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A trajetória e o futuro da banda larga móvel

A trajetória e o futuro da banda larga móvel

RAFAEL STEINHAUSER

02/02/2010 - 23h17
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Aparentemente, a banda larga móvel surgiu do nada, mas de repente, de modo inquestionável, o acesso à internet por meio de redes móveis de alta velocidade mudou de patamar em 2008 – direcionado anteriormente ao mercado de negócios de grandes empresas, hoje está disponível para as massas. Isso impulsionou a difusão de assinaturas em banda larga móvel para cerca de 200 milhões em 2008, podendo chegar a 1,5 bilhão em 2013. Mas o que provocou todo esse sucesso da banda larga móvel e por que ela está destinada a crescer em taxas tão impressionantes? Talvez o fato possa ser mais bem ilustrado se analisarmos o WAP, a primeira tentativa das operadoras de oferecer internet via celulares. No início do século, o WAP foi lançado como o top das tecnologias. Contudo, embora o WAP esteja gerando receitas e seja lucrativo (pelo menos, em algumas regiões), ele nunca chegou a satisfazer as expectativas geradas pelas projeções. Houve quatro grandes barreiras que ficaram no caminho de seu sucesso comercial: limitações dos dispositivos em termos de tamanho de tela e capacidade de processamento; restrições de conteúdo que prendem os clientes nos portais das operadoras de celular; acesso lento à internet; e preços confusos, por Megabyte. Deste então, ocorreram duas importantes transformações que mudaram o mercado. Primeiro, progressos tecnológicos nos proporcionaram alta velocidade, redes 3G+ e dispositivos sem limitações em termos de tamanho de tela e capacidade de processamento. Segundo, as operadoras de internet móvel passaram a oferecer navegação gratuita e pacotes de preços de utilização de taxa fixa. O alinhamento desses fatores foi essencial para a difusão da banda larga móvel. A questão que fica agora é: a banda larga móvel chegou para ficar? Segundo o MAVAM - Monitor Acision de VAS Móvel (Acision Monitor of Mobile VAS), que trimestralmente monitora, revisa e analisa as principais tendências do mercado brasileiro de Serviços de Valor Agregado (VAS) móveis, no Brasil, apenas 9% dos consumidores usam a Internet móvel, indicando uma oportunidade de receitas para as operadoras de serviços móveis que implementarem serviços de banda larga móvel diferenciados, com diferentes parâmetros de cobrança. Observa-se que as tendências globais mostram um aumento no uso da Internet móvel, com o aperfeiçoamento da tecnologia 3G e da melhor experiência do usuário em relação ao seu aparelho de celular. Isso permitirá que amplos segmentos da população nacional – que normalmente não têm acesso à banda larga em linhas fixas – sejam incluídos na revolução digital. Isso quer dizer que a banda larga chegou para ficar, porém algumas coisas precisam ser mudadas. O resumo disso tudo é que a banda larga móvel progrediu muito em pouco tempo. A difusão é, no mínimo, impressionante, e o crescimento das receitas parece sólido como uma rocha. Em um número cada vez maior de mercados, ela até tem se desenvolvido como um substituto maduro à banda larga fixa. Então, os planos de precificação com tolerância de uso por taxas fixas cumpriram sua missão. Mas as consequências dessa estratégia só estão se revelando agora, e as operadoras de internet móvel perceberam, para sua tristeza, que este modelo não vai permanecer sustentável. Ele não fornece as ferramentas para impedir congestionamento de rede e garantir qualidade de serviço durante horários de pico. E os modelos rígidos de precificação proíbem que as operadores gerem receitas adicionais. Se não houver alguma mudança, as operadoras de internet móvel correm o risco de se tornarem vítimas de seu próprio sucesso. Está claro que as operadoras não podem simplesmente continuar a percorrer o caminho que escolheram. Elas têm de abordar o maior dos desafios: como criar um business case lucrativo e continuar competitivas? Quais provedores de conteúdo estão transferindo enormes volumes de dados sem compensação pelo uso da rede? Então, como posso controlar os custos e, ao mesmo tempo, gerenciar a qualidade do serviço e aumentar a receita média por usuário, o ARPU? Uma saída para maximizar os lucros é observar o potencial de fluxos de receita adicionais. As operadoras têm a oportunidade de desenvolver um leque de serviços de valor agregado capaz de monetizar seus recursos exclusivos de mobilidade, combinando-os com recursos de rede e aplicativos. Estes serviços podem, claro, ser usados para diferenciação competitiva ao serem colocados gratuitamente à disposição dos usuários. As operadoras de telefonia móvel têm de abandonar os modelos estáticos de precificação e criar ofertas de pacotes direcionados para segmentos específicos de usuários, aplicativos, localizações ou tempo de uso. Elas precisam observar os lucros por megabyte para continuar obtendo sucesso com a banda larga móvel. Essa será a chave para o futuro dessa tecnologia.

