Cidades

PREVISÃO DO TEMPO

Abril começa trazendo as últimas chuvas da estação úmida em MS

Apesar das chuvas em todas as regiões no período da tarde, mês que começa nesta segunda-feira (1º) abre as portas para um trimestre mais seco e quente no Estado

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Transição entre os meses mais chuvosos e secos do ano, abril começa nesta segunda-feira (1º) como um típico mês de outono sul-mato-grossense, com altas temperaturas, apesar da umidade também elevada e, inclusive, possibilidades de chuva para esse início de semana. 

Entretanto, tudo aponta que essa tendência de maior umidade e presença de precipitações não deve se manter durante todo o mês, muito menos pelo trimestre que se aproxima, com o prognóstico de outono já adiantando que as chuvas devem ficar abaixo da média histórica em boa parte de Mato Grosso do Sul.

Como bem sinaliza tendência meteorológica analisada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), os acumulados de chuva no início de abril devem variam entre 30-70mm, isso em toda a faixa que compreende do sul ao nordeste de Mato Grosso do Sul. 

Já nesta segunda-feira (1º) o campo-grandense deve observar as últimas pancadas de chuva da estação mais úmida, que trazem junto a queda nas temperaturas, com as mínimas caindo de 23 para 22 °C e manutenção das máximas na casa de 31 graus célsius. 

Cabe apontar que essas pancadas de chuva na Capital podem se intensificar durante o período da noite, segundo previsão do Inmet e manter a possibilidade de precipitações até a terça-feira (02). 

Ponta Porã e o Sul do Estado observam essa mesma umidade elevada da Capital, com pancadas de chuva a partir do período da tarde, que se mantém, acompanhada de trovoadas, apesar da elevação da temperatura mínima (23 °C) e queda das máximas (34 °C). 

Já no extremo norte de Mato Grosso do Sul, Coxim vê uma segunda-feira (1º) mais estável, com pancadas isoladas de chuva somente no período noturno e os termômetros oscilando entre 24 °C e 33°C. 

Com a mesma tendência, Paranaíba e o leste de Mato Grosso do Sul tem chuva prevista só para o período noturno nesta segunda (1º), com temperatura mínima de 22 °C e uma leve elevação nas máximas, que atingem a casa de 33 °C.

Por fim, a "Cidade Branca" de Corumbá, que fica ao noroeste de Mato Grosso do Sul, não se livra do calor extremo, já que - mesmo com a umidade máxima na casa de 100% e pancadas de chuva a partir do período da tarde - os termômetros devem bater máxima de 38 °C nesta segunda-feira (1º).

Trimestre ainda seco

A região centro-norte de Mato Grosso do Sul (assim como o Sul e sudeste do País) é uma das poucas onde o começo de abril prevê volumes de chuva próximos ou acima da média, o que contribui para o manejo e desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safras. 

Porém, o sul do Estado (semelhante à parte do centro-sul do Rio Grande do Sul), deve enfrentar uma falta de chuva nas lavouras, já que, segundo previsão do Inmet, a precipitação deve ficar ligeiramente abaixo da média, o que afeta o desenvolvimento dos cultivos que estiverem naqueles estágios de maior necessidade de água.

Vale lembrar que, com essas características, o outono em MS serve de "tapete vermelho" para a chegada do inverno sul-mato-grossense, que pela climatologia é caracteristicamente mais seco e deve se aliar ao verão que teve índices de chuva bem abaixo da média esperada. 

Meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), Vinicius Sperling destaca que, historicamente pela climatologia, o inverno sul-mato-grossense é seco por característica e alia-se a um verão com chuvas abaixo da média.

"Quando a gente tem um verão muito seco e vem o período seco que é normal da região, a gente fica com aquela preocupação em relação ao risco dos incêndios florestais", comenta. 

Segundo o prognóstico para o próximo trimestre, Mato Grosso do Sul deve mais uma vez apresentar chuvas abaixo da média histórica esperada até o mês de junho, aliado a temperaturas máximas girando entre 37 e 40 °C, o que sinaliza um trimestre mais quente que o normal. 

Importante lembrar que, há pouco mais de nove meses, o El Niño passou a mostrar suas características, de dias quentes e secos, que se intensificou a partir de novembro do ano passado e se manteve até esse mês de março. 

Em abril o fenômeno começa a perder intensidade e entra em neutralidade de efeitos, para dar lugar à La Niña, que apresenta uma probabilidade de se desenvolver até o mês de agosto deste ano, conforme o portal Climatempo. 

Para Mato Grosso do Sul, o choque entre as massar de ar frio do outono e o domínio do ar quente que paira sobre boa parte do País, pode favorecer o aparecimento de temporais para algumas regiões de Mato Grosso do Sul. 

Além disso, as massas de ar frio devem derrubar os termômetros no Estado, começando com o sudoeste de Mato Grosso do Sul. 

 

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Infraestrutura

Prefeitura fecha pacote de R$ 70 milhões para asfalto em Campo Grande

Seis contratos preveem mais de R$ 70 milhões em obras de pavimentação e drenagem em diferentes bairros da Capital; maior acordo chega a R$ 17,4 milhões e serviços terão prazos de até 360 dias.

