Em nova fase da investigação relativa as fraudes na realização de cirurgias bariátricas (popularmente conhecidas como “redução de estômago”) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Mato Grosso do Sul, pacientes que teriam pagos valores entre R$ 1,5 mil até R$ 10 mil por procedimento foram identificados e devem começar a prestar esclarecimentos. Entre os casos suspeitos pessoas de pelo menos outros três estados - Mato Grosso, Paraná e Espírito Santo -, além de pacientes de Campo Grande e do interior de MS passaram pela cirurgia de forma irregular.
Procedimentos realizados em 2014, na Santa Casa da Capital, são alvos da investigação. Na época pelo menos 47 pessoas teriam “furado a fila” do SUS e fizeram a cirurgia sem o encaminhamento correto e sem passar pelas consultas exigidas. Três pacientes que fizeram a bariátrica há dois anos faleceram após o procedimento (nos relatórios não fica constato que os óbitos foram causados pelas cirurgias), conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) enviadas ao Ministério Público do Estado (MPE-MS). O órgão estadual realiza a investigação e tem como objetivo descobrir os responsáveis pelo esquema criminoso que prejudicou pessoas que aguardam há anos pela cirurgia em todo o MS.
(*) A reportagem, de Natalia Yahn, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.