Cidades

"vagão da alegria"

Ação judicial tenta impedir que secretária de finanças receba "supersalário"

Na surdina, ela foi incluída na lei que vai garantir renda mensal da ordem de R$ 70 mil a procuradores e auditores fiscais da Sefin

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Ação Popular, com pedido de liminar, protocolada nesta quarta-feira (13) na Segunda Vara de Direitos Difusos e Coletivos de Campo Grande tenta impedir que a secretária de finanças da prefeitura da Capital seja incluída na lista de auditores da Sefin e procuradores que vão receber, a partir de fevereiro do próximo ano, salário de até R$ 70 mil mensais. 

A lei que criou o “supersalário" para cerca de 120 auditores fiscais da secretaria de finanças e em torno de 35 procuradores da prefeitura de Campo Grande foi publicada no diário oficial do município na quarta-feira. 

Na proposta original enviada pelo Executivo à Câmara estava previsto que o pagamento de um bônus sobre o aumento na arrecadação seria pago, além dos auditores concursados, a todos os comissionados da Sefin. 

Porém, segundo o vereador Valdir Gomes, esse “trem da alegria” foi evitado na Câmara e somente os auditores teriam direito ao “supersalário”. Mas o que nem ele nem outros vereadores se atentaram é que não foi exatamente isso que aprovaram.

O parágrafo terceiro do artigo 63 da nova lei, publicada nesta quarta-feira, deixou claro que pelo menus um “vagão” desse “trem da alegria” sobreviveu. “O valor apurado será rateado entre os servidores que atuaram no trimestre do acréscimo apurado, considerando os Auditores Fiscais da Receita Municipal no cumprimento de ações fiscais ou no exercício de funções de confiança, inclusive os Auditores Fiscais ocupantes de cargo em comissão, o Secretário da Pasta e os referidos no § 4º”, diz o texto.

E, ao perceber essa inclusão feita na surdina, o advogado Márcio Almeida resolveu tirar R$ 870,00 do bolso e protocolou na Justiça uma Ação Popular para tentar impedir que a atual ocupante deste cargo, Márcia Helena Hokama, o seu futuro substituto receba o benefício, previsto para ser pago a partir de fevereiro do próximo ano. 

O argumento principal do advogado, que defende vários sindicatos de servidores mas que desta vez ajuizou a ação como pessoa física, é de que a prefeitura da Capital já gasta com a folha de pagamento acima daquilo que recomenda a Lei de Responsabilidade Fiscal e o fato de não ter concedido na a reposição da inflação para a grande maioria dos servidores ao longo de 2023. 

“Não bastasse este lastimável cenário, que se encontra asseverado na publicação do último Relatório de Gestão Fiscal do Município publicado em 26 de setembro de 2023, onde aponta que a despesa de pessoal está acima do limite máximo permitido na LRF, indicando uma despesa de pessoal em 55,14% em relação a receita corrente líquida, quando o teto de gastos com pessoal é de 54%, a prefeita Adriane Lopes resolveu agraciar sua Secretária de Finanças, Márcia Helena Hokama, com o pagamento de um bônus previsto tão somente para funcionários de Carreira do Município”, escreveu o advogado em sua petição. 

Márcio Almeida lembra também que ao mesmo tempo que concedeu o reajuste aos auditores, procuradores e à secretária, a prefeitura criou uma comissão para fazer uma espécie de reforma administrativa para reduzir gastos com custeio e com a folha de pagamento.

Essa comissão, porém, é composta somente por funcionários comissionados e por isso os presidentes de pelo menos seis sindicatos de servidores já protocolaram pedido para que sejam incluídos nos debates sobre esses possíveis cortes de gasto. 

O projeto que alterou a legislação e pode garantir salário de até R$ 70 mil a cerca de 155 servidores foi aprovado por 24 a 2 na Câmara de Vereadores no dia 30 de novembro. Esse rendimento contrasta com os 3.320 servidores da prefeitura que recebem abaixo de um salário mínimo, que hoje está em R$ 1.320. 

De acordo com o vereador Valdir Gomes, estes servidores recebem complemento salarial para que cheguem ao mínimo nacional. Porém, destaca ele, quando se aposentam eles perdem esses complementos e ficam com apenas R$ 800 a R$ 900 de aposentadoria. 


 

solidariedade

Campanha Natal Solidário é lançada com foco em arrecadar brinquedos em Campo Grande

Itens arrecadados serão distribuídos para crianças em situação de vulnerabilidade social em dezembro

23/08/2026 17h00

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos Foto: Pixabay

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), lançou oficialmente a Campanha Natal Solidário, que tem como principal objetivo arrecadar brinquedos novos para crianças de famílias em situação de vulnerabilidade social.

