morrer trabalhando", disse em entrevista ao Estadão.

Laura era filha de portugueses e cresceu em uma família ligada às artes. O pai, comerciante e apreciador de teatro, não se opôs à escolha da filha pela profissão, mas a mãe resistiu inicialmente. Na década de 1940, segundo a atriz, havia forte preconceito contra mulheres que trabalhavam no teatro. Aos 15 anos, porém, Laura decidiu seguir o caminho que a acompanharia por mais de oito décadas.

Artistas lamentaram a morte da atriz nas redes sociais. Miguel Falabella destacou a amizade construída com Laura ao longo dos anos. "Para mim, era sempre um privilégio estar com ela e assisti-la debruçar-se sobre algumas personagens. Te amo, Laura! Muito mesmo! Até um dia!", escreveu.

Marcelo Adnet se despediu com uma mensagem breve: "Eterna".

Fabiana Karla também lamentou a morte da atriz: "Não estava preparada para uma despedida assim… Mas infelizmente… Você partiu…".

TRAJETÓRIA

A atriz acumulou mais de 80 anos de carreira e mais de 150 personagens no teatro, no cinema e na televisão. A trajetória profissional começou em 1944, no teatro, em uma montagem de Alice no País das Maravilhas. Em 1950, ano da inauguração da TV Tupi, Laura estreou na televisão em teleteatros. Ao longo das décadas, passou por diferentes emissoras até chegar à TV Globo, onde estreou em Brilhante, em 1981.

Na emissora, participou de novelas como Mulheres de Areia (1993), A Viagem (1994), Explode Coração (1995), Chocolate com Pimenta (2003), Caminho das Índias (2009), Gabriela (2012), Sol Nascente (2016) e O Outro Lado do Paraíso (2017). Seu último trabalho em uma novela foi A Dona do Pedaço, em 2019.

Entre as personagens que marcaram a carreira da atriz estão mulheres de diferentes perfis, de matriarcas e avós a vilãs e figuras cômicas. Relembre alguns dos papéis mais conhecidos de Laura Cardoso:

Dona Isaura (1993)

No remake de Mulheres de Areia, Laura Cardoso interpretou Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel, vividas por Gloria Pires. A personagem morava com o marido, Floriano (Sebastião Vasconcelos), e tinha uma relação diferente com cada uma das filhas.

Isaura era protetora e carinhosa, mas costumava defender Raquel, mesmo diante das atitudes da filha. A personagem fazia parte do núcleo central da trama de Ivani Ribeiro.

Dona Guiomar (1994)

Em A Viagem, Laura viveu Dona Guiomar, uma mulher que sofre uma forte influência espiritual após a morte de Alexandre, personagem de Guilherme Fontes.

A mudança de comportamento da personagem se tornou um dos elementos mais lembrados da novela. Durante a produção, Laura precisou se afastar das gravações para passar por uma cirurgia. Ela pediu ao autor que Guiomar não morresse e, por isso, sua ausência foi explicada na história por meio de uma internação.

Soraya (1995)

Laura interpretou Soraya, matriarca de uma família cigana em Explode Coração, novela escrita por Gloria Perez.

Forte e tradicional, a personagem protagonizou um dos desfechos marcantes da trama. No fim da novela, Soraya desistiu do casamento com Augusto (Elias Gleizer) para ficar com Mio (Ivan de Albuquerque), seu grande amor.

Dona Carmem (2003)

Em Chocolate com Pimenta, Laura Cardoso interpretou Dona Carmem, avó de Ana Francisca (Mariana Ximenes).

Moradora de um sítio, a personagem levava uma vida simples e ajudava a família vendendo vegetais na cidade de Ventura. Dona Carmem também ganhou destaque pelo jeito afetuoso e pelo tom bem-humorado.

Laksmi (2009)

Na novela de Gloria Perez, Caminho das Índias, Laura deu vida à Laksmi Ananda, matriarca da família Ananda. Rígida e apegada às tradições, ela cobrava dos familiares o respeito aos costumes e tinha uma relação difícil com a nora, Indira (Eliane Giardini).

A personagem também carregava uma história de amor mal resolvida com Shankar, vivido por Lima Duarte. O romance não havia sido concretizado no passado por causa das diferenças de casta.

Doroteia (2012)

No remake de Gabriela, Laura interpretou Doroteia, uma beata conhecida pela postura moralista e pelas críticas ao comportamento dos moradores de Ilhéus.

A personagem tinha como bordão "Jesus, Maria, José!" e passava boa parte da trama julgando a vida alheia. O passado de Doroteia, porém, escondia uma contradição: antes de se tornar beata, ela havia trabalhado como prostituta sob o nome de Dodô Tanajura.

Dona Sinhá (2016)

Em Sol Nascente, Laura viveu Dona Sinhá, uma vilã que escondia suas verdadeiras intenções atrás da aparência de uma senhora inofensiva.

A personagem era estelionatária, viciada em jogos e movida pelo desejo de vingança contra Tanaka (Luis Melo), a quem responsabilizava pela morte de seu filho. A atuação também ficou conhecida pelas cenas em que Laura dançava, mostrando a vitalidade da personagem.

Caetana (2017)

Laura interpretou Caetana, dona de um bordel em Pedra Santa, em O Outro Lado do Paraíso. A personagem conhecia segredos importantes do passado de Sophia (Marieta Severo) e ajudava a revelar informações que movimentavam a trama.

Inicialmente, Caetana morreria no começo da novela. Laura pediu ao autor Walcyr Carrasco que mantivesse a personagem na história, e o papel acabou ganhando mais espaço na trama.

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