Brasil

COMANDO VERMELHO

MPRJ denuncia Marcinho VP, Oruam e familiares por lavagem de dinheiro do tráfico

Marcinho VP está preso em Campo Grande. Seu filho, Oruam, e mulher são considerados foragidos pela Justiça

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que está no presídio federal de Campo Grande, sua mulher, Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, o rapper Oruam, e outras nove pessoas por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Alguns dos alvos já estão presos.

A reportagem tenta contado com a defesa dos denunciados.

A Polícia Civil realizou uma operação na quarta-feira, 29, para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra os denunciados. Apontado pela justiça como líder do Comando Vermelho (CV), Marcinho tem 54 anos, está preso desde os 26, mas continua liderando a facção criminosa do interior do presídio, segundo a investigação.

A 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada descreve a atuação do grupo no "branqueamento" de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em comunidades cariocas. Também demonstra que Marcinho VP ainda exerce "relevante influência hierárquica" na facção, coordenando recursos financeiros e estratégias para a expansão da rede criminosa, mesmo estando preso há mais de 20 anos.

De acordo com a denúncia, a gestora financeira do grupo é Marcia Nepomuceno. Ela recebia regularmente dinheiro em espécie de outros traficantes do Comando Vermelho, entre eles Edgar Alves de Andrade, o Doca; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; e Luciano Martiniano, vulgo Pezão. Para ocultar o patrimônio, ainda segundo a denúncia, Marcia Nepomuceno adquiriu e administrava estabelecimentos comerciais, imóveis e até fazendas

O MPRJ aponta que Oruam era beneficiário direto, uma vez que recebia dinheiro ilícito e se utilizava da carreira musical para dissimular o dinheiro obtido nas atividades criminosas da organização. Segundo a ação penal, Oruam recebeu dinheiro de traficantes como Doca e Pezão para despesas pessoais, viagens, festas e investimentos. Ele é considerado foragido pela justiça desde fevereiro deste ano.

A denúncia estruturou a organização criminosa em quatro núcleos:

- o de liderança encarcerada (Marcinho VP), que exerce controle direto sobre a movimentação de recursos e decisões estratégicas;]

- o núcleo familiar (Marcia, Oruam e Lucas Nepomuceno), responsável por intermediar a execução das ordens e a gestão de ativos;

- o núcleo de suporte operacional (Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza, vulgo Magrão, e Jeferson Lima Assis), que presta suporte à lavagem de dinheiro e atua como "testa de ferro" para a dissimulação patrimonial;

- e o núcleo de liderança operacional (Doca, Abelha, Pezão, Eduardo Fernandes de Oliveira, vulgo 2D, e Ederson José Gonçalves Leite, o Sam), atuante nas comunidades na execução das práticas criminosas, entre elas o tráfico de drogas, sendo seus integrantes responsáveis por receber valores dessas atividades e repassar parte deles ao núcleo familiar.

CRIADO POR UMA TIA

Nascido na favela de Vigário Geral, zona norte do Rio, Marcinho VP se mudou para São João de Meriti, na Baixada Fluminense, quando era bebê. Logo em seguida seu pai foi assassinado. A mãe de Marcinho foi presa quatro vezes, e ele e os três irmãos foram criados por uma tia.

Em sua biografia, ele conta que começou a praticar assaltos aos 13 anos para conseguir dinheiro para comprar roupas de marca. Dos roubos, passou para o comércio de drogas, ascendeu na hierarquia e logo se tornou o líder do tráfico no complexo do Alemão, conjunto de favelas da zona norte do Rio e um dos principais redutos do CV.

Processado e condenado por tráfico de drogas e homicídios, Marcinho foi preso no fim de agosto de 1996 em Porto Alegre, em uma ação comandada pelo detetive José Carlos Guimarães, então integrante da Divisão Regional Metropolitana 5 (Metropol 5) da Polícia Civil do Rio.

Marcinho VP está no sistema carcerário federal. A polícia afirma que ele segue dando ordens para os integrantes do CV que estão nas ruas. Em outubro de 2023, quando ainda estava no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, ele teria dado ordens para a troca de comando da facção no Rio, segundo apuração policial. A defesa de Marcinho nega.

