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ABAIXO-ASSINADO

Ação para acabar com a matança de tubarões

Ação para acabar com a matança de tubarões

BRUNA LUCIANER

11/01/2011 - 08h25
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O número assusta: 70 milhões de tubarões mortos no mundo, todos os anos, para ter suas barbatanas arrancadas e utilizadas como ingrediente para sopa. A estimativa é do Projeto Tubarões do Brasil, do Instituto Ecológico Aqualung, que acaba de lançar um abaixo-assinado contra a pesca ilegal para obtenção exclusiva das nadadeiras dos tubarões, prática conhecida como “finning”.

Através do endereço eletrônico www.peticaopublica.com.br é possível assinar o documento e endossar o coro que pede a aprovação de um Projeto de Lei determinando que todos os tubarões capturados em águas brasileiras deverão ser desembarcados com suas nadadeiras íntegras e no corpo do animal. Além de coibir a prática do finning e facilitar a fiscalização dos órgãos competentes, essa nova legislação possibilitará um controle maior das espécies alvo de pesca e obtenção de nadadeiras e das quantidades de tubarões capturados.

O finning é uma das mais cruéis e perturbadoras perseguições realizadas pelo ser humano. Em todos os oceanos, cerca de 70 milhões de tubarões são mortos todo ano para abastecer o ávido e lucrativo comércio mundial de nadadeiras de tubarão, do qual o Brasil e centenas de outros países participam.

A prática do finning consiste na captura do tubarão, corte das nadadeiras e no lançamento do corpo de volta ao mar. Muitas vezes vivo, mas mortalmente aleijado, o animal afunda para morrer sangrando, comido por outros peixes ou para apodrecer na água. As nadadeiras abastecem o mercado chinês para produção de sopa de barbatana de tubarão, tradicional prato da culinária chinesa considerado afrodisíaco e símbolo de status.

Os impactos

A pesca para obtenção das barbatanas de tubarão é uma ação predatória progressiva, constante e silenciosa. É insustentável e está ameaçando seriamente a sobrevivência das populações de tubarões - 43% das espécies de tubarões do litoral brasileiro já estão ameaçadas de extinção. Se nada for feito, dezenas de espécies, cujas populações declinaram em até 90% nos últimos 20 anos, estarão extintas nas próximas décadas.

Os tubarões exercem um papel crucial na manutenção da saúde e do equilíbrio da vida nos mares. Sem esses guardiões dos oceanos, teremos um ambiente doente e frágil e os decorrentes desequilíbrios nos ecossistemas marinhos serão imprevisíveis e catastróficos.

Finning no Brasil

Um recente estudo realizado na Universidade New Southeastern, na Flórida (EUA), analisou o material genético de 177 tubarões-martelo da costa brasileira, do Caribe, do Golfo do México e dos oceanos Pacífico e Índico e confrontou os dados com o DNA de 62 nadadeiras de tubarões da mesma espécie à venda em Hong Kong - um dos maiores mercados no mundo, onde a barbatana de tubarão pode custar até US$ 700 o quilo. O estudo concluiu que 21% das nadadeiras vinham do Oceano Atlântico Ocidental, área que inclui o Brasil. Ou seja, existem pescadores no Brasil, como há em outros 120 países, participando da pesca ilegal e do tráfico de barbatanas de tubarão.

Legislações contra o finning

Brasil – A Portaria do Ibama nº 121/1998 proíbe a rejeição ao mar das carcaças de tubarões dos quais tenham sido removidas as barbatanas e somente permite o transporte a bordo ou o desembarque de barbatanas em proporção equivalente ao peso das carcaças retidas ou desembarcadas. Para efeito de comprovação dessa proporcionalidade, o peso total das barbatanas não pode exceder a 5% do peso total das carcaças. Nos desembarques, todas as carcaças e barbatanas de tubarões devem ser pesadas. A legislação é boa, mas de difícil emprego, controle e fiscalização.

Estados Unidos – O Congresso americano aprovou em dezembro de 2010 uma nova legislação exigindo que todos os tubarões capturados legalmente em águas norte-americanas devem ser desembarcados com suas nadadeiras íntegras e no corpo do animal.

Hawaii – No início de 2010, o Estado do Hawaii, com o objetivo de banir a sopa de barbatana de tubarão, aprovou uma lei proibindo a posse, venda, comércio e distribuição de barbatanas de tubarão.

Oportunidaded

Inscrições para concurso da Alems com salário de R$8 mil encerram amanhã (2)

No total, são 80 vagas entre cargos para nível médio e superior

01/02/2026 12h30

Inscrições para concurso da ALEMS se encerram amanhã (2)

Inscrições para concurso da ALEMS se encerram amanhã (2) Divulgação/Alems

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As inscrições para o concurso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul vão até esta segunda-feira (2). As inscrições foram abertas no dia 12 de janeiro com 80 vagas e cadastro reserva para cargos de nível médio e superior. 

No total são 35 vagas para os candidatos com ensino médio completo nas áreas para técnico legislativo nas seguintes especialidades: administrativa, audiovisual, fotografia, informática, motorista, operação de áudio, polícia legislativa, refrigeração e climatização, e tradução de libras.

Para os candidatos com ensino superior completo, são 45 vagas para analista legislativo nos cargos de administrador, arquiteto, arquivista, assistente social, biblioteconomista, cerimonialista, contador, enfermeiro, engenheiro civil, engenheiro eletrônico e de telecomunicações, engenheiro mecânico, jornalista,  museólogo, nutricionista, pedagogo psicólogo, publicitário e revisor/redator.

Além desses, ainda há vagas para quem possui especialidade ou está na área: administrativa, controle interno, design gráfico, jurídico (com formação em direito), Rádio e TV, e Tecnologia e Informação.

