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A cada dois dias, três vítimas sofrem violência nas escolas da Capital

A cada dois dias, três vítimas sofrem violência nas escolas da Capital

lucia morel

17/04/2014 - 13h30
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Em Campo Grande, levantamento aponta três casos de violência em escolas a cada dois dias. Conforme a Delegacia de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), desde o começo do ano letivo, foram 64 casos até a primeira semana de abril, quando 2014 registra apenas 45 dias letivos. Somente ontem (16), foram dois.

São ocorrências de ameaça, vias de fato ou lesão corporal, que são justamente os três tipos de infrações mais registrados. Além dessas, dois supostos estupros são investigados pela delegacia.

Os números da repartição mostram que todas as ocorrências registradas aconteceram em escolas públicas, sejam estaduais ou municipais. Não houve denúncia formalizada na polícia de casos de violência escolar ocorridos em colégios particulares.

O fato mais recente aconteceu ontem de manhã, próximo à Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, na Rua Bahia. Um grupo de sete adolescentes, entre eles uma menina de 15 anos, foi levado até a Deaij pela Polícia Militar quando se preparavam, com faca e soco inglês, para uma briga.

Todos os envolvidos moram na região norte de Campo Grande, em bairros como Anache, Tarsila do Amaral, Vida Nova e Vila Margarida. O grupo contou que apenas um dos meninos teria ido até o centro para “acertar as contas” com um aluno do Lúcia Martins, mas três estavam armados.

A PM, ao fazer rondas nas proximidades da escola, viu os envolvidos e desconfiaram, porque um deles tentou fugir. Ao abordá-los e revistá-los, foram encontrados dois socos ingleses e uma faca de cozinha pequena, afiada e sem serra. A faca estava com a garota.

A Polícia Civil vai investigar o caso. Todos os adolescentes têm entre 15 e 17 anos e estudam em escolas diferentes, todas estaduais.

Para a delegada Rozeman Rodrigues de Paula, titular da Deaij, os casos de violência não são exclusivos das escolas públicas. “O registro nas escolas públicas é realmente maior, mas acredito que pela forma que é lidado o conflito na rede pública e na particular”.
Segundo a delegada, a sociedade hoje vive a “cultura do terror”. É ela que impele os pais a buscarem a ajuda policial para solucionar conflitos escolares e sociais. “Penso que as pessoas estão tão assustadas com a violência que acabam trazendo para a delegacia todo tipo de agressão”.

Uma das razões, na opinião da delegada, é o fato de haver, realmente, o medo de que as ameaças de briga ou morte se concretizem. “O filho da gente é ameaçado hoje e ele pode ser mesmo morto. Os pais ficam temerosos do filho se transformar em mais uma estatística e acabam denunciando, como forma de se protegerem”.

Isso é tão comum, conforme a delegada, que, mesmo quando os casos não são graves, a polícia precisa registrar o fato. “Hoje, se meu filho chegar a casa dizendo que está sendo xingado, eu vou à delegacia. Os pais não poupam o registro e a polícia também não se nega, porque, antigamente, ninguém acreditava que podiam ocorrer mortes, mas hoje tudo pode acontecer”, exemplifica.

Ano passado, adolescente foi morta
No dia 11 de setembro de 2013, a adolescente Luana Vieira Gregório, 15 anos, que estudava na Escola Estadual José Ferreira Barbosa, foi esfaqueada por uma colega de sala no horário de saída. Seria mais uma briga, se a jovem Dafni Ingrid de Lima, 18 anos, a “Tuty”, não tivesse a posse de um canivete, usado pela garota de 16 anos que desferiu um golpe no abdômen de Luana. A adolescente morreu por volta das 15 horas, na Santa Casa. O caso virou polêmica em Campo Grande por meses, no ano passado

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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