O segundo turno das eleições, no próximo domingo, voltará a mobilizar tropas estaduais e federais para garantir a segurança do pleito. No primeiro turno foram cerca de 20 mil homens atuando em Mato Grosso do Sul; nesta nova etapa, em que os brasileiros escolherão o próximo presidente da República, não haverá o envio de militares do Exército para o município de Dourados, reduzindo para aproximadamente 19 mil pessoas nas ruas e locais de votação.
Atuarão nas cidades sul-mato-grossenses integrantes das polícias Federal, Militar, Civil, Rodoviária Federal, Rodoviária Estadual e Militar Ambiental e do Corpo de Bombeiros. De acordo com o Governo do Estado, a PM contará com quatro mil integrantes que atuarão para evitar crimes eleitorais, garantir o cumprimento da lei seca e dar segurança aos eleitores e trabalhadores durante o pleito.
O "cadeião", espaço destinado para abrigar os suspeitos de crime eleitoral no dia da eleição, deve ser desativado. Na primeira etapa, o local escolhido na Capital foi o ginásio do Sesc Jardim dos Estados. No entanto, todas as 12 pessoas detidas foram levados diretamente para a sede da PF em Campo Grande. Como a expectativa é de que o número de flagrantes seja menor neste fim de semana, todos os suspeitos serão encaminhados para a Superintendência Federal.
Interior
Ao contrário do que aconteceu no último dia 3 de outubro, quando mais de mil homens do Exército Brasileiro ajudaram a garantir a tranquilidade das eleições a pedido da juíza eleitoral Dileta Terezinha de Souza Thomaz, no segundo turno as tropas federais não vão atuar em Dourados.
A juíza não renovou o pedido para que o Exército atue ao lado de outras forças de segurança como as polícias Federal, Civil e Militar. Como não haverá segundo turno para o Governo do Estado a Justiça Eleitoral entendeu que não será necessário contar com o reforço já que a previsão é de que a votação ocorra tranquilamente.
Dourados tem o segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul com cerca de 140 mil eleitores. No primeiro turno a juíza Dileta solicitou a presença de tropas federais por causa do clima político tenso depois que foram presas 29 pessoas, entre elas o prefeito Ari Artuzi (sem partido), o vice-prefeito Carlinhos (PR) e nove vereadores. Apesar da preocupação à época da Justiça Eleitoral a votação foi a mais tranquila dos últimos anos.



