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Câmara lota em dia de pedido de afastamento de prefeito e manifestantes pedem reajuste

Câmara lota em dia de pedido de afastamento de prefeito e manifestantes pedem reajuste

Redação

19/05/2015 - 09h00

Dezenas de trabalhadores e moradores de bairros da Capital começam a chegar no prédio da Câmara Municipal para acompanhar sessão desta terça-feira (19). Hoje, os vereadores da oposição do prefeito Gilmar Olarte (PP) prometem apresentar pedido de afastamento do prefeito por prática de cinco irregularidades.

A segurança dentro e fora do prédio da Câmara foi reforçada. Ao todo, são 45 guardas municipais e 6 policiais miliares. No entanto, 27 miliares do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChoque) estão de sobreaviso e podem ser acionados em caso de confusão.

Entre os manifestantes há profissionais de diversas categorias que reivindicam aumento salarial, como médicos, professores da rede municipal e enfermeiros.

Com faixas e cartazes, os manifestantes querem pressionar os vereadores para que os reajustes da data base de maio sejam concedidos. No entanto, a prefeitura já afirmou que não tem dinheiro em caixa para conceder os aumentos e que os salários podem até atrasar, em razão da crise financeira nacional.

Equipes da Guarda Municipal controlam a entrada de manifestantes no plenário da Câmara, que tem capacidade para 364 pessoas e já está praticamente lotada.

AFASTAMENTO

Autores do requerimento, os vereadores de oposição Thais Helena, Marcos Alex, (ambos do PT), e Luiza Ribeiro (PPS) apresentarão também, pedido de abertura de Comissão Processante contra o progressista. A solicitação, que pode acarretar na cassação do prefeito, é assegurada pela decreto 201 da Lei Orgânica do Município. 

De acordo com o trio, entre as irregularidades cometidas pelo chefe do Executivo está o não cumprimento do piso salarial nacional dos professores; Excesso de cargos comissionados ultrapassando limite permitido por lei e investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

“Esse processo envolve corrupção passiva, lavagem de dinheiro e estelionato”, explicou Thais. O levantamento de tais ilegalidades foi feito ao decorrer da última semana e é visto como ‘cartada final’ por parte da oposição.

Diante de tamanha crise no Executivo Olarte se reuniu com seu secretariado para explicar a situação em que se encontra. A explicação se estendeu a alguns vereadores na manhã de ontem.

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