Cidades

PROVAS EM NOVEMBRO

Veja dicas para tirar nota mil na redação do Enem

Provas serão aplicadas nos dias 5 e 12 de novembro e conteúdo extenso exige preparação

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As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão realizadas nos dias 5 e 12 de novembro neste ano. Faltando menos de dois meses para as provas, muitos candidatos já estão se preparando para conseguir uma boa nota.

Neste ano, são mais de 3,9 milhões de inscritos em todo o Brasil, sendo 47.457 em Mato Grosso do Sul, conforme dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Com a ampla concorrência, conteúdo extenso e complexo, o Enem que exige preparação com antecedência e dedicação no estudo, especialmente para a redação, que não pode ser zerada e ajuda na boa perfomance da nota final. A redação será no primeiro domingo de provas, 5 de novembro.

As provas são ainda mais importantes porque muitos estudantes usam como forma de ingresso no ensino superior ou para conseguir bolsas de estudo. Como para isto existem notas de corte, é necessário ter um bom desempenho no exame.

O coordenador de Língua Portuguesa e de Produção Textual e professor do Elite Rede de Ensino, Vítor Campos, deu uma série de dicas para quem deseja elaborar uma boa redação

Confira dicas para tirar nota 1000 na redação do Enem:

Análise de redações

Como falta um pouco mais de um mês e meio, a dedicação precisa ser intensa. Por essa razão, a dica mais importante é analisar redações que receberam nota 1000 nos últimos anos, de preferência nos últimos quatro anos por ter sido a mesma banca organizadora do exame.

Traçar o perfil dos textos, como os caminhos para a abordagem completa do tema, os tipos de repertórios socioculturais mais usados, as estratégias argumentativas comuns entre elas, auxilia a criar um padrão textual próprio, a partir do que os avaliadores consideram como modelo ideal.

Compreensão da grade de correção

É muito importante conhecer os critérios de correção da redação. Isso não só auxilia a evitar erros e desvios, como também ajuda a compreender o que a banca espera do participante na elaboração de um texto dissertativo-argumentativo.

Treinamento de técnicas de leitura e de interpretação de textos

As Competências II e IIII da Matriz de Correção da prova de Redação do Enem exigem dos participantes, entre outros domínios, compreender a proposta, além de selecionar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Para isso, é imprescindível que o participante aumente sua carga de leitura, sobretudo em se tratando de textos do campo jornalístico. Isso não só vai deixá-lo mais informado sobre fatos da atualidade possíveis de serem cobrados de maneira geral no Enem, como também vai aumentar sua visão crítica de mundo, posicionamento este observado nas redações nota 1000.

Aprimorar o repertório sociocultural

Ainda sobre a Competência II, o participante precisa apresentar na sua composição pelo menos um repertório sociocultural pertinente, legitimado e produtivo. Uma dica importante aos participantes é montar uma lista com dez possíveis temas para este ano.

Em seguida, pesquisar três a cinco repertórios de diferentes áreas de conhecimento que se relacionem aos temas.

Por exemplo: Se o tema da prova for “Universalização do acesso à água potável no Brasil”, caberia trabalhar como repertório pertinente e legitimado a Declaração Universal dos Direitos da Água, documento redigido pela ONU, em 1992. Caso a proposta seja sobre “saneamento básico”, o mesmo poderia ser utilizado, já que os temas são afins;

Treinar redações

Nesses meses que antecedem a prova, também fará toda a diferença a prática de redações, principalmente sobre possíveis temas na prova deste ano.

Uma produção por semana, para aqueles que estão estudando desde o início do ano, talvez seja o bastante.

Revisão e reescritura de redações

Após toda redação produzida nesta reta final, é muito importante reler a escrita para se certificar de que todas as exigências da matriz de correção foram atendidas.

Isso deve funcionar como um checklist. Se o texto estiver no padrão nota 1000, excelente! Treine um próximo tema! Porém, se ainda não estiver, a redação deve ser reescrita, caso as falhas ou os desvios comprometam significativamente a nota.

Produções com notas abaixo de 900 devem ser refeitas. A prática de escrever, analisar e reescrever levará o participante à tão desejada nota 1000.

Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica.

