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Tribunal instaura nova sindicância para apurar desvio de recursos

Tribunal instaura nova sindicância para apurar desvio de recursos

Redação

11/09/2010 - 09h16
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MILENA CRESTANI

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul instaurou nova sindicância para apurar desvio de verbas no Poder Judiciário. O procedimento refere-se a irregularidades que teriam sido cometidas pelo técnico judiciário Alex Armôa Teixeira, que foi demitido ainda em junho deste ano. Inicialmente, havia sido apurado que ele comandava organização criminosa que desviou pelo menos R$ 600 mil do órgão, mas a sindicância vai apurar se esse valor pode ser ainda maior.   
A portaria com abertura da sindicância, assinada pelo desembargador Paulo Alfeu Puccinelli, presidente do Tribunal de Justiça, foi publicada no Diário da Justiça de ontem. Durante as investigações, serão analisados todos os lançamentos feitos nas folhas de pagamento de juízes leigos e conciliadores desde 2005 até hoje, confrontando os valores pagos, as contas bancárias em que foram depositados com os nomes dos destinatários e os números de CPFs.
O objetivo dessa apuração detalhada é saber se as quantias foram realmente pagas a pessoas que integram o quadro do Juizado Especial do Estado. Os juízes auxiliares da presidência Elizabete Anache, Vitor Luís de Oliveira Guibo e Marcelo Camara Rasslan foram designados para compor a comissão da sindicância e devem iniciar os trabalhos em cinco dias. Eles terão dois meses para concluir as investigações.
Ontem, Guibo informou que ainda não tinha informações sobre o caso, pois a apuração ainda não tinha começado e só poderia falar quando a sindicância fosse concluída.
 
Crime
Em outubro do ano passado, o técnico judiciário Alex Armôa Teixeira foi apontado como líder de organização criminosa que teria desviado aproximadamente R$ 600 mil do Tribunal de Justiça. Conforme investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ele contava com apoio da irmã, mãe e cunhado para cometer os crimes. Em junho deste ano, ele foi demitido. Alex Armôa foi acusado de fraudar pagamentos a juízes e conciliadores, desviando recursos para si e seus familiares.  
Atualmente, Alex Armôa responde a processo na 4ª Vara Criminal de Campo Grande por peculato.

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