Uma igreja no centro de Joanesburgo reúne toda noite africanos que não têm o que comemorar com a Copa do Mundo. O prédio de seis andares, localizado em uma das regiões mais perigosas da cidade, abriga diariamente cerca de 1,5 mil pessoas que, segundo elas mesmas, foram excluídas dos benefícios trazidos pelo Mundial sediado pela África do Sul.
Lá, todos os dias, imigrantes vindos de Moçambique, do Malawi, Quênia, de Ruanda e, principalmente, do Zimbábue se encontram a partir das 18h. Assistem a um culto e, logo depois, se amontoam em salões, corredores, escadarias ou em qualquer canto em que possam dormir.
Passam ali a noite inteira, muitos deles deitados sobre pedaços de papelão. Expostos a doenças, assaltos, violência ou abusos, eles esperam por uma oportunidade que a primeira Copa realizada no Continente Africano ainda não os ofereceu.
As informações são da Agência Brasil