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Lula deve adiar viagem ao Chile por agravamento das chuvas no Rio Grande do Sul

Ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, informou que o presidente tem interesse em uma terceira visita ao Rio Grande do Sul em meio às cheias históricas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve adiar a viagem que faria esta semana ao Chile por conta da tragédia decorrente de fortes chuvas no Rio Grande do Sul, apurou o Estadão/Broadcast. A decisão deve ser batida nesta segunda-feira, 13, mas a tendência é pelo adiamento.

Lula viajaria ao Chile no final da semana para agendas no país entre os dias 17 e 18 de maio. Contudo, diante da situação no Estado gaúcho, o chefe do Executivo deve optar por adiar o encontro com o presidente chileno, Gabriel Boric.

Nos bastidores, também está em aberto uma terceira ida do petista ao Estado gaúcho esta semana. Em coletiva concedida no sábado, 11, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, reiterou que Lula tem interesse em voltar ao Rio Grande do Sul.

As fortes chuvas que assolam os municípios gaúchos podem piorar ainda mais a situação ao longo dos próximos dias nas regiões dos vales do Caí e do Taquari, no interior do Estado. Até o momento, ao menos 143 pessoas morreram. Outras 125 estão desaparecidas.

Mais de 2,1 milhões de gaúchos já foram afetados pelas chuvas, naquele que já é considerado o maior desastre climático da história do Rio Grande do Sul. Entre eles, 532 mil estão desalojados e 81 mil, recolhidos em abrigos.
 

(INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA ESTADO)

transparência

Deputado que agendou encontro de Vorcaro e Mendonça é alvo da PF

Segundo a PF, a Operação Transparência 3 foi feita para "apurar tráfico de influência junto a tribunais superiores"

14/09/2026 07h28

O deputado Cezinha da Madureira (PL) é um dos principais alvos de uma operação aoturizada por Flávio Dino

O deputado Cezinha da Madureira (PL) é um dos principais alvos de uma operação aoturizada por Flávio Dino

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A Polícia Federal afirma que deflagrou nesta segunda-feira (14/9), a terceira fase da Operação Transparência e um dos principais alvos é o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Ele é amigo e aliado do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, e quem articulou um encontro reservado entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a PF, a Operação Transparência 3 foi feita para "apurar tráfico de influência junto a tribunais superiores".

A decisão foi do ministro Flávio Dino, para apurar também "possíveis práticas dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro".

A operação tem potencial para escalar ainda mais a crise no STF, dada a proximidade de Cezinha da Madureira com Mendonça.

Na nota divulgada nesta segunda (14), a PF afirma que "não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados". A polícia não pode investigar ministros do STF sem autorização da própria Corte.

A advogada Valéria Rodrigues Linhares, mulher de Cezinha da Madureira, também é alvo da operação. Em agosto, a PF apreendeu R$ 510 mil em dinheiro vivo em uma bagagem que ela levava na mão.

A ação, segundo a PF, é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo.

"As investigações apontam que integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais", diz a PF.

transparência

Dino sequestrou 'Dark Horse' para usar contra mim, diz Flávio

Senador foi às redes sociais para reclamar do ministro Flávio Dino, que teria usado atalhos para tirar o caso das mãos de André Mendonça, segundo o presidenciável

12/09/2026 13h30

Flávio Bolsonar fez três pedidos formais para que o caso fosse repassado ao ministro André Mendonça, nomeado pelo seu pai

Flávio Bolsonar fez três pedidos formais para que o caso fosse repassado ao ministro André Mendonça, nomeado pelo seu pai

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a tecer críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, acusando o magistrado de ter "sequestrado" a investigação relacionada ao caso Dark Horse.

Em publicação no X (antigo Twitter), neste sábado, 12, Flávio afirmou que sua defesa pediu que o caso fosse devolvido ao que chamou de "relator natural", em referência ao ministro André Mendonça. Segundo ele, o processo teria sido retirado de Mendonça por Dino por meio de um "atalho".

"Como Presidente do Brasil, vou proteger as instituições das laranjas podres que as contaminam", disse.

A investigação sobre o Dark Horse, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento da produção. Mendonça autorizou a apuração após pedido da Polícia Federal e Flávio nega irregularidades.

Defesa de Flávio Bolsonaro tentou 3 vezes tirar de Dino da investigação

A defesa do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), fez pelo menos três tentativas de retirar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e redistribuir ao ministro André Mendonça a investigação sobre o possível uso de emendas parlamentares no financiamento de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As solicitações constam nos autos do inquérito que apura o elo entre a produção do filme e o escândalo do Banco Master, que teve o sigilo retirado por Mendonça na noite de sexta-feira, 11.

Segundo os documentos, a primeira tentativa ocorreu em 3 de julho, quando os advogados Tracy Reinaldet, Matteus Macedo e Leonardo Castegnaro encaminharam petição ao presidente do Supremo, Edson Fachin, em que pediram a redistribuição do caso com base em decisões anteriores do ministro que reconheceram Mendonça como relator prevento - ou seja, natural - de qualquer investigação relacionada ao financiamento de Dark Horse.

A defesa também argumentou que a nova linha de apuração só não foi redistribuída em razão de ter sido solicitada pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, que investiga irregularidades na execução de emendas parlamentares, relatada por Dino.

"Portanto, respeitosamente, em homenagem à coerência e à efetividade jurisdicional, assim como a fim de evitar decisões conflitantes e medidas contraditórias, que podem atrapalhar a apuração dos fatos, mostra-se necessário reconhecer, uma vez mais, que o Exmo. Min. André Mendonça é o relator prevento para apurar os fatos, determinando-se a redistribuição da Petição nº 16.070 para Sua Excelência", pedem os advogados.

Essa petição foi informada pela defesa a Dino em 13 de julho, ocasião em que os advogados também solicitaram ao ministro que incluísse o pedido nos autos do processo sobre o uso de emendas na produção do filme.

No segundo pedido à Presidência do STF, apresentado em 28 de julho, a defesa de Flávio Bolsonaro reforçou a tentativa de transferir a investigação para André Mendonça com pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR) em outros procedimentos sobre Dark Horse. A nova petição também foi informada pelos advogados a Dino no dia seguinte.

Sem resposta de Fachin sobre os dois pedidos, a defesa mudou de estratégia e pediu ao próprio Mendonça, em 27 de agosto, que informasse ao presidente do STF sobre a divergência na relatoria do caso.

"O que se pede nesta petição é uma providência simples e de baixo custo institucional: que Vossa Excelência comunique o fato à Presidência do Tribunal, para que ela decida, com fundamento no art. 7º da Resolução nº 706/20, quem é o Relator prevento para a Petição nº 16.070. Não se pede a Vossa Excelência que redistribua autos alheios, nem que declare a incompetência de outro Ministro. Não. Pede-se apenas que a divergência chegue a quem tem competência regimental para resolvê-la: o Exmo. Min. Presidente Edson Fachin", requereram os advogados.

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