A 1ª Vara Cível de Santana, em São Paulo, mandou apreender todos os exemplares do livro Isabella, que passou a circular na região Sudeste há alguns dias. O livro, de autoria de Paulo Roberto Papandreu, clínico geral no Rio Grande do Sul, inocenta o pai e a madrasta e defende a tese de acidente doméstico para explicar a morte da menina e a queda dela do sexto andar do prédio onde o casal Nardoni morava.
O juiz Edmundo Lellis Filho atendeu ao pedido da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, e concedeu a liminar na quinta-feira, proibindo a venda, divulgação e discussão sobre o conteúdo do livro pelas partes envolvidas. Também decretou segredo de Justiça.
Conforme informações obtidas pelo jornal O DIA, a Justiça apreendeu cerca de 3 mil exemplares em São Paulo. O casal Nardoni foi denunciado pelo Ministério Público como autor do assassinato da menina, ocorrido em março de 2008, e vão ser julgados pelo Tribunal do Júri, provavelmente até o início do ano que vem. Pai e madrasta da criança estão presos. Na época do crime, o casal alegou que ela foi jogada pela janela por um suposto assaltante.
Lançado no Rio Grande do Sul em junho, o livro tem na capa uma fotografia de Isabella. A mãe da criança entrou com ação na Justiça contra o autor da publicação e contra a Gráfica e Editora Palotti, que fez a impressão, pedindo a retirada dos exemplares de circulação e indenização por danos morais.
Ana Carolina considerou que o livro contém inverdades e que atingiu a memória da criança, além de explorar sua imagem na capa do livro, com fins lucrativos, sem pedir permissão para isso. A segunda edição do livro teria um título novo, Isabella - verdade nova.
As informações são do Portal O Dia Online