A jovem de 20 anos atingida por um tiro na mão dentro do carro do jogador Adriano, no último sábado, passa por uma operação nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, para reconstituir a área lesionada. Segundo o Hospital Barra D'Or, onde Adriene Cyrilo Pinto está internada, ela sofreu uma fratura exposta no dedo indicador. Se receber alta, Adriene participará de uma acareação ainda nesta quarta-feira. O procedimento cirúrgico deve acabar esta tarde.
Na segunda-feira, Adriano prestou depoimento por cerca de 1h30 na 16ª DP (Barra da Tijuca). O jogador reafirmou sua inocência e disse aos jornalistas que estava disposto a pagar o tratamento médico da mulher, mas mudou de ideia após as acusações. "O que ela está fazendo não é justo. Ela não tem caráter para dizer a verdade", alfinetou.
Segundo Adriano, a pistola que estava no carro pertencia ao tenente reformado da Polícia Militar Júlio César Barros de Oliveira, 52 anos. Ele disse ainda que o homem, que conduzia o veículo, era apenas um amigo, o que contraria a versão de que trabalharia como seu segurança.
Responsável pelo caso, o delegado Fernando Reis aguarda o resultado do exame que detectará vestígios de pólvora nas mãos dos envolvidos para dar prosseguimento às investigações. Ele, entretanto, não acredita que o atacante - devido ao seu porte físico - pudesse estar sentado no banco traseiro acompanhado por outras quatro mulheres. Os primeiros resultados do laudo pericial indicam que o tiro partiu do local.
Se o inquérito concluir que o centroavante fez o disparo acidental, ele responderá por lesão corporal culposa.