Cidades

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À espera de explicação

À espera de explicação

Redação

01/03/2010 - 04h29
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Depois do pânico e do caos que p a r c e l a d a população de Campo Grande enfrentou no sábado à noite, ontem foi dia de dimensionar o tamanho dos estragos. Os locais mais atingidos literalmente viraram pontos turísticos, o que serve para confirmar que realmente um fenômeno completamente anormal atingiu parte da cidade, sendo que a grande maioria dos moradores nem mesmo percebeu que algo de anormal ocorrera. Em cercada de 80 minutos foram 88 milímetros. Para efeito de comparação, na maior cheia dos últimos anos, em dezembro de 2005, foram 224 milímetros em cerca de quatro horas e meia, o equivalente a 0,8 milímetro por minuto. No sábado à noite, conforme os dados oficiais disponíveis até ontem, a precipitação por minuto foi 35% superior, 1,1 milímetro a cada sessenta segundos. Então, diante de fenômeno desta magnitude, é até compreensível que houvesse danos ao patrimônio público e em prédios privados. A diferença entre aquela enxurrada e a deste sábado é que desde então foram investidos pelo menos R$ 25 milhões, dinheiro quase todo federal, no combate às cheias. A questão agora é saber se os investimentos foram insuficientes, se foram corretamente aplicados ou se realmente "São Pedro" exagerou na dose. O estrago maior ocorreu nas imediações da Rua Ceará, que desde 27 de dezembro está interditada. E até agora o secretário municipal de Infraestrutura e Obras não deixou claro se aquele desmoronamento tem ou não alguma relação com as obras de drenagem da água pluvial daquela via, já que o aterro começou a ceder justamente no local onde a água desemboca. O curioso, neste caso, é que ela cai no lado superior do aterro, sendo que o que se observa normalmente é que a tubulação é direcionada para o lado oposto, o que impede que a correnteza da água da via se choque com a força da água do rio. E, com toda a certeza, o "cenário de guerra" que surgiu no local tem tudo a ver com aquele desmoronamento inicial, pois, após aquele dia, os tubos perderam capacidade de vazão. Por isso, uma grande represa formou-se no sábado à noite no local. Esta repentinamente rompeu-se e uma forte avalanche desceu pela Avenida Ricardo Brandão, destruindo asfalto, obras de drenagem e invadindo residências e estabelecimentos comerciais às margens do Prosa. É evidente que estragos teriam ocorrido mesmo que a Ceará estivesse intacta. Porém, nada seria comparável ao que se verificou quando o dia amanheceu neste domingo. Por isso, é fundamental que fique claro se a drenagem da Ceará terá ou não de ser refeita. Além disso, agora a prefeitura precisa refazer o projeto de reconstrução do local e analisar com cuidado se é conveniente colocar tubos naquele local. Algo realmente amplo precisa ser feito para que no futuro outras enxurradas não venham a detonar obras que consumiram milhões e milhões dos cofres públicos.

campo grande

Sem justificativa, gasolina subiu 16 centavos após início da guerra no Irã

Preço nas refinarias não sofreu alteração após o ataque dos EUA ao Irã. Se a comparação for com o fim de 2025, a alta no preço médio chega a 27 centavos

14/03/2026 11h45

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

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Embora a Petrobras tenha mantido o preço da gasolina mesmo com o aumento do petróleo no mercado mundial depois dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, no dia 28 de fevereiro, nos postos de Campo Grande os preços aumentaram, em média, 16 centavos nas últimas duas semanas, o que representa aumento de 2,7%. 

Conforme pesquisa divulgada semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana que se encerrou em 28 de fevereiro,  o preço médio da gasolina nos 23 postos pesquisados em Campo Grande estava em R$ 5,89, com  os preços variando entre R$ 5,65 e R$ 6,09. 

Na pesquisa relativa à semana que se encerrou neste sábado (14), o valor médio é de R$ 6,05. No local mais barato, conforme este levantamento, a gasolina estava a R$ 5,89 e no mais caro, R$ 6,19. 

