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Gasolina começa a cair em MS, mas redução ainda é menor que a esperada

Preço médio da gasolina recuou apenas R$ 0,05 após corte anunciado pela Petrobras

Levantamento do Procon de Mato Grosso do Sul e dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que os preços dos combustíveis começaram a recuar em Campo Grande e em outras cidades do Estado no mês de junho, mas ainda abaixo do esperado pelo corte anunciado pela Petrobras.

De acordo com a ANP, o preço médio da gasolina no Estado permaneceu estável em R$ 6,05 por três semanas após o anúncio da redução nas refinarias, caindo para R$ 6,00 apenas na última semana — redução de R$ 0,05, menos de 1% e aquém dos R$ 0,12 previstos como repasse ao consumidor final.

A Petrobras anunciou, no dia 3 de junho, corte de 5,6% ou R$ 0,17 no preço do litro da gasolina em suas refinarias. Com a margem das distribuidoras e custos de frete, a expectativa era de que a redução chegasse a R$ 0,12 nas bombas.

No início deste mês, o Correio do Estado identificou que, mesmo com a redução anunciada, postos de combustíveis em Mato Grosso do Sul mantiveram os preços elevados, o que poderia resultar em um ganho extra de R$ 220 mil por dia para o setor. 

O cálculo foi feito com base no volume de 55 milhões de litros de gasolina vendidos por mês no Estado, com média de 1,83 milhão de litros por dia — quantidade que, multiplicada pelos R$ 0,12 que deveriam ter sido repassados ao consumidor, representa potencial de lucro adicional diário de R$ 220 mil.

A repercussão levou o deputado estadual José Orcírio Miranda, o Zeca do PT, a apresentar uma indicação formal à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) solicitando a investigação da prática por órgãos como o Procon-MS, a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) e a ANP.

No documento, protocolado no dia 11, o parlamentar ressaltou que a situação representa prejuízo financeiro significativo à população e pode configurar prática abusiva por parte dos postos. 

“É de extrema urgência que as autoridades competentes pela defesa dos direitos dos consumidores realizem as apurações necessárias, visando reprimir de maneira ágil e efetiva os abusos que vêm sendo cometidos contra os consumidores”, justificou Zeca.

Capital 

Segundo pesquisa da ANP, em Campo Grande, o preço médio da gasolina caiu de R$ 5,84 para R$ 5,80 na última semana. Apesar disso, tanto a Capital quanto o Estado continuam entre os três menores preços médios de gasolina do País — atrás apenas de Teresina (R$ 5,73).

A demora no repasse dos cortes de preços nas refinarias têm sido alvo de críticas do governo federal e da própria Petrobras. A presidente da estatal, Magda Chambriard, chegou a pedir que os consumidores pressionem os donos de postos para que baixem os preços.

O Procon/MS orienta que os motoristas abasteçam em postos dentro de seus trajetos habituais, evitando desviar para economizar centavos e acabar gastando mais combustível. Também alerta para que desconfiem de preços muito abaixo da média e verifiquem se o posto possui selo da ANP, garantindo que o local é autorizado e fiscalizado.

Outras recomendações incluem não circular com o tanque na reserva — para evitar danos ao sistema de alimentação do veículo — e abastecer em horários mais frescos, como início da manhã ou noite, reduzindo a evaporação do combustível. Evitar encher o tanque até a boca também preserva o cânister, peça que controla a emissão de vapores.

O levantamento de preços completo está disponível no site oficial do Procon Mato Grosso do Sul.

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