Já Oruam, filho de Marcinho, é o nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, um rapper e trapper brasileiro de 24 anos, conhecido por sucessos no trap. Em março de 2024, Oruam se apresentou no Lollapalooza, em São Paulo. No festival, o rapper usou uma camisa com a palavra "liberdade" e uma fotografia do pai. Ele já foi acusado várias vezes de usar sua popularidade para beneficiar o CV, o que sua defesa sempre negou, alegando que Oruam é perseguido por ser filho de Marcinho VP.

demora

Sul-mato-grossense recebe seu Grammy Latino 'quase dois anos depois'

Ana Castela ganhou o prêmio em novembro de 2024, mas somente agora lhe foi entregue a premiação

25/04/2026 21h00

Ana Castela, que é natural de Sete Quedas (MS) publicou vídeo neste sábado  (25) mostrando que finalmente recebeu a premiação relativa a 2024

Ana Castela, que é natural de Sete Quedas (MS) publicou vídeo neste sábado (25) mostrando que finalmente recebeu a premiação relativa a 2024

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A cantora sertaneja sul-mato-grossense Ana Castela publicou um vídeo no perfil que mantém no Instagram mostrando seu prêmio Grammy Latino, recebido com atraso neste sábado, 25. O troféu é referente à premiação realizada em novembro de 2024, há cerca de um ano e meio.

"Vocês acreditam que em 2024 eu ganhei um Grammy e ele teve a capacidade de chegar só em 2026? O que é isso! Estou indo lá buscar. Quase dois anos depois! Todo mundo que ganhou estava lá com seus grammies nas mãos e eu? Eu estava sem nada. Saí de lá abanando a mão", disse, com bom humor.

Em seguida, Ana Castela mostrou a caixa em que a estatueta veio embalada. O troféu, que tem o tradicional formato de gramofone, traz a inscrição: "Academia Latina de Artes e Ciências da Gravação. Ana Castela. Melhor Álbum de Música Sertaneja - 2024. Boiadeira Internacional (Ao Vivo)".

Os brasileiros podem concorrer tanto ao Grammy tradicional quanto ao Grammy Latino, prêmio que tem foco para a indústria de artistas de países da América Latina - entre eles, o Brasil.

Há diversas categorias voltadas à música brasileira. Entre elas, a vencida pela artista, que superou os seguintes concorrentes:

- Paraíso Particular (Ao Vivo) - Gusttavo Lima

- Cintilante (Ao Vivo) - Simone Mendes

- Raiz Goiânia (Ao Vivo) - Lauana Prado

- Luan City 2.0 (Ao Vivo) - Luan Santana

guerra no irã

Governo quer converter receitas extras com petróleo em desonerações

Projeto foi enviado nesta quinta-feira ao Congresso prevendo redução de impostos sobre o setor de combustívies à medida que crescer a receita com a venda de petróleo

24/04/2026 07h33

Pela proposta inicial, as reduções de tributos terão validade de dois meses, podendo ser estendidos se o faturamento de receitas seguir em alta

Pela proposta inicial, as reduções de tributos terão validade de dois meses, podendo ser estendidos se o faturamento de receitas seguir em alta

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O governo federal enviou nesta quinta-feira (23) ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026, que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis caso haja aumento de arrecadação com receitas do petróleo. A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta.

Pouco antes das 16h, o Ministério da Fazenda tinha anunciado que a medida envolveria novos cortes diretos de impostos. No entanto, o ministro Dario Durigan corrigiu a informação.

“Não estamos fazendo anúncio de redução tributária de nenhum tributo, e, sim, de um mecanismo discutido com o Congresso para minorar o impacto da guerra”, declarou o ministro, em referência aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis.

Proposta

A proposta prevê que receitas extraordinárias provenientes do petróleo, como royalties e venda de petróleo do pré-sal, sejam usadas para compensar reduções de impostos sobre combustíveis.

Poderiam ser abatidas as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.

A proposta inicial prevê duração do regime enquanto durar a guerra no Oriente Médio. Assim que for constatado aumento de receitas, o presidente da República poderá editar um decreto com desonerações de combustíveis.

As reduções de tributos valeriam por dois meses, com revisões após o fim do período.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, isso permitirá a manutenção da neutralidade fiscal, sem impacto para as contas públicas.

“Se houver aumento extraordinário da receita, esse aumento servirá de compensação para redução de tributos aplicáveis a esses combustíveis”, afirmou Moretti.

De acordo com o ministro, a cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina, por um período de dois meses, o impacto estimado é de R$ 800 milhões.

Articulação

A articulação política para a efetivação da medida envolve o Congresso Nacional. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema será discutido na próxima terça-feira com líderes da Câmara.

Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstraram apoio à proposta.

Medidas recentes

Nos últimos meses, o governo tem adotado medidas para conter a alta dos combustíveis. Entre elas, a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios que chegaram a R$ 1,52 por litro para o diesel importado e a R$ 1,12 por litro para o nacional.

Segundo a Petrobras, os tributos federais representam cerca de R$ 0,68 do valor final ao consumidor, no cálculo que considera um preço médio de R$ 6,77 o litro.

Atualmente, o diesel e o biodiesel estão com PIS e Cofins zerado. A gasolina e o etanol, no entanto, continuam com a mesma tributação de antes do início da guerra.

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