Cidades

FALTA DE ASSISTÊNCIA

Abrigo para 150 pessoas que moram na rua têm banheiro imundo e banho gelado

Relatório do MPMS aponta falta de chuveiro, sanitários inutilizáveis e água contaminada na lavanderia do Centro Pop

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Em meio a uma nova onda de frio em Campo Grande, que teve temperatura mínima de 13,1°C nessa segunda-feira (27), de acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec), pessoas que vivem em situação de rua são expostas a local que se encontra em “situação calamitosa e insustentável”, segundo Relatório de Vistoria Técnica, realizado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

No dia 20 de maio deste ano, o órgão estadual esteve no Centro de Referência Especializada para a População em Situação de Rua (Centro Pop), e constatou uma série de deficiências estruturais no local, que recebe cidadãos que vivem em situação de rua. 

No documento, foi constatado que o espaço físico do Centro Pop está no “ápice da ofensa à dignidade dos cidadãos”, já que no local há apenas dois banheiros, sendo um masculino e um feminino, que são utilizados por cerca de 120 pessoas diariamente, “estando o banheiro masculino em estado de calamidade (por falta de manutenção estrutural e limpeza) ocasionando a humilhante situação dos frequentadores do local verem-se obrigados a defecar no chão por falta de uma alternativa ofertada pelo Poder Público”. 

“Além disso, o banheiro feminino também está em precária situação de conservação e higiene, além de falta de manutenção estrutural nos sanitários e chuveiros”, expõe o relatório, sobre as condições do Centro Pop. 

O local também não dispõe de móveis dignos na recepção e no pátio frequentado pelas pessoas que procuram abrigo no local.

O relatório acrescenta que a lavanderia está alagada, com “águas sujas e pútridas, por falta de drenagem adequada, o que viola inclusive as normas sanitárias exigidas pelo requerido de todos os munícipes, valendo ressaltar até mesmo o risco de proliferação de vetores, tal como o agente transmissor da dengue”. 

O MPMS também expôs que, devido à falta de acessibilidade às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzidas, uma usuária do serviço da unidade, uma idosa de 70 anos, cadeirante, precisou de assistência para entrar na sala de atendimento e teve de ser carregada até o local, pois não há rampas de acesso. 

HISTÓRICO 

Todas essas observações foram feitas há seis anos, quando o Ministério Público realizou uma vistoria no Centro Pop e constatou que não havia condições de atendimento adequado à população no local, já que não tinha equipamentos de acessibilidade, como rampas; falta de banheiros para atender a quantidade de público que frequentava o local; ausência de lavanderia para uso administrativo; entre outros problemas. 

Em fevereiro de 2015 foi instaurado um inquérito civil pelo MPMS, para investigar o funcionamento do local. Desde fevereiro de 2018, o Centro Pop foi instalado no local que se encontra hoje, e por isso foi realizada uma vistoria técnica em outubro do mesmo ano, quando foi atestada a série de problemas estruturais no local. 

O Ministério Público relata ainda que empreendeu “todos os esforços possíveis visando a solucionar o impasse na esfera administrativa, contudo, o município de Campo Grande, em que pese tenha sempre prometido resolver espontaneamente o problema, deixou de cumprir o prometido, permitindo a continuidade das deficiências apontadas, sempre alegando que executaria projeto para a construção de uma nova sede para o Centro Pop”. 

Essa foi a resposta enviada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), em nota a respeito do assunto, de que está “viabilizando a construção de uma nova unidade do Centro Pop no Jardim Veraneio, próximo a Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (UAIFA I), antigo Cetremi”. 

A SAS ainda acrescentou em nota que a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), “realizou uma atualização do croqui do projeto com detalhamento para a construção, adequando o mesmo a nova área designada” e ressalta ainda que desde o ano passado também está à procura de um imóvel para a locação mais amplo, para atender a população em situação de rua.

SAIBA

O MPMS aponta que de 2023 a 2024, a demanda de atendimentos diários no Centro Pop passou de 75 para uma média de 120 pessoas acolhidas, “ao passo que o imóvel segue na mesma precariedade estrutural”. 

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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