No segundo dia de greve, os trabalhadores da área de enfermagem da Santa Casa de Campo Grande, fizeram uma manifestação esta manhã na entrada principal do hospital. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), Lázaro Santana, informou que a maioria do setores funcionam com apenas 30% dos enfermeiros, ténicos e auxiliares e outros três com 50%, o Centro de Terapia Intensiva (CTI), centro cirúrgico e setor de urgência e emergência (pronto atendimento).
“A greve continua. O hospital esconde informações, e diz o que quer, porque as pessoas e a imprensa não estão aqui dentro para ver o que está acontendo. os gerentes e gestores estão desesperados, não tem enfermagem e quem está trabalhando não dá conta. O hospital dioz que está tudo bem, mas tem cirurgias eletivas sendo suspensas por falta de mão de obra. A situação é crítica”.
Em meio a situação a prefeitura efetuou, no início desta manhã, o pagamento do convênio para custeiop de forma geral e serviços pactuados. O montante de R$ 10 milhões, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) já deve estar disponível na conta do hospital.
Por conta disso, a Siems espera que os 27% do valor total devido de 13° aos profissionais - de aproximadamente R$ 750 milhões -, seja quitado ainda hoje. “Mas o hospital não deu sinal se vai pagar ou não. Enquanto isso estamos de braços cruzados”, disse Santana.
O repasse foi publicado ontem (31 de janeiro) no Diário Oficial do Município (Diogrande), onde por meio da Procuradoria Geral de Campo Grande onde a “Suplementação Orçamentária” autorizava o pagamento de R$ 10 milhões - do Ministério da Saúde – ao hospital. “O pagamento do restante do 13° não representa nem 10% da quantia”, disse o presidente da Siems.
O hospital foi procurado pela reportagem para responder a questionamentos relativos ao impacto da greve até agora e se a quantia seria usada para quitar os pagamentos dos funcionários, mas não houve resposta até a publicação deste texto.
Na rede municipal de saúde, de acordo com a Sesau, ainda não houve impacto causado pela greve, nem nos demais serviços regulados.