Por deslize do horário, desatenção para ir ao portão correto, foram vários motivos que deixaram mais de uma dezena de pessoas de fora do primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Campo Grande.
A reportagem percorreu alguns locais de realização dos testes e teve gente que preferiu chegar com mais de uma hora e meia de antecedência para o horário de fechamento dos portões. Natália Firmo, 17, mora em Nova Alvorada do Sul, 115 quilômetros de Campo Grande, e veio para a Capital na sexta-feira (23) à noite.
Ela faz engenharia em uma universidade particular e decidiu concorrer para tentar uma bolsa de estudos. A rotina dela já é pesada. Sai de Nova Alvorada do Sul às 5h, passa o dia estudando e só volta para casa à 1h. "Sabia que o teria trânsito e por isso chegamos cedo, às 10h30", contou Lívia Firmo, 29 anos, que deu carona para a sobrinha Natália até a Escola Estadual Hércules Maymone.
Já quem não garantiu tranquilidade para a prova foi Yasmin de Souza, 15. Em seu primeiro ano como trainee, ela se atrasou depois de pegar três ônibus para sair do bairro Santa Emília e se dirigir até a Uniderp, na rua Ceará. "Agora é tentar o ano que vem", lamentou ao ver o portão fechado.
José Antunes, 23, teve uma situação pior. Ele chegou para o exame minutos antes do meio-dia, mas se confundiu para entrar no portão correto. "Confundi a entrada da faculdade e não consegui (entrar para fazer o teste)", comentou o vendedor, que deveria ter ido direto para a rua Ceará, mas pensou que entraria no local da avaliação pela rua Joaquim Murtinho porque viu uma aglomeração de pessoas.