Ao longo de mais de duas décadas de existência, tornou-se uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e de iniciativas como o Prouni (Programa Universidade para Todos).

Saúde Pública

Hospital Regional de MS avança para ampliação de R$ 966 milhões e 577 leitos

Empresa responsável pela Parceria Público-Privada solicitou autorização prévia à Planurb para empreendimento no complexo hospitalar; projeto prevê R$ 966 milhões em modernização e expansão para 577 leitos

24/08/2026 15h58

Fachada do Hospital Regional de MS, em Campo Grande, que passará por ampliação e modernização.

Fachada do Hospital Regional de MS, em Campo Grande, que passará por ampliação e modernização. Foto: Divulgação.

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A ampliação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, avançou mais uma etapa administrativa com o início do processo de licenciamento ambiental. A Inova Saúde MS S.A., empresa responsável pela parceria público-privada da unidade, solicitou à Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) a emissão de licença prévia para o complexo hospitalar.

O pedido foi publicado nesta segunda-feira (24) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) e abrange atividades hospitalares em uma estrutura com área superior a 10 mil metros quadrados, localizada na Avenida Engenheiro Lutero Lopes, nº 36, no Aero Rancho, mesmo endereço onde funciona o Hospital Regional.

A publicação, porém, não detalha quais blocos ou intervenções estão incluídos nesta etapa do licenciamento.

A solicitação representa um movimento concreto dentro do projeto de modernização do maior hospital público de Mato Grosso do Sul, mas ainda não autoriza o início das obras.

A licença prévia corresponde à fase inicial do processo ambiental e serve para avaliar a localização, a concepção e a viabilidade do empreendimento, além de estabelecer exigências que deverão ser cumpridas nas etapas seguintes.

Somente depois da análise e eventual concessão dessa autorização o projeto poderá avançar para as licenças necessárias à instalação das novas estruturas.

Dessa forma, a publicação indica que a empresa começou a encaminhar as obrigações ambientais relacionadas ao empreendimento, mas não significa que as intervenções físicas estejam liberadas.

Projeto prevê quase R$ 1 bilhão em obras

A Inova Saúde MS é uma subsidiária da Construcap, vencedora da licitação para assumir os serviços não assistenciais do Hospital Regional por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). O contrato foi formalizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul em maio deste ano e terá duração de 30 anos.

Segundo o Governo do Estado, estão previstos R$ 966 milhões em investimentos destinados à ampliação, reforma e renovação tecnológica do hospital.

Outros R$ 7,3 bilhões deverão ser empregados, ao longo das três décadas de concessão, na operação, hotelaria hospitalar e manutenção dos serviços não assistenciais.

A proposta prevê ampliar em aproximadamente 60% a capacidade do Hospital Regional, que deverá passar a contar com 577 leitos. A área construída do complexo deve praticamente dobrar, avançando dos atuais 37 mil para cerca de 71 mil metros quadrados.

O planejamento inclui a construção de dois novos blocos antes do início da reforma das estruturas existentes. A estratégia foi definida para permitir que os atendimentos continuem durante as obras, sem a paralisação das atividades hospitalares.

Depois da conclusão das novas edificações, os serviços deverão ser transferidos gradualmente para esses espaços. Somente então os blocos antigos passarão pelo processo de reforma e modernização, também chamado de retrofit.

A previsão apresentada pelo Estado estabelece dois anos para a construção dos novos blocos e outros dois para a reforma completa das instalações existentes.

O cronograma, entretanto, depende do cumprimento das etapas técnicas, contratuais e ambientais necessárias para a execução do projeto.

Novos centros e mais atendimentos

Entre as mudanças previstas estão a reestruturação do pronto-socorro, a renovação do centro cirúrgico, a ampliação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e o fortalecimento da maternidade de alto risco.

O projeto também contempla a implantação de dois novos centros especializados: um voltado à cardiologia e outro à oncologia. A expectativa é ampliar tanto a capacidade de internação quanto o número de procedimentos realizados pela unidade.

Com a modernização, o hospital deverá elevar de aproximadamente 30 mil para 42 mil o número de atendimentos anuais. A quantidade mensal de internações poderá quase dobrar, passando de cerca de 1,4 mil para 2,7 mil pacientes.

