Da redação
Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto") O Congresso de Honduras destituiu na noite deste domingo o presidente Manuel Zelaya e nomeou o chefe do Legislativo, Roberto Micheletti, como novo mandatário do país. Horas antes, uma carta atribuída a Zelaya na qual ele renunciaria ao cargo foi lida no Parlamento. Na Costa Rica, para onde foi levado após ter sido preso pelo Exército nesta manhã, Zelaya disse que não renunciou e acusou a oposição civil e os militares de orquestrarem um golpe de Estado contra ele.
Hoje os hondurenhos decidiriam se junto com as eleições presidenciais de novembro, votariam também uma reforma constitucional. Este plebiscito foi considerado ilegal pelo Legislativo e pelo Judiciário do país.
No front diplomático, cresce a pressão para que o presidente, eleito democraticamente, seja reconduzido ao cargo. O embaixador dos EUA em Tegucigalpa, Hugo Llorens, disse que Zelaya é o único governante do país reconhecido pela Casa Branca.
O Itamaraty divulgou nota em que condena de forma veemente"a retirada de Zelaya do Palácio Presidencial e sua condução para fora do país e defendeu a reposição "imediata e condicional" a suas funções. "Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e não condizem com o desenvolvimento político da região", acentua a nota. (informações do Estadão)