Cidades

R$ 19 milhões

Caixa libera recursos para obras de revitalização e Prefeitura busca convênio com Exército

Projeto prevê recapeamento da Bandeirantes, Marechal Deodoro, Guia Lopes e Brilhante

Redação

11/01/2016 - 17h15

Contrato de liberação de recursos para as obras do projeto corredor sudoeste foi assinado na tarde desta segunda-feira (11), durante reunião entre o prefeito Alcides Bernal, o superintendente em exercício da Caixa Econômica Federal, Márcio Fonseca, e o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seinthra), Amilton Cândido de Oliveira.

A obra, no valor de R$ 19 milhões, é financiada pelo PAC Mobilidade e corresponde ao total de 12,11 km de ruas, sendo elas as Avenidas Bandeirantes e Marechal Deodoro e as Ruas Guia Lopes e Brilhante. 

O documento assinado hoje será entregue ao comandante do Comando Militar do Oeste (CMO) para que seja feita a elaboração de um convênio. A intenção é que os militares trabalhem nos projetos de recapeamento dessas vias. Caso o convênio não seja firmado, será feita uma licitação para contratação de uma empresa.

De 12 projetos da Prefeitura, a Caixa Econômica Federal aprovou sete. Quatro já tiveram liberação de recursos aprovados e outras três, de revitalização das avenidas Gury Marques, Calógeras e da Rua Bahia também foram aprovadas, mas ainda não tiveram recursos liberados.

As outras cinco propostas, que incluem revitalização de terminais de ônibus, construção de viaduto na Gury Marques, na rotatória da Coca Cola, entre outras, estão sob análise. A Caixa Econômica tem o prazo de dois meses para dar um parecer sobre estes projetos.

RISCO PARA EMPREGO

Os Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande (Sintracom) e dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins de Mato Grosso do Sul (SinticopMS) emitiram nota nesta segunda-feira (11) que o convênio da prefeitura com o Exército pode gerar perda de emprego para centenas de pessoas.

Como as empreiteiras deve ficar de fora do serviço, os 450 funcionários de 15 empresas que atuam diretamente no setor correm o risco de perderem o emprego.

Os salários da categoria variam a partir do cargo, e vão de R$ 900 a R$ 1,4 mil, além de acréscimos como adicional noturno e horas extras que acabam sendo feitas por conta da demanda do empreendimento.

"O sindicato está equivocado. As obras são muitas. Todos vão ter oportunidades de emprego", afirmou o prefeito Alcides Bernal.

De acordo com ele, a locação de equipamentos por parte do Exército seria feita com a iniciativa privada. "Todo o recurso vai ser utilizado em Campo Grande", ponderou. Ele não disse que receberia as entidades representativas da categoria para discutir possíveis.

*Colaborou Rodolfo César

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