LOTERIA

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio acumulado em R$ 53 milhões

Sorteio será realizado, a partir das 20h, horário de Brasília

20/07/2024 14h00

Foto: Arquivo

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As seis dezenas do concurso 2.751 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio está estimado em R$ 53 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

*Com informações da Agência Brasil

INFLUENZA

Dois óbitos por gripe são confirmados nesta semana em MS

Boletim epidemiológico atualizado informa que a uma das vítimas é um idoso de Três Lagoas e a outra não identificada; no ano, o estado acumula 67 óbitos

20/07/2024 13h45

Mato Grosso do Sul chega aos 67 mortos por gripe em 2024

Mato Grosso do Sul chega aos 67 mortos por gripe em 2024 Bruno Rezende / Portal MS

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Boletim epidemiológico atualizado nesta sexta-feira (19) divulgou que mais dois óbitos foram confirmados em Mato Grosso do Sul por Influenza. Em 2024, o estado já acumula 67 mortes por gripe.

Segundo o informativo, apenas uma das mortes foi identificada, sendo ela um idoso de 87 anos em Três Lagoas, vítima de H3N2, tendo comorbidades como doença cardiovascular crônica, imunodeficiência / imunodepressão. Das 67 mortes gerais pela doença no estado, 13 foram por H1N1, 46 por H3N2 e 8 não foram subtipados. 

As maiores vítimas seguem sendo do sexo feminino, responsáveis por 56,7% dos óbitos, ou seja, 38, enquanto 29 do sexo masculino morreram pela doença, cerca de 43,3%. Acerca da faixa etária, a população com mais de 80 anos representa 36,4% (24) das mortes, a maior entre as idades, seguido por 70 a 79 anos, com 12 mortes, e 60 a 69 anos, com 11.

Os casos confirmados e notificados não registraram nem aumento e nem queda, em comparação ao último boletim epidemiológico. Ou seja, os casos estão estagnados em 559 confirmados (127 H1N1, 336 H3N2 e 98 não subtipado), além de 4.570 notificações. Dentre as cidades com a maior incidência de hospitalizados pela doença estão Campo Grande (com 262 confirmações), Dourados (com 39) e Ponta Porã (com 32).

Além disso, as crianças de 1 a 9 anos são as mais afetadas, representando 20,6% das internações, ou seja, 115 dos 559 hospitalizados. São seguidos de perto pelos idosos com mais de 80 anos (15,9% - 89 hospitalizados) e aqueles de 60 a 69 anos (13,2% - 74 hospitalizados). O sexo feminino também é o mais atingido, com 54,6% das internações.

Sobre a imunização, as cidades entre os destaques positivos são Vicentina, com 74% da cobertura vacinal, Novo Horizonte do Sul, com 69,6%, e Jateí, com 67,6%. Do outro lado, Japorã, com 26,1%, Corguinho, com 24,4%, e Aral Moreira, com apenas 21%, são os destaques negativos na cobertura vacinal.

“A vacinação contra a influenza é uma das medidas de prevenção mais eficazes para proteger contra essa doença e, principalmente, contra a evolução para complicações e óbitos. A vacinação também contribui para a redução da circulação viral na população, protegendo especialmente os indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco”, diz o boletim divulgado pela Ses.

Alta na mortalidade infantil pela doença

A mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças pequenas ainda está alta devido à grande circulação do vírus sincicial respiratório (VSR). A análise é do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado no dia 11 de maio.

O documento destaca que a mortalidade da SRAG nas últimas oito semanas foi semelhante na faixa infantil de zero a dois anos e em idosos. No entanto, na população idosa, se destacam as mortes por SRAG associadas ao vírus da gripe, à influenza A e à covid-19. 

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