Depois da polêmica de mãe que foi proibida de amamentar em público em 2012, mulheres se associaram e criaram a Aldeia Materna. Hoje (05) grupo se reuniu para promover e proteger direitos e a importância da amamentação na Hora do Mamaço.
Pela quinta vez anual, grupo de mulheres se reuniu, e nessa edição, o encontro foi no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande. O objetivo do evento é a troca de ideias e a participação do momento Tira Dúvidas, promovido por profissionais da saúde.
Os encontros sempre acontecem em locais públicos para que o máximo de mulheres possa participar. A primeira edição, em 2012, foi em supermercado da cidade.
“Escolhemos locais de parceiros que nos apoiam e também que possam ser agradáveis para as mães”, disse uma das três coordenadoras do evento, Cristiane Oshiro.
Em média, mais de 50 mães comparecem aos eventos anualmente e nesse ano não foi diferente.
A gerente de saúde da criança, da Secretaria de Saúde Estadual, Angela Rios, declarou que a ação é importante para o empoderamento das mulheres e para incentivar a “melhor amamentação possível”.
A lei estadual que promove a semana da amamentação já está em vigor e visa enfatizar a necessidade e a importância do aleitamento.
“Nessa semana estamos organizando grupos de mães, rodas de conversas, profissionais da saúde que auxiliam nesse momento delicado que é o da amamentação”, disse a gerente de saúde estadual.
Mãe de gêmeas, Miriam Garcia, 34 anos, amamenta duas meninas sem complementos nutricionais. “Amamento elas apenas no peito e acredito que esses encontros nos auxiliam. É importante”, disse.
Sobre as repreensões que algumas mães já sofreram ao amamentar em público, Míriam disse que nunca sofreu preconceito. “Eu nunca fui alvo desse tipo de polêmica, mas participo de grupos e as mães reclamam que já sofreram com isso”, disse Míriam.
O médico obstetra, Paulo Saburo Ito, 50 anos, está responsável pelo momento Tira Dúvidas do evento deste ano e disse que é muito importante desfazer os mitos e reforçar as verdades sobre o aleitamento materno.
“Incentivamos a amamentação, somos contra a desmama precoce. As consequências são sentidas no futuro da criança, onde elas adquirem enfermidades e até o estado, a gestão perde com isso, pois o número de crianças doentes é maior quando não amamentadas”, explicou.