As doações serão destinadas a ações especiais de Natal, que serão realizadas nas sete regiões urbanas e nos dois distritos de Campo Grande, Anhanduí e Rochedinho.

Conforme a prefeitura, a proposta é mobilizar a população para transformar solidariedade em presentes e levar alegria às crianças durante o período natalino.

Podem ser doados brinquedos novos para meninas e meninos nos pontos de coleta espalhados pela cidade.

Entre os pontos de arrecadação estão o Shopping Norte Sul Plaza, na Avenida Presidente Ernesto Geisel, 2.300, e a sede do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), na Avenida Fábio Zahran, 6.000, na Vila Carvalho.

“Doar um brinquedo novo de menina ou menino é levar amor e alegria a quem mais precisa, que é a criança”, destaca a presidente do FAC, Adir Diniz.

O FAC destaca ainda a importância de que as doações sejam de brinquedos novos. A iniciativa busca garantir que cada criança receba um presente em boas condições e tenha a experiência de abrir um brinquedo novo no Natal.

Além de estimular a solidariedade, a campanha busca reforçar a importância do consumo consciente e do cuidado com o meio ambiente. A proposta, conforme o Executivo Municipal, une sustentabilidade e solidariedade ao incentivar atitudes que contribuam para o bem-estar das pessoas e do planeta.

A Campanha Natal Solidário conta com o apoio das secretarias municipais e de parceiros da iniciativa privada, além de estar aberta à participação de toda a população.

Para informações sobre a campanha e orientações para doações, o FAC disponibiliza o telefone (67) 2020-1361.

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24° FEMINICÍDIO

Mulher é morta a facada dentro de casa e MS registra o 24° feminicídio

Crime ocorreu na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade; vítima tinha 38 anos e polícia realiza buscas pelo suspeito e a filha do casal

23/08/2026 15h15

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana Divulgação

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Uma mulher de 38 anos foi morta a facada dentro de casa na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade, em Aquidauana. Identificada como Marta Florentino Godoi, ela teria sido atacada pelo próprio marido, que fugiu após o crime levando a filha menor de idade do casal. 

O caso é investigado como feminicídio. Conforme informações do portal O Pantaneiro, o crime ocorreu por volta das 6h, em uma residência localizada na Travessa Margarita Meza. Marta foi atingida por um golpe de faca e não resistiu aos ferimentos. 

Depois do ataque, o suspeito deixou o imóvel e teria levado a filha do casal. Equipes das forças de segurança foram mobilizadas para tentar localizá-lo e encontrar a criança. Até o momento, as circunstâncias que levaram ao crime não foram esclarecidas.

A Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos no local. A ocorrência é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Aquidauana, sob responsabilidade da delegada Isabelle Sentinelo. A investigação deverá reconstruir os momentos anteriores ao ataque e apurar a motivação. 

Moradores da região relataram que não tinham conhecimento de episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. As informações preliminares também indicam que não havia registros policiais nteriores relacionados a agressões ou desentendimentos entre os dois. 

A ausência de ocorrências anteriores, no entanto, será considerada apenas como um dos elementos da investigação. A Polícia Civil devera ouvir pessoas próximas à vítima, ao suspeito e reunir outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime. 

Feminicídio

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

2026

A morte de Marta ocorre dois dias depois de Mato Grosso do Sul atingir a marca de 23 feminicídios registrados em 2026. O número foi alcançado após um caso ocorrido em Costa Rica, na sexta-feira (21).

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), o Estado contabilizava 23 vítimas de feminicídio neste ano até agosto.

Caso a investigação confirme o enquadramento da morte de Marta como feminicídio e o caso seja incluído nas estatísticas oficiais, Mato Grosso do Sul passará a contabilizar 24 feminicídios em 2026.

As buscas pelo suspeito continuam, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime, além de localizar a filha do casal.

Lista trágica

Confira a lista de mulheres vítimas de feminicídio em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Kelly Laura - 15 de maio
  13. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  14. Maria do Carmo - 28 de junho
  15. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  16. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
  17. Terezinha Nantes - 27 de julho
  18. Ana Carolina Goés - 31 de julho
  19. Adrielle Encarnação - 31 de julho
  20. Rose Batista Cabreira - 2 de agosto
  21. Adriana Barrios - 5 de agosto
  22. Nathalia Rodrigues Nogueira - 06 de agosto
  23. Fátima Alves de Matos - 21 de agosto

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