No edital publicado no mês de dezembro de 2025, o salário base para candidatos do ensino médio é de R$ 1.964,88, com remuneração inicial de 4.912,20. Para quem tentará a vaga do ensino superior, a base salarial é R$ 3.212,26, com remuneração inicial de 8.030,65.

A taxa de inscrição para candidatos que disputarão as vagas de técnico (ensino médio completo) é de R$ 140, e para vagas de analista (superior completo) é de R$ 180. A data limite para pagamento da taxa é no dia 3 de fevereiro, um dia após o encerramento das inscrições. 

Quem pode se inscrever

Além dos requisitos referente a escolaridade, é necessário que aquela ou aquele que deseja se candidatar atenda as seguintes características:

a) ter nacionalidade brasileira ou estar dentro do que estabelece o decreto nº 70.391/72 e nº 70.436/72 e da Constituição Federal, artigo 12, parágrafo 1º;
b) ter idade mínima de 18 (dezoito) anos;
c) estar em dia com as obrigações eleitorais;
d) estar em dia com os deveres do Serviço Militar, para os candidatos do sexo masculino;
e) não registrar antecedentes criminais, achando-se no pleno exercício de seus direitos civis e políticos;
f) Aptidão Física e Mental para o exercício do cargo.

A princípio, as inscrições são de forma remota e vão até às 23h59 do dia 02 de fevereiro de 2026, no horário oficial de Brasília. Segundo o edital, ela poderá ser prorrogada por necessidade de ordem técnica e/ou operacional, a critério da ALMS ou da Fundação responsável.

As inscrições devem ser realizadas pelo site https://www.concursosfcc.com.br/.

 

Irônico

Justiça mantém prisão preventiva de influencer da Capital por quebra de medida protetiva

Daniele Santana foi presa na sexta-feira (30)

01/02/2026 11h00

Coach Irônica vai continuar presa após audiência de custódia

Coach Irônica vai continuar presa após audiência de custódia Reprodução Redes Sociais

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A influenciadora digital Daniele Santana Gomes, a "Coach Irônica", presa na última sexta-feira (30) após descumprir medida protetiva em Campo Grande, passou por audiência de custódia da manhã deste domingo (01). A decisão da Justiça foi de manter a prisão de Daniele por suposto descumprimento de medida protetiva contra a sogra e a cunhada. 

A defesa da influencer alegou que o prazo marcado para a audiência de custódia foi indevida, já que Daniele foi presa no final da tarde de sexta-feira (30) e a audiência só foi marcada para domingo, um prazo maior que 24 horas, como consta na legislação penal. Por essa razão, pediu a soltura imediata da mulher, mas o pedido foi negado. 

De acordo com o advogado de defsa, Oswaldo Meza, o pedido para revogação da prisão de Daniele já foi feito e classificou a situação como "perseguição". 

O pedido de prisão da "coach" foi expedido pela A 4ª Vara da Violência Doméstica e Familiar de Campo Grande, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual. 

Daniele Santana Gomes é investigada no âmbito da Lei Maria da Penha. O mandado de prisão fundamenta-se em descumprimento de decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência.

O processo tramita em segredo de justiça, o que limita o acesso a detalhes sobre as circunstâncias exatas das agressões ou ameaças. No entanto, o documento revela que a defesa da acusada tentou ocultar informações sobre testemunhas, pedido que foi prontamente indeferido pela magistrada responsável pelo caso.

A juíza Tatiana Decarli, ao proferir a decisão, destacou a necessidade da prisão para garantir a efetividade das medidas cautelares e a proteção das vítimas e testemunhas.

"Diante do exposto, DEFIRO o pedido do Ministério Público para a decretação da prisão preventiva de Daniele Santana Gomes... Peças sigilosas à defesa técnica subsistem apenas quando há medidas cautelares pendentes de cumprimento, sendo tais informações cruciais para a efetividade da medida", registrou a magistrada no documento.

A decisão reforça que, embora o sigilo seja levantado após as diligências, o acesso imediato a certos documentos foi vedado para não comprometer a prisão.

A defesa de Daniele Santana Gomes ainda não se manifestou publicamente sobre a prisão.

Polêmica

A influencer Daniele Santana Gomes já esteve envolvida em polêmicas envolvendo perseguição e frases gordofóbicas. 

Um médico denunciou a influencer por afirmar que, em seus conteúdos, Daniele “não se limita a narrar inverdades, mas deliberadamente forja acusações falsas, lançando contra os querelantes insinuações torpes e infundadas, com o claro intuito de destruir sua honra e credibilidade, tanto em âmbito pessoal quanto profissional”. 

Em outro episódio, Daniele divulgou em suas redes sociais um conteúdo, o qual afirma que foi processada por Firmino Cortada, também influenciador. Ele a acusa de perseguição após a ex-professora da Rede Municipal publicar vídeo falando sobre influenciadores que receberam dinheiro para questionar a liquidação do Banco Master. 

Firmino também processou Daniele pelo uso indevido de sua imagem e cobra na Justiça o valor de R$ 15 mil. O caso corre na 10ª Vara Cível de Campo Grande.

Entre os alvos de Daniele estão médicos, clínicas, empresários, jornalistas, advogados, políticos em outros estados do País além de Mato Grosso do Sul. 

Entre os alvos apontados pela investigação estão médicos e clínicas, empresários, jornalistas, advogados, políticos, influenciadores digitais e até igrejas, em diferentes estados do país. Segundo o relatório, a atuação rendeu à investigada o apelido de “pistoleira digital”. 

 Em consulta ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o nome de Daniele Santana Gomes aparece pelo menos 20 vezes em processos que envolvem perseguição, calúnia ou difamação.  

 

*Colaborou João Pedro Flores

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