Mas, conforme apuração do Correio do Estado, em praticamente todos os postos os preços estão acima de seis reais. Naqueles em que até quinta-feira era possível abastecer por R$ 5,89 amanheceram neste sábabo cobrando R$ 6,08. Apesar de serem de bandeiras concorrentes, os preços saltaram em torno de 40 centavos nas últimas duas semanas de maneira uniforme. 

Este mesmo levantamento também aponta que nas duas últimas semanas ocorreu aumento da ordem de 14 centavos no preço médio da gasolina nos 49 postos que incluem cidades do interior.

Em 28 de fevereiro o preço médio era de R$ 6,06. Na pesquisa encerrada neste sábado, o valor médio estava em R$ 6,18.  A variação é de R$ 5,89 a R$ 6,94. Na prática, porém, na maior parte das cidades os preços já estavam acima dos sete reais neste sábado.

SEM JUSTIFICATIVA

O reajuste sem justificativa de agora não chega a ser novidade e nem é um caso isolado. No começo do ano o governo estadual elevou em 10 centavos por litro o valor do ICMS. Dias depois, porém, em 27 de janeiro, a Petrobras reduziu em 14 centavos o valor da gasolina nas refinarias. A pevisão era de que a redução nos postos fosse da ordem de 10 centavos por litro.

Ou seja, os dez centavos de aumento no começo do mês deveriam ter sido anulados em a redução concedida nas refinarias semanas depois. 

Na prática, contudo, no final da primeira semana de fevereiro os preços médios em Campo Grande estavam 12 centavos acima daquilo que era praticado no final de dezembro, conforme as pesquisas semanais da ANP. 

Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro do ano passado, antes da alta do imposto, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,78. Agora, o valor médio é de R$ 6,05. 

Desde então, em tese, não há explicação objetiva para aumento de preço das bombas.  Mesmo assim, desde o fim do ano passo o preço médio aumentou R$ 27 centavos, o que equivale a uma ala de 4,67%. 

 

RACISMO

TJMS condena mulher a pagar R$ 15 mil por racismo contra criança

Em Corumbá, menino de 10 anos foi vítima de ataques racistas direcionados a cor de pele e cabelo, e mãe levou caso à Justiça

14/03/2026 10h30

Foto: Divulgação / TJMS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou uma mulher, não identificada, ao pagamento de R$ 15 mil pelo crime de racismo contra uma criança. Decisão unânime na 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJMS), a mulher tentou reduzir o valor determinado pelo juiz.

Em sessão na última quarta-feira (11), o desembargador Odemilson Roberto Castro Fassa relatou ao colegiado o caso que aconteceu em Corumbá, interior do de Mato Grosso do Sul.

Na ocasião, a envolvida proferiu ofensas racistas à uma criança de apenas 10 anos, direcionando os ataques explicitamente à cor da pele e ao cabelo do menino. A mãe da criança, presente no local e momento do crime, foi quem denunciou e representou o filho judicialmente.

Anteriormente, o caso esteve em primeira instância e o juiz já havia dado a sentença do pagamento de R$ 15 mil por "danos morais decorrentes de ofensas de cunho racial". Porém, a mulher entrou com recurso para reduzir o valor da indenização fixada.

O argumento foi que valor seria desproporcional às circunstâncias do caso e às suas condições econômicas, sob justificativa de hipossuficiência financeira. Ela ainda sustentou que a reparação deveria ter caráter compensatório, sem gerar enriquecimento indevido das vítimas.

O relator do caso destacou que o valor determinado abrange os critérios de proporcionalidade e razoabilidade, considerando as especificidades do caso e gravidade da conduta.

Ele analisou a situação como dentro do necessário para reparar o sofrimento da vítima e desestimular a repetição do crime, com argumentativo de que a criança está em fase de desenvolvimento, o que agrava a conduta e necessidade de resposta adequada perante à Justiça.

Ainda foi ressaltado que profissionais na área de saúde do município, e do Conselho Tutelar apresentaram relatórios psicológicos que apontam os impactos emocionais sofridos pela criança em razão das ofensas e ataques.

Foi concluído a decisão que a ré deveria pagar R$ 15 mil à vítima, sendo R$ 10 mil destinado à criança e R$ 5 mil à mãe do menino, como já havia proferido na primeira vez.

Conforme consta no processo, o caso também resultou em condenação das ofensas na esferal criminal.

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