21/09/2026 17h32

Pacote de contratos prevê mais de R$ 70 milhões em obras de pavimentação asfáltica e drenagem em diferentes bairros de Campo Grande.

Pacote de contratos prevê mais de R$ 70 milhões em obras de pavimentação asfáltica e drenagem em diferentes bairros de Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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A Prefeitura de Campo Grande formalizou um pacote de R$ 70,1 milhões em seis contratos para obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diferentes bairros da Capital. Os acordos foram publicados nesta segunda-feira (21), em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), e preveem intervenções com prazos de execução que chegam a um ano.

Entre as regiões contempladas estão Jardim Noroeste, Jardim Los Angeles, Porto Galo, Parque Residencial Lisboa, Jardim Santa Emília, Residencial Aquarius I e II, Parque do Sol e Dom Antônio Barbosa.

O maior contrato do pacote chega a R$ 17,3 milhões e foi firmado com a DMP Construções Ltda. para a segunda etapa das obras de pavimentação e drenagem no Jardim Santa Emília e nos residenciais Aquarius I e II.

O prazo previsto para execução é de até 360 dias, contados a partir do recebimento da ordem de serviço pela empresa. 

Além do volume financeiro, outro ponto chama atenção entre os contratos: no Complexo Lageado, que abrange Parque do Sol e Dom Antônio Barbosa, a Prefeitura precisou contratar uma nova empresa para executar o que restou de uma obra cujo contrato anterior foi rescindido. Somente essa contratação representa R$ 14,1 milhões dos R$ 70 milhões anunciados.

Seis contratos ultrapassam R$ 70 milhões

Os contratos foram formalizados pela Prefeitura por intermédio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

No Jardim Santa Emília e nos residenciais Aquarius I e II, um primeiro contrato foi firmado com a Santa Cruz Construções e Terraplanagem Ltda., por R$ 9,6 milhões. A contratação prevê pavimentação asfáltica e drenagem, com prazo de execução de até 360 dias.

A mesma região aparece em outro contrato, desta vez destinado à segunda etapa das intervenções. A DMP Construções foi contratada por R$ 17,4 milhões, também com prazo de até 360 dias para executar os serviços.

No Jardim Noroeste, o contrato foi firmado com a Meta Construtora Ltda. e chega a R$ 14,4 milhões. O documento especifica que a intervenção corresponde ao Lote 2 da contratação e contempla pavimentação e drenagem no chamado Jardim Noroeste - Lote 3. A execução poderá levar até 360 dias.

Para Porto Galo e Parque Residencial Lisboa, a Prefeitura contratou a Souza dos Santos Construtora Ltda. por R$ 8,5 milhões. Nesse caso, o prazo para execução é menor: até 240 dias depois da ordem de serviço.

Já o Jardim Los Angeles receberá obras contratadas por R$ 6 milhões. A responsável será a Meta Construtora, e o prazo previsto é de até 180 dias a partir da ordem para início dos trabalhos.

Somados ao contrato do Complexo Lageado, os seis acordos alcançam aproximadamente R$ 70,1 milhões.

Obra de R$ 14 milhões será retomada após rescisão

Entre os seis contratos, o caso do Complexo Lageado tem uma particularidade. Diferentemente dos demais, ele não representa simplesmente o início de uma nova frente de obras.

A DMP Construções foi contratada por R$ 14,2 milhões para executar o remanescente do Contrato nº 294-A/2024, que havia sido rescindido. As intervenções abrangem pavimentação e drenagem no Parque do Sol e Dom Antônio Barbosa.

A contratação ocorreu de forma direta, por dispensa de licitação, com fundamento nas regras previstas pela Lei Federal nº 14.133/2021 para execução do remanescente de um contrato rescindido.

Segundo a publicação, foi respeitada a ordem de classificação da Concorrência nº 12/2024. A DMP também aceitou as mesmas condições oferecidas pelo vencedor original, inclusive os preços unitários, com as devidas correções. 

O extrato publicado no Diário Oficial, entretanto, não informa o motivo que levou à rescisão do contrato anterior, nem identifica nesse trecho a antiga empresa responsável. Também não detalha quanto da obra já havia sido executado ou pago antes da troca de contratada.

Prazo vai até dezembro no Lageado

A nova empresa terá de correr contra o calendário para concluir os serviços restantes no Complexo Lageado. O contrato estabelece 15 de dezembro de 2026 como prazo para execução do remanescente, seguindo o cronograma originalmente estabelecido para a obra.

A contagem começa com o recebimento da ordem de execução dos serviços pela contratada. 

Os recursos previstos para esse contrato são provenientes do Tesouro municipal e de convênios. A publicação cita ainda o Contrato de Repasse nº 928747/2022/MDR/CEF entre as fontes vinculadas à obra. 

Jardim Santa Emília concentra R$ 27 milhões

Entre as regiões mencionadas nos contratos, Jardim Santa Emília e Residencial Aquarius I e II concentram o maior volume financeiro.

