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Turbina explode na decolagem em Guarulhos, e avião faz pouso de emergência

Apesar dos quase dez minutos de pânico enfrentados pelos passageiros, ninguém sofreu ferimentos no incidente

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Um avião da Delta Airlines precisou realizar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Guarulhos na noite deste domingo, 29, após uma falha na turbina logo depois da decolagem. Não há informações de feridos.

A aeronave partiu às 23h49 com destino a Atlanta, nos Estados Unidos, quando, segundos após sair do solo, houve uma explosão na turbina esquerda. O incidente provocou a queda de fragmentos chamuscados na área ao lado da pista, o que deu início a um foco de incêndio.

A ocorrência foi identificada pela torre de controle do aeroporto, que alertou a tripulação. Diante da situação, o piloto declarou emergência, com o chamado "mayday", e iniciou o retorno imediato ao terminal.

Segundo dados da plataforma Flightradar24, o voo permaneceu no ar por cerca de nove minutos. Equipes de bombeiros do aeroporto foram acionadas e conseguiram controlar as chamas dos em poucos minutos.

O avião envolvido é um Airbus A330-323 e operava o voo DL0104, que seguiria para Atlanta, no estado da Geórgia. A partida estava prevista para 23h40, com chegada estimada às 7h40 no horário local.

Em comunicado publicado em seu site, a Delta informou que o voo foi cancelado devido a problemas mecânicos e pediu desculpas aos passageiros pelo transtorno.

A companhia aérea e a administração do aeroporto ainda não haviam detalhado as causas da falha até a última atualização desta reportagem.
 

abuso do poder econômico

Temendo ser cassado, governador do Rio renuncia ao mandato

Tribunal Superior Eleitoral deve retomar nesta terça-feira (24) a votação que pode resultar em sua cassação

23/03/2026 20h30

Cláudio Castro diz que pretende disputaer

Cláudio Castro diz que pretende disputaer

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Temendo ficar inelegível, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23), um dia antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na cassação do mandato. Até o momento, o placar está em 2 a 0 pela condenação do governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Castro já havia sinalizado que deixaria a função para disputar o Senado. O seu vice, Thiago Pampolha (MDB), já renunciou ao cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

Com isso, o Rio de Janeiro ficará sem os chefes do Executivo eleitos, e quem assume interinamente é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ricardo Couto, até que a Assembleia Legislativa (Alerj) realize uma eleição indireta para definir quem vai governar o Estado até janeiro.

Nas redes sociais, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que é candidato ao governo do Estado, criticou o evento de renúncia de Castro alegando que ele está "fugindo da justiça". Em publicação no X (antigo Twitter) neste domingo, 22, Paes compartilhou o convite para o ato de despedida e afirmou que o governador está "desrespeitando a justiça com os crimes que cometeu".

O processo que pode resultar na cassação do mandato de Castro reúne dois recursos do Ministério Público Eleitoral (MPE) que apontam suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Segundo a acusação, a Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) teriam sido utilizadas para a contratação de cabos eleitorais com recursos do governo estadual durante a campanha.

Também são alvos o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União-RJ), e Thiago Pampolha. Em caso de condenação, os envolvidos podem perder os mandatos e ficar inelegíveis até 2030, assim, Cláudio Castro estaria impedido de tentar a eleição para o Senado neste ano.

O julgamento teve início no dia 10 de março, mas um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques adiou o processo para esta terça-feira, 24.
 

caso master

CPI do Crime marca depoimento da ex-namorada de Vorcaro para quarta-feira

O interesse principal dos parlamentares é obter informações sobre supostos encontros entre Vorcado e o ministro Alexandre de Moraes, do STF

21/03/2026 07h11

Martha Graeff diz que faz meses que se afastou de Daniel Vorcaro e ainda não está claro se realmente participará do depoimento

Martha Graeff diz que faz meses que se afastou de Daniel Vorcaro e ainda não está claro se realmente participará do depoimento

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado Federal marcou para a próxima quarta-feira, 25, o depoimento da influenciadora e modelo Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os senadores devem questioná-la sobre supostas conversas do banqueiro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O requerimento apresentado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) justifica que foram revelados "diálogos mantidos entre o Sr. Daniel Vorcaro e a Sra. Martha Graeff, nos quais teriam sido mencionadas tratativas e comentários envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes".

Nesse contexto, o senador afirma que "a oitiva da Sra. Martha Graeff mostra-se necessária para esclarecer o teor desses diálogos, o contexto em que ocorreram e eventuais fatos de seu conhecimento que possam contribuir para o avanço das investigações conduzidas por esta Comissão".

A CPI entende que Graeff é "interlocutora frequente e destinatária de relatos feitos por Daniel Vorcaro ao longo de período relevante das apurações" de irregularidades cometidas pela instituição financeira.

Além da CPI do Crime Organizado, Graeff está convocada para comparecer no Congresso em oitiva na CPMI do INSS, na próxima segunda-feira, 23. O depoimento também deve tratar dos contatos de Vorcaro com Alexandre de Moraes e outras figuras do "alto escalão do Poder Judiciário", segundo o requerimento.

"Na condição de pessoa de extrema confiança de Daniel Vorcaro, a Sra. Martha Graeff pode fornecer detalhes essenciais sobre a rotina, os contatos e a rede de influência que o Banco Master mantinha em Brasília, o que é crucial para entender se houve facilitação de negócios ou blindagem jurídica em relação às fraudes investigadas no sistema previdenciário", diz o documento assinado pelo deputado federal Kim Kataguiri (União - SP).

O Estadão aguarda contato da defesa da influenciadora para mais detalhes sobre o depoimento. Recentemente, Graeff contratou uma assessoria e um advogado e faz questão de se desvincular do banqueiro, de quem diz ter se separado há meses.

Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco. A Polícia Federal diz que ele comanda uma organização criminosa, tinha 'braço armado' e só poderia ser neutralizado com prisão.

Martha Graeff não foi alvo da operação, mas seu nome veio a público em razão de terem sido divulgadas trocas de mensagens entre ela e seu ex-noivo. As mensagens constam no telefone celular de Vorcaro, que foi periciado pela PF.

Testemunhas convocadas por CPI são obrigadas a comparecer à comissão para prestar depoimento e têm o compromisso de dizer a verdade, sob pena de crime de falso testemunho.

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