Além das obras, estão previstas a renovação do parque tecnológico, a automatização da farmácia, a implantação de sistemas de transporte pneumático e a modernização dos equipamentos utilizados nos atendimentos e diagnósticos.

Apesar da entrada da iniciativa privada na administração de parte da estrutura, o Hospital Regional continuará sendo público e atendendo exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A assistência médica, de enfermagem e dos demais profissionais de saúde permanecerá sob responsabilidade do Governo do Estado.

A Inova Saúde ficará encarregada principalmente dos serviços não assistenciais, como limpeza, segurança, recepção, alimentação, lavanderia, manutenção predial, tecnologia, engenharia clínica e logística hospitalar.

O pedido de licença ambiental abre agora uma nova frente no cronograma da PPP. A análise da Planurb deverá verificar a viabilidade ambiental das intervenções e definir as condições que precisarão ser cumpridas antes que a empresa possa avançar para a instalação das novas estruturas.

descoberta inédita

ONG registra primeiros casos de melanismo em cervos-do-pantanal

O melanismo é uma mutação genética que gera excesso de melanina e confere pelagem escura ao animal

24/08/2026 15h33

Cervo-do-pantanal com melanismo foi avistado no Pantanal de MS e no Cerrado em Minas

Cervo-do-pantanal com melanismo foi avistado no Pantanal de MS e no Cerrado em Minas Foto: Divulgação / Onçafari

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Pesquisadores da Organização Não-Governamental (ONG) Onçafari, em parceria com um pesquisador da Embrapa Pantanal, registrou os primeiros casos de melanismo em cervo-do-pantanal. A descoberta inédita para a espécie foi detalhada em uma nota científica publicada na revista Notas sobre Mamíferos Sudamericanos, ampliando o conhecimento sobre anomalias de pigmentação em cervídeos sul-americanos.

O melanismo, mutação genética que gera excesso de melanina e confere pelagem escura ao animal, foi identificado em dois biomas, sendo no Pantanal sul-mato-grossense, na base de operações do Onçafari, no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, e outro no Cerrado, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Minas Gerais.

Até então, apenas casos de albinismo e leucismo haviam sido documentados em cervos-do-pantanal.

O Pantanal é o bioma que abriga 88% da população brasileira da espécie, com cerca de 40 mil animais.

Segundo a ONG, em mais de 40 anos de pesquisas e levantamentos aéreos da espécie no bioma, nunca havia sido identificado nenhum indivíduo com melanismo, sendo uma fêmea adulta avistada pela equipe do Onçafari o primeiro registro publicado até o momento.

Já no Cerrado, onde o cervo-do-pantanal é ameaçado de extinção, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, 66,7% das observações diretas envolveram indivíduos melânicos, somando ao menos dois machos distintos.

Depois da aceitação da nota científica pela revista, a equipe segue registrando estes indivíduos, inclusive com um registro recente de um macho juvenil com a mesma mutação genética.

"Estes registros no Cerrado servem de alerta para a conservação da espécie no bioma, pois essa mutação pode indicar que a saúde genética da população está em risco. Acreditamos que esses animais estejam bem confinados nos limites do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, já que as áreas externas já estão bem degradadas e têm uma pressão de caça ainda maior. Isto resulta em isolamento populacional e, muito possivelmente, uma maior frequência de indivíduos com melanismo", afirma Edu Fragoso, Coordenador da base do Onçafari no Parque Nacional Grande Sertão Veredas e coautor do estudo.

A alta proporção de indivíduos melânicos em populações reduzidas e fragmentadas do Cerrado pode ser reflexo de deriva genética, isolamento e endogamia, segundo o especialista, que reforça a necessidade de novos estudos para entender padrões e impactos para direcionar as estratégias de conservação da espécie.

Outros estudos recentes, ainda iniciais, apontam alguns efeitos negativos da alta pigmentação das espécies, como menores taxas de sobrevivência e reprodução, maiores chances de predação por grandes carnívoros, como as onças-pintadas, maior vulnerabilidade a doenças e dificuldades de termorregulação.

O achado reforça a relevância do monitoramento contínuo em longo prazo para identificar transformações ecológicas e genéticas nas populações animais ameaçadas.

 

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