Tudo. É o significado do termo latim Omnia, que dá nome ao Congresso Científico Internacional Brasil-Itália, promovido pelo Hospital São Julião, em Campo Grande. O evento – realizado a cada dois anos, que está em sua 12ª edição, reúne 17 especialidades médicas com objetivo de promover a troca de experiências.
Este ano, o congresso recebeu 640 inscrições de médicos, enfermeiros, estudantes e trabalhadores da área da saúde em geral. São 50 palestrantes, sendo 12 italianos.
A presidente do Conselho do Hospital e coordenadora do evento, Beatriz Dobashi, ressaltou a importância do congresso. “Não são só palestras, são apresentados casos clínicos, que são debatidos, o que o paciente sentia, qual cirurgia foi feita e debatem experiências. É uma via de mão dupla”, afirmou.
A abertura oficial aconteceu na noite desta quarta-feira (13), mas antes uma mesa redonda que debateu as dificuldades de cada área, assim como também os acertos, foi realizada.
Para o médico oftalmologista e palestrante do congresso, Marcos Piccinin, a experiência foi positiva. “Fizemos debates sobre programas de residência médica em oftalmologia, que é minha área. Falei da minha experiência aqui no São Julião, que tem dois anos de ensino médico. Isso foi muito importante e proveitoso, descobriu-se que temos muito em comum com o ensino da Itália e a principal diferença é o processo relativo à admissão na residência médica”, pontuou.
Tiago Ayala, psicólogo residente, está pela primeira vez no evento e afirmou que está levando boas referências.
Ele destacou que o evento é internacional, por isso aprende-se muito como a interculturalidade oferecida. "Com essa multidisciplinaridade ofertada, dá para ter olhar diferenciado do paciente e aprender em conjunto, mostrando diversas maneiras de lidar com as pessoas", analisou.
César Benevides, do Conselho de Administração do São Julião, informou que o congresso está inserido na política científica de desenvolvimento da região Centro-Oeste.
Participaram da mesa de abertura do evento a secretária de Estado de Educação, Maria Cecília Amendola da Motta; diretora-clínica do São Julião, Terezinha Mandetta; presidente da Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos, Carmélio Ros; professor da Universitá Degli Studi Di Torino, Alessandro Dallera; e a coordenadora nacional de atenção da saúde da pessoa idosa do Ministério da Saúde, Maria Cristina Corrêa Hoffmann.