São dois contratos diferentes: um de R$ 9,5 milhões e outro, referente à segunda etapa, de R$ 17,3 milhões. Juntos, chegam a aproximadamente R$ 26,9 milhões.

O primeiro está sob responsabilidade da Santa Cruz Construções e Terraplanagem, enquanto o segundo foi firmado com a DMP Construções. Ambos estabelecem prazo de execução de até 360 dias.  

O Diário Oficial não detalha no extrato quais ruas serão contempladas em cada etapa nem a extensão, em quilômetros, das vias que receberão pavimentação e drenagem.

Essas especificações, segundo os próprios contratos, estão nos respectivos projetos básicos das licitações.

Parte das obras depende de crédito e convênios

As fontes de recursos variam conforme o contrato. Em algumas intervenções, o Diário Oficial aponta recursos do Tesouro municipal, enquanto outras incluem operações de crédito e convênios.

Para o Jardim Noroeste, por exemplo, são mencionados recursos de operação de crédito vinculados à Caixa Econômica Federal/Pró-Transporte e recursos municipais. 

Porto Galo e Parque Residencial Lisboa também têm indicação de recursos de operação de crédito e do Tesouro. No Jardim Los Angeles, a publicação igualmente relaciona recursos de operação de crédito da Caixa/Pró-Transporte e recursos municipais.  

Os contratos integram a edição Extra-II nº 8.475 do Diogrande, publicada nesta segunda-feira, 21 de setembro. 

Apesar da formalização dos mais de R$ 70 milhões, os extratos não estabelecem uma data única para que as máquinas efetivamente entrem nos bairros.

Os prazos de boa parte das intervenções passam a ser contados somente depois que cada empresa receber a respectiva ordem de execução dos serviços.

 

VAQUINHA

Família faz campanha para ajudar menino de 8 anos após 10 cirurgias

Miguel Baltazar convive com complicações intestinais desde o nascimento e arrecada recursos para evitar outra colostomia

21/09/2026 17h15

Miguel Baltazar, de apenas oito anos

Miguel Baltazar, de apenas oito anos Foto: Arquivo Pessoal

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A família de Miguel Baltazar, de apenas 8 anos, natural de Rio Brilhante, iniciou uma campanha para arrecadar recursos e custear uma nova etapa do tratamento do menino, que enfrenta problemas intestinais desde o nascimento.

Desde o último dia 18 deste mês, a família do garoto arrecada dinheiro para o tratamento de uma fístula diagnosticada após a mais recente tentativa de reversão da colostomia. O garoto está internado no Hospital Universitário de Dourados onde passa por uma drenagem nesta segunda-feira (21). 

O objetivo da arrecadação é viabilizar a cauterização da fístula, procedimento buscado para o tratamento da complicação.

A família busca recursos para realizar o procedimento e tentar evitar que Miguel precise voltar a utilizar a bolsa. Ao Correio do Estado, a mãe Larissa Baltazar destacou que o objetivo é conseguir levar o filho ao Hospital das Clínicas de Curitiba.

"Queremos conseguir a tranferência para o Hospital das Clínicas de Curitiba, onde tem mais recursos, até mesmo para fazer as ressonâncias e os procedimentos que ele precisa, tudo isso é demorado e ele precisa fazer o quanto antes por conta das fistulas", disse a mãe.  

Procedimentos

Com apenas três dias de vida, o garoto precisou colocar uma bolsa de colostomia e, desde então, já passou por dez cirurgias.

O procedimento cria uma abertura no abdômen para permitir a saída das fezes, que passam a ser coletadas em uma bolsa presa ao corpo.

No caso de Miguel, o procedimento faz parte de uma longa rotina de tratamentos iniciada ainda nos primeiros dias de vida.

Entre cirurgias, reversões e complicações, a família trava uma batalha para que o pequeno Miguel viva a infância com menos limitações.

O que deveria fazer parte de seu tratamento acabou sendo o início de uma sequência de procedimentos que acompanha praticamente toda a vida do garoto.

A primeira tentativa de retirar a bolsa ocorreu quando Miguel tinha 1 ano e 6 meses. A esperança, porém, durou cerca de um mês, e Miguel precisou refazer a colostomia.

Um ano depois, aos 2 anos e 6 meses, veio uma segunda tentativa. Miguel passou pela reversão novamente e conseguiu permanecer aproximadamente dois meses sem a bolsa. Outra fístula, no entanto, levou à necessidade de uma nova colostomia.

Seis anos depois, Miguel enfrentou mais uma cirurgia de reversão. Desta vez, a expectativa era de finalmente deixar para trás uma rotina que o acompanha desde os primeiros dias de vida, contudo nova fístula foi diagnosticada.

“Eu só queria ter uma vida normal como as outras crianças”, relata Miguel em pedido à família. 

Para Miguel, a possibilidade representa muito mais do que deixar de usar uma bolsa. A colostomia trouxe limitações para atividades comuns da infância e acumulou experiências difíceis ao longo dos últimos oito anos.

Serviço 

Quem quiser contribuir diretamente com o tratamento de Miguel pode fazer uma doação por Pix:
Chave Pix: [email protected]

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