A previsão é de que professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) percorram as escolas nesta quarta, quinta e sexta-feira, a fim de comunicar pais de alunos sobre a greve previsa para começar no dia 2 de maio. Antes dessa data, a promessa do prefeito Alcides Bernal (PP) é de que não ingressará com ação, tendo em vista que nenhuma paralisação, conforme ventilada anteriormente, foi concretizada.
A informação foi repassada na tarde desta terça-feira (26), pelo chefe do Executivo Municipal, durante lançamento do Programa Esporte e Lazer na Cidade (PELC) no Parque Tarsila do Amaral, em Campo Grande. Ainda segundo o progressista, a rejeição da proposta que concedia reajuste de 9,57% tem cunho político.
“Vejo que há interesse político eleitoral por trás dessas ações em não resolver o problema. É lamentável. Apresentei 9.57% e eles rejeitaram. Depois apresentei 2,79% e ainda questionam outras situações”, destacou Bernal ao completar que, caso a greve prejudique Campo Grande, medidas legais serão tomadas.
“Estão anunciando um fato que ainda não aconteceu. Se prejudicarem Campo Grande aí vou ter que entrar com ação legal”, argumentou o pepista.
Apesar de ter a Lei do Piso Salarial para a categoria, professores da Rede Municipal de Ensino serão incluídos junto com os demais servidores públicos municipais em projeto de lei que prevê o reajuste salarial de 2,79% proposto pelo prefeito. Os docentes pediam 11,36%.
Segundo o prefeito, por conta da lei eleitoral, não é permitido conceder aumento superior à inflação dos três primeiros meses do ano, que é de 2,79%. Além desse índice, Bernal disse que vai apresentar proposta para vale alimentação e, a partir de maio, conseguir progressão funcional, que é passagem do professor para nível ou classe superior na mesma categoria.