Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) aguarda contraproposta dos bancários para dar prosseguimento às negociações com a categoria. A greve dos funcionários das agências bancárias entrou no 11º dia nesta sexta-feira (16) e não há previsão para o término.
Em Campo Grande e região, das 170 agências, 143 agências estão fechadas, de acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região de Mato Grosso do Sul (SEEB-MS), Edvaldo Barros. “Não há possibilidade de (a categoria) voltar sem ter, no mínimo, essa reposição da inflação”, declarou. Os trabalhadores exigem reajuste salarial de 16%, mas a proposta apresentada pela Fenaban é de 5,5%.
“Os banqueiros adotaram postura de não conversar, não chamar para conversar. É uma atitude que preocupa todo mundo e quem mais sofre é a população, que está na ponta. Se fosse um setor que estivesse passando por dificuldades a gente entenderia, mas não é”, declarou o presidente do SEEB.
Em nota, a Federação ressaltou que "a proposta econômica apresentada pela Federação prevendo reajuste salarial, pagamento de abono e participação nos lucros (PLR), foi recusada pelas lideranças sindicais. A Federação aguarda uma nova proposta dos bancários para que possamos prosseguir nas negociações que resultem em acordo".
Apesar dos caixas eletrônicos de autoatendimento permanecerem funcionando, no decorrer da greve algumas máquinas podem ficar sem dinheiro por conta da falta de pessoal para abastecer os caixas.
REIVINDICAÇÕES
A proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) prevê 5,5% de reajuste com R$ 2.500 de abono fixo. A categoria pede reajuste salarial de 16%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à perda da inflação.
Além disso, os bancários querem participação nos lucros e resultados no valor de três salários mínimos, mais R$ 7.246,82 fixos; vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário mínimo nacional, 14º salário, fim das demissões, ampliação das contratações e mais segurança nas agências bancárias.