Usuários do transporte coletivo reclamam da falta de estrutura nos pontos de ônibus, em Campo Grande. Os problemas vão desde a falta de coberturas e assentos, ao matagal, que põe em risco a segurança das pessoas enquanto aguardam pelos veículos, conforme reportagem na edição de hoje (13) do jornal Correio do Estado.
Os passageiros que moram nos bairros afastados do centro são os que mais sofrem com o que chamam de descaso. Problemas também são visíveis em bairros próximos à região central.
Na Avenida Tamandaré, Jardim Paradiso, o ponto de ônibus está tomado pelo mato. Segundo a diarista Hilda Larucci, 39 anos, deveria haver uma rígida fiscalização por parte do município, para punir os proprietários dos imóveis sujos.
Segundo ela, a situação piora para os estudantes que utilizam o transporte público, no período noturno. “Não dá para enxergar se tem alguém escondido”, ressalta a diarista, lembrando que a avenida é o principal acesso para a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).
Em um dos pontos na Vila Nasser, na região noroeste da Capital, os passageiros também se molham quando chove. Isso porque apesar da cobertura, parte das telhas está quebrada em razão da falta de manutenção.
“Quando chove, não tem como não se molhar”, afirma a estudante Katiene Xavier da Silva Campos, 20 anos. Ela chama atenção para o fato do ponto ficar, justamente, na frente da área onde funcionava uma creche, hoje também abandonada. A reportagem é de Rafael Bueno.