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Sem justificativa, gasolina subiu 16 centavos após início da guerra no Irã

Preço nas refinarias não sofreu alteração após o ataque dos EUA ao Irã. Se a comparação for com o fim de 2025, a alta no preço médio chega a 27 centavos

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Embora a Petrobras tenha mantido o preço da gasolina mesmo com o aumento do petróleo no mercado mundial depois dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, no dia 28 de fevereiro, nos postos de Campo Grande os preços aumentaram, em média, 16 centavos nas últimas duas semanas, o que representa aumento de 2,7%. 

Conforme pesquisa divulgada semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana que se encerrou em 28 de fevereiro,  o preço médio da gasolina nos 23 postos pesquisados em Campo Grande estava em R$ 5,89, com  os preços variando entre R$ 5,65 e R$ 6,09. 

Na pesquisa relativa à semana que se encerrou neste sábado (14), o valor médio é de R$ 6,05. No local mais barato, conforme este levantamento, a gasolina estava a R$ 5,89 e no mais caro, R$ 6,19. 

Mas, conforme apuração do Correio do Estado, em praticamente todos os postos os preços estão acima de seis reais. Naqueles em que até quinta-feira era possível abastecer por R$ 5,89 amanheceram neste sábabo cobrando R$ 6,08. Apesar de serem de bandeiras concorrentes, os preços saltaram em torno de 40 centavos nas últimas duas semanas de maneira uniforme. 

Este mesmo levantamento também aponta que nas duas últimas semanas ocorreu aumento da ordem de 14 centavos no preço médio da gasolina nos 49 postos que incluem cidades do interior.

Em 28 de fevereiro o preço médio era de R$ 6,06. Na pesquisa encerrada neste sábado, o valor médio estava em R$ 6,18.  A variação é de R$ 5,89 a R$ 6,94. Na prática, porém, na maior parte das cidades os preços já estavam acima dos sete reais neste sábado.

SEM JUSTIFICATIVA

O reajuste sem justificativa de agora não chega a ser novidade e nem é um caso isolado. No começo do ano o governo estadual elevou em 10 centavos por litro o valor do ICMS. Dias depois, porém, em 27 de janeiro, a Petrobras reduziu em 14 centavos o valor da gasolina nas refinarias. A pevisão era de que a redução nos postos fosse da ordem de 10 centavos por litro.

Ou seja, os dez centavos de aumento no começo do mês deveriam ter sido anulados em a redução concedida nas refinarias semanas depois. 

Na prática, contudo, no final da primeira semana de fevereiro os preços médios em Campo Grande estavam 12 centavos acima daquilo que era praticado no final de dezembro, conforme as pesquisas semanais da ANP. 

Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro do ano passado, antes da alta do imposto, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,78. Agora, o valor médio é de R$ 6,05. 

Desde então, em tese, não há explicação objetiva para aumento de preço das bombas.  Mesmo assim, desde o fim do ano passo o preço médio aumentou R$ 27 centavos, o que equivale a uma ala de 4,67%. 

 

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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