Cidades

DENGUE

Região mais populosa terá 300 agentes e 19 caminhões atuando todo dia

Operação Mosquito Zero teve início nesta terça-feira na região do Anhanduizinho

Com 300 agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), 19 caminhões, cinco equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos e seis pontos de descarte de materiais inservíveis, Operação Mosquito Zero – É matar ou morrer teve início oficialmente nesta terça-feira (4) na região do Anhanduizinho, a maior de Campo Grande em número de habitantes.

Por ser o setor mais populoso da Capital, a operação é maior que a anterior, realizada na região do Imbirussu, onde foram vistoriados 4.202 imóveis, 4.950 depósitos, com 250 focos eliminados, e 17 caminhões caçamba recolhidos das quatro áreas de descarte destinados. “O que trouxe o resultado mais positivo, sem sombra de dúvidas, foi a ação dos moradores. Eles acordaram”, avaliou o prefeito Marcos Trad (PSD).

De dezembro até agora a Sesau contabiliza 2.165 focos de dengue eliminados pelas equipes de endemias, além de 196.572 imóveis trabalhados e 75.828 depósitos eliminados, conforme balanço divulgado.

Em Campo Grande, até o dia 31 de janeiro, foram notificados 1.776 casos de dengue, sendo que uma pessoa morreu. Além disso tiveram 21 notificações de zika e 11 de chikungunya. Os dados, segundo o secretário de Saúde, José Mauro Filho, representam 50% do valor registrado na epidemia do ano passado.

“Isso demonstra que há necessidade desse tipo de ação, porque senão a gente não teria participação da população. É importante esse tipo de ação para a gente sensibilizar a população e tentar combater os criadouros, que é uma das linhas de ação de combate a dengue”, avaliou Filho.

Conforme o secretário, os agentes de endemias avaliam que cerca de 80% dos focos encontrados estão dentro de residências e 20% dessas residências não tem acesso aos profissionais. “Então foi necessário ações judiciais para eles poderem ter acesso. E uma vez dentro desses imóveis é preciso fazer a limpeza do imóvel e o proprietário muitas vezes não é conhecido, são terrenos que muitas vezes são de inventários, o proprietário já morreu e aí ninguém se responsabiliza. Isso faz com que a gente tenha que tomar atitudes pelo proprietário, que é fazer a limpeza, e para fazer a limpeza tem que ter maquinário pesado, caminhões, retroescavadeiras, pá carregadeira, para poder fazer a limpeza adequada desses criadouros e essas ações envolvem outras secretarias, como a de Obras e Procuradoria-Geral do município”.

Para tentar reduzir o abandono desses terrenos, a prefeitura tem atuado de forma mais incisiva com a aplicação de multas. “A gente precisa utilizar dessa ferramenta como uma forma educativa e até uma restituição desse imposto. Mas a gente precisa atuar de uma forma mais ampla, que é o que estamos fazendo este ano. O outro seguimento é na assistência, nós nos empenhamos em rever melhor nosso protocolo de recebimento, estruturar melhor nossas unidades para que também possamos ter um manejo clínico adequado desses pacientes e evitar os óbitos”.

Ainda de acordo com o prefeito, a ação feita na região do Imbirussu resultou em “redução substancial em todas as unidades de saúde. Fez efeito e por isso a gente está nesse segundo momento”. A ação começou no dia 1º de fevereiro na região e segue até o dia 11 deste mês. Todas as regiões da cidade serão visitadas durante o período de proliferação da doença, inclusive os distritos de Anhanduí e Rochedinho.

Logo no início da visita dos agentes a uma das residências no bairro Aero Rancho, os profissionais encontraram um foco de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Segundo o morador, no dia anterior a mãe dele havia feito a limpeza do terreno e descartado alguns objetos no ponto de coleta que funciona em frente a residência. Apesar disso, os moradores não repararam na água parada que estava acumulada em um canto da casa.

CONFIRA AS ÁREAS DE DESCARTE:

Rua Senador Filinto Muller com Gabriel Abrão, no bairro Parati;

Rua Iemanjá com rua Tumbergia e rua Gerbera, no bairro Aero Rancho;

Rua Elvira Pacheco Sampaio com rua Belmira e rua Júlia Pereira de Souza, no bairro Alves Pereira;

Rua Catiguá com rua Medrado e rua Maria de Lurdes Vieira de Almeida, no bairro Centro Oeste;

Rua Dom Fernandes Sardinha com rua Benedito Viana e rua Aristides Lobo, no bairro Los Angeles;

Rua Antônio Carlos Esporotto com rua Dário Anhaia Filho, no bairro Lageado.

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