Brasil

ELEIÇÕES 2026

Lula repete que, se depender de sua vontade, acabará com as bets no Brasil

Nesta semana, os principais clubes brasileiros de futebol emitiram nota repudiando A possível medida provisória que pode dar fim aos cassinos virtuais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a dizer neste sábado, 19, durante ato de campanha em Santa Catarina, que está determinado em acabar com os jogos on line, as bets. Segundo ele, não é possível manter as apostas para beneficiar poucos em detrimento da sociedade.

"Faz dois meses que estou discutindo o papel da jogatina eletrônica nas redes digitais. As bets estão levando muita gente ao endividamento e quando a pessoa está endividada por jogo ela mente", disse Lula.

"Tomei uma decisão e, se depender da minha vontade, vou conversar com o pessoal da Fazenda, do Banco Central, mas a verdade é que eu quero acabar com as bets."

Segundo Lula, no entanto, o governo precisa estar preparado porque terá uma campanha forte contra essa decisão.

"São pessoas de muito dinheiro e os times de futebol fizeram uma carta dizendo que se acabar com as bets vai acabar com o futebol. Essa gente está mentindo, porque a seleção brasileira foi campeã sem bet. Desde que começaram as bets não ganhamos Copa do Mundo, então é mentira dizer isso."

Lula disse que o futebol não pode querer sobreviver às custas do pobre.

"Aquele que já vai para o estádio e ainda tem que gastar com apostas? Que virem empresas, faça qualquer coisa. O que não pode é o povo pobre gastar. Estou determinado, se depender da minha vontade vou acabar com as bets nesse País."

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STF deve decidir sobre investigação contra Moraes com sete votos

Devem votar os ministros, nesta ordem: Edson Fachin (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes

15/09/2026 14h05

Dois ministros já se declararam impedidos e o próprio Alexandre de Moraes não deve perticipar da votação

Dois ministros já se declararam impedidos e o próprio Alexandre de Moraes não deve perticipar da votação

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Com parte dos ministros envolvidos no caso Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir sobre a abertura de investigação de Alexandre de Moraes com apenas sete integrantes. No início da sessão desta terça-feira, 15, convocada para analisar as conversas de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos. Além deles, o próprio Moraes não poderá se manifestar, já que é objeto de análise no julgamento.

Também há dúvidas sobre a participação de André Mendonça, já que a Corte vai analisar a nulidade do relatório da PF com as conversas de Moraes e Vorcaro, produzido após sua determinação. Moraes acusou Mendonça de abuso de autoridade e de viés político, mas esse julgamento foi marcado para a próxima quarta-feira, dia 23.

Devem votar os seguintes ministros, nesta ordem: Edson Fachin (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Mendonça e Fux já deram sinais de serem favoráveis à abertura de investigação, enquanto Dino e Gilmar indicaram contrariedade.

AJUDA EXTERNA

Depois de experimentar um período de cinco meses sob as sanções da Lei Magnitsky, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou, em sua defesa, que o relatório da Polícia Federal que destrincha sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro "é imprestável" e foi produzido com auxílio de "órgão externo, provavelmente estrangeiro".

O ministro disse que o relatório foi produzido "demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito". O STF define nesta terça-feira, 15, sobre a abertura de uma investigação contra Moraes.

Ele sugeriu que o documento foi plantado nos sistemas da PF. "Há, inclusive, a suspeita de que o providencial afastamento do diretor da PF (delegado Andrei Rodrigues), que estranhamente foi comemorado por autoridades estrangeiras, foi para que não pudesse averiguar a produção externa desse relatório", afirmou Moraes. Para o ministro, "não é demais relembrar as inúmeras pressões estrangeiras contra a Justiça brasileira e esse STF, inclusive com a cassação do visto de diversas autoridades e a aplicação da Lei Magnitski".

Alexandre de Moraes foi sancionado pelo governo Donald Trump em 30 de julho de 2025. Os EUA optaram pela aplicação da Lei Magnitsky, que pune estrangeiros por supostas violações de direitos humanos e restrições à liberdade de expressão. A medida incluiu o bloqueio de eventuais bens e restrições a transações financeiras nos Estados Unidos. Em 12 de dezembro de 2025, a administração trumpista retirou o ministro e sua mulher, Viviane Barci, da lista de sanções.

Em sua defesa de 44 páginas entregue à presidência do STF, Moraes afirmou que a quebra da "cadeia de custódia" permite a inserção de arquivos falsos, mensagens em "blocos de notas" e outras irregularidades, principalmente quando o material apreendido é enviado ao gabinete do magistrado relator sem a "observância de procedimentos mínimos de segurança".

O ministro reiterou a hipótese de acesso de terceiros ao arquivo, "possivelmente autoridades estrangeiras".

"O prazo de elaboração foi de 72 horas, impossível para aquele relatório, mas os metadados comprovam que o relato não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos - pela forma de produção, provavelmente estrangeiros, comprovando a tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras - que somente enviaram o resultado para a Polícia Federal", disse Moraes.

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Gilmar: Tentaram arrastar STF para as eleições e acharam que ficariam impunes

" É uma atitude covarde, vil. Eu já disse isso em outro momento. Até a máfia tem ética. É preciso ter decência", afirmou Gilmar Mendes a criticar André Mendonça

15/09/2026 13h30

"É evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando"

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O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, acusou o ministro André Mendonça de tentar influenciar o processo eleitoral ao pedir um relatório da Polícia Federal (PF) sobre as conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes.

Durante a sessão que analisa a abertura de investigação contra Moraes, Gilmar afirmou que, embora já houvesse suspeitas do elo do ministro com Vorcaro desde o início de março deste ano, Mendonça teria aguardado o período eleitoral para encomendar o relatório à PF "que, muito provavelmente, implicaria exatamente quem ele buscava implicar".

O decano disse também que, antes de levar o caso ao plenário, o ministro indicado por Jair Bolsonaro (PL) levantou o sigilo do relatório, "a fim de constranger qualquer posição contrária à sua atuação".

Ele também afirmou que defendeu ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a necessidade de separar a Corte das eleições e frisou: "Contrário do que se faz aqui. E se deram muito mal, porque são aprendizes de feiticeiro. Tentaram arrastar o Supremo Tribunal Federal para esse tipo de prática e pensaram que iriam ficar imunes e impunes. É de uma desfaçatez de corar frade de pedra".

Gilmar disse ainda que a medida se justificaria "em nome de Deus" e completou: "Como em nome de Deus já se fez muita patifaria".

No meio da fala do decano, Mendonça fez uma interferência e disse que "todos os vazamentos têm determinação de instauração de inquérito, que estão sendo conduzidos pela própria Polícia Federal".

Na continuidade de sua manifestação, Gilmar fez referência a Mendonça e disse: "É evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando". Gilmar disse ainda, em referência a Mendonça, que houve uma conduta mafiosa. "Quem detém sozinho aquilo que pode alcançar outros integrantes do colegiado passa a exercer sobre eles algum tipo de ascendência", declarou.

Gilmar continuou: "Relação de máfia. E isso não se faz, não é ambiente de pessoas dignas". O ministro acrescentou: "Mesmo um colega que esteja eventualmente envolvido, que teve um filho, não pode estar submetido a esse tipo de vexame. É uma atitude covarde, vil. Eu já disse isso em outro momento. Até a máfia tem ética. É preciso ter decência".

Após a fala, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou um intervalo de uma hora no julgamento, por conta da exibição do horário eleitoral nas televisões, o que pausaria a transmissão da sessão pela TV Justiça.
 

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