Cidades

Tráfico de drogas

Ação conjunta resulta na apreensão de cocaína avaliada em R$ 26,6 milhões

Trabalho entre PF e PRF localizou 889 quilos da droga

RENAN NUCCI

23/03/2018 - 08h59
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Ação conjunta entre a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) culminou na apreensão de 889 quilos de cocaína na noite de ontem, na BR-262, em Água Clara. A droga, avaliada em R$ 26,6 milhões, era transportada no tanque de um caminhão, graças ao apoio de cães farejadores.  Ao todo, cinco pessoas foram presas, entre elas suposto empresário do ramo de agronegócios que chefiava o esquema em família.

Segundo nota divulgada à imprensa, no posto de fiscalização, na altura do quilômetro 141, a PRF abordou uma caminhonete Toyota Hilux, que vinha sendo acompanhada por uma equipe da PF. O veículo era conduzido por Nelson de Oliveira Leite Falcão, 47 anos, que estava acompanhado de um homem de 35 anos. Ele se identificou como empresário e justificou a viagem alegando que presta serviços a diversas fazendas da região.

Outra equipe da PRF percebeu que um caminhão com placas de Guarulhos (SP) fez manobra brusca e estacionou de forma suspeita em um posto de combustíveis. Abordado, o motorista apresentou documentos com indícios de falsificação, foi descoberto e depois confessou o nome verdadeiro. Durante averiguação, os policiais perceberam que o caminhão estava registrado como propriedade de Nelson, abordado na Hilux.

Questionado, Nelson assumiu a posse do veículo e disse que também prestava serviços para empresa do ramo de celulose. Diante da suspeita de ação criminosa, os agentes acionaram os cães farejadores que não demoraram a descobrir compartimento oculto no tanque de combustíveis, onde havia vários tabletes que pesaram 889 quilos, dentre os quais de cocaína e pasta base. Em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, o quilo da droga chega a valer cerca de R$ 30 mil, motivo pelo qual a carga pode ser avaliada em R$ 26,6 milhões.

Equanto o caminhão e a caminonete eram averiguados, os policiais abordaram outra Hilux, ocupada por irmãos de 26 e 36 anos, adesivada com a marca da empresa de Nelson. Eles tentaram alegar que buscariam maquinários agrícolas para o patrão no Pantanal, mas foi descoberto que eram todos parentes. Nelson é tio do homem que o acompanhava na caminhonete, bem como destes dois irmãos.

Nelson confessou ainda que utilizava a documentação de seu irmão, porque é foragido com mandado de prisão em aberto por quebra do regime semiaberto em Campo Grande, onde cumpria pena por tráfico de drogas. Ele admitiu ainda que sabia da droga no caminhão e que a empresa fora aberta, exclusivamente, com o fim de traficar drogas e realizar lavagem de dinheiro. O destino do entorpecente seria a cidade de São Paulo.

O motorista do caminhão fora contratado para pegar o veículo, já carregado com a droga, em um pátio de um posto de combustível em Aquidauana e levar até a capital paulista, onde receberia pelo transporte. Os cinco homens foram presos em flagrante e encaminhados junto com os veículos e a droga para a Polícia Federal em Três Lagoas.

 

 

Cidades

Anvisa aprova resolução que permite cultivo da cannabis medicinal

Apesar das mudanças, o uso recreativo e o plantio para outras finalidades continua proibido

28/01/2026 19h00

Arquivo

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A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma resolução que permite o cultivo e a comercialização de medicamentos à base de cannabis por empresas, universidades e associações de pacientes.

Essa resolução estabelece requisitos para a comercialização, prescrição, a dispensação, o monitoramento e a fiscalização de produtos de cannabis, e permitirá avanços na pesquisa e na produção de medicamentos com esse princípio ativo.

Apesar das mudanças, o uso recreativo e o plantio para outras finalidades continua proibido.

 

Cidades

Prefeitura de Ponta Porã descumpre edital de licitação e impede concorrência no setor funerário

A prefeitura tem 10 dias para apresentar justificativa técnica e jurídica do monopólio na prestação dos serviços

28/01/2026 16h46

Prefeitura Municipal de Ponta Porã

Prefeitura Municipal de Ponta Porã Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu prazo de 10 dias para que a Prefeitura de Ponta Porã justifique técnica e juridicamente o monopólio na prestação de serviços funerários na cidade.

A investigação aponta que a administração municipal tem impedido a atuação de novas empresas, alegando exclusividade da atual concessionária, uma prática que contraria o próprio edital de licitação e a lei municipal, que preveem a livre concorrência.

A apuração, conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça, teve início após uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF), relatando que a Prefeitura nega sistematicamente alvarás para novas funerárias.

Segundo os autos, o município tem barrado até mesmo empresas que atuam apenas com planos de assistência funerária, atividade que, pela legislação federal, nem exigiria concessão de serviço público. 

O escritório de advocacia do atual prefeito, Eduardo Campos (PSDB), advoga para a empresa que fornece os servicos funerários em Ponta Porã (leia abaixo)

Documentos anexados ao inquérito revelam uma contradição na postura do Executivo. O edital da Concorrência Pública nº 003/2015, assinado pela então presidente da Comissão de Licitação, Neyde Aparecida Ciliax Tavares, estabelece em seu item 6.6 que a concessão poderia ser outorgada "a quantas empresas funerárias forem interessadas".

Da mesma forma, o artigo 32 da Lei Municipal nº 4.000/2013, sancionada pelo ex-prefeito Ludimar Godoy Novais, autoriza expressamente a pluralidade de prestadores.

A denúncia destaca que Ponta Porã, com cerca de 97 mil habitantes, é a quinta maior cidade do estado e possui demanda suficiente para mais de uma empresa. O monopólio "de fato", segundo a denúncia, prejudica a população ao deixá-la refém de preços e condições impostos por um único fornecedor.

Em despacho recente, o Promotor de Justiça William Marra Silva Júnior criticou a resposta inicial da Prefeitura, que se limitou a afirmar a existência da exclusividade sem apresentar qualquer base legal.

O MPMS agora exige que o prefeito Eduardo Campos apresente estudos que comprovem a "inviabilidade técnica ou econômica" para a entrada de concorrentes, conforme exige a Lei Federal de Concessões. Caso não haja justificativa plausível, a Promotoria poderá adotar medidas judiciais por improbidade administrativa.

Advogados 

O escritório de advocacia do prefeito Eduardo Campos defendeu a funerária da família Uemura, empresa alvo de processos e investigada tanto pela Polícia Federal quanto pelo Ministério Público em Ponta Porã.

A Uemura, representada por Eduardo Uemura, 42 anos, sofreu uma ação civil pública em razão de operar cemitério sem licenciamento ambiental em Ponta Porã. A secretaria de Meio Ambiente local informou que nem o órgão municipal ou estadual licenciaram a funerária. 

Na ação, o MPE pediu que a empresa ressarcisse os danos ambientais causados pela funerária. A empresa teria sido até proibida de fazer enterros no local, mas teria desobedecido a ordem. Foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta entre as partes, em 2019.

Até meados de 2024, quando Campos já havia assumido a prefeitura, o escritório ainda defendia os interesses da empresa no processo.

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