Cidades

CONSTRUÇÃO

Acesso da BR-267 à ponte da Rota Bioceânica avança 8% em quase 1 ano

Com investimento de R$ 472 milhões, o DNIT prevê que as obras das pontes e viaduto sejam concluídas até 2027

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A construção do acesso à Ponte Internacional da Rota Bioceânica na BR-267 chegou aos 38,1% executados do empreendimento.  O trecho tem 13,1 quilômetros de rodovia, que ligará o município de Porto Murtinho, no Brasil, Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.

No dia 12 de agosto de 2025, quase 11 meses após o início dos trabalhos, a obra tinha sido 30% executada. Desde aquela data até esta sexta-feira (17), quase um ano depois, houve pouco avanço, já que apenas mais 8,1% do empreendimento foram concluídos.     

O investimento é de R$ 472 milhões, dos quais já foram empenhados R$ 220,7 milhões e utilizados R$ 184,7 milhões. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os R$ 36 milhões que ainda restam serão utilizados na conclusão das Obras de Arte Especiais (OAE). A suplementação orçamentária poderá ser realizada conforme a evolução dos serviços.

As obras começaram no dia 20 de setembro de 2024. À época, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, em visita à Campo Grande, afirmou que as obras seriam concluídas em até 24 meses, ou seja, até setembro de 2026. Nesta sexta-feira, em resposta a reportagem do Correio do Estado, o DNIT disse que a "previsão inicial de conclusão da obra" é até 2027.

Fases das obras

De acordo com o DNIT, entre as ações executadas estão: canteiro de obras, instalações industriais (central de concretagem e pátio de concretagem e protensão de vigas), limpeza da faixa de domínio do traçado (13,63 km), implantação de cercas de limite da faixa de domínio e implantação de cercas condutoras de fauna.

Até o momento, a autarquia informa que foram executados 10,1 km de serviços de terraplenagem e de movimentação de terra no segmento.

As Obras de Arte Correntes (OACs), referentes aos bueiros, galerias e passagens de fauna, estão 97% concluídas.

O empreendimento conta com a implantação de sete OAEs, sendo seis pontes e um viaduto, que se encontram com o seguinte percentual de execução:

  • OAE 01 (viaduto na BR-267) - em execução a infraestrutura (estacas e blocos) e fabricação de vigas longarinas e pré-lajes;
  • OAE 02 (ponte sobre o Rio Amonguijá) - estrutura concluída;
  • OAE 03 (ponte de vazante) - em execução a infraestrutura (estacas e blocos) e fabricação de vigas longarinas e pré-lajes;
  • OAE 04 (ponte de vazante) - em execução a infraestrutura (estacas e blocos), mesoestrutura (pilares e travessas) e fabricação de vigas longarinas e pré-lajes;
  • OAE 05 (ponte de vazante - 700m) - em execução a infraestrutura (estacas e blocos), mesoestrutura (pilares e travessas); fabricação e instalação de vigas longarinas e pré-lajes;
  • OAE 06 (ponte de vazante) - infraestrutura (estacas e blocos) e mesoestrutura (pilares e travessas) concluídas.  Em execução a instalação de vigas longarinas e pré-lajes e concretagem da laje;
  • * OAE 07 (ponte de vazante) - estrutura concluída.

Conexão Brasil-Paraguai

Na última quarta-feira (15), após mais de quatro anos de início das obras, Brasil e Paraguai se uniram através da ponte da Rota Biocêanica. O encontro das aduelas, como é chamada a junção entre os dois lados da estrutura sobre o Rio Paraguai, ocorreu com a colocação da última peça de concreto que fechou o vão entre as duas extremidades.

Para simbolizar a ligação física, houve uma cerimônia com o gesto que ficou conhecido como “o beijo da integração”: um abraço seguido de um beijo entre representantes dos dois lados da fronteira, simbolizando amizade, respeito e o compromisso com um futuro construído em conjunto.

A Ponte Bioceânica integra a chamada Rota Bioceânica, que conectará o Brasil aos portos do norte do Chile, atravessando Paraguai e Argentina, levando a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.

Com 1.294 metros de comprimento e um vão central elevado para navegação segura, a ponte será um ativo logístico estratégico do Corredor Bioceânico, conectando a Rodovia PY15 à malha rodoviária regional.

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"consorte"

Operação prende advogada e PM que estavam a serviço do PCC

O casal utilizava suas prerrogativas funcionais para fazer uma espécie de "ponte" entre criminosos presos e aqueles que estão nas ruas

29/10/2026 11h25

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande arquivo

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Uma advogada e um policial militar foram presos nesta quinta-feira (29) durante uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), contra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

Batizada de "Consorte" a operaçãoé, na prática, a terceira fase da "Operação Courrier”, e teve como objetivo cumprir  dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Dourados.

O PM e a advogada, que não tiveram os nomes divulgados, são suspeitos de estarem a serviço do PCC e de atuaram como uma espécie de "pombo-correio". 

As investigações do Gaeco apontam para a atuação do casal envolvido com o núcleo “Sintonia dos Gravatas”, no qual advogados se utilizam indevida e criminosamente de suas prerrogativas profissionais para transmitir recados e comandos entre lideranças presas e outros integrantes da organização criminosa que estão nas ruas.  

O policial militar, por sua vez, é investigado pelo uso de suas credenciais funcionais para obter e disponibilizar informações de sistemas restritos da segurança pública à advogada, sua esposa, que, por sua vez, as repassava a integrantes do PCC. A apuração envolve a prática dos crimes de organização criminosa, corrupção e violação de sigilo funcional.

A Operação contou com a participação da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da Ordem dos Advogados do Brasil.

O nome da Operação “Consorte” remete ao fato de que os investigados são casados e atuam em parceria na empreitada criminosa.
 

castigo

Campo Grande deve perder nova fatia do bolo do ICMS em 2027

Previsão é de queda de 0,46 ponto percentual no repasse à Capital, o que representa perda da ordem de R$ 21 milhões

29/10/2026 11h08

Em 2012, percentual do ICMS repassado à capital era de 25,34%. Em 2027 este percentual deve ser de apenas 11,65%

Em 2012, percentual do ICMS repassado à capital era de 25,34%. Em 2027 este percentual deve ser de apenas 11,65%

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Em queda praticamente ininterrupta desde 2012, a fatia do bolo do ICMS que cabe a Campo Grande deve sofrer nova redução no próximo ano, passando dos atuais 12,11% para 11,65% daquilo que é dividido entre os 79 municípios. O percentual provisório foi divulgado em resolução publicada nesta quinta-feira (29) no diário oficial do Estado. Porém, os prefeitos ainda podem contestar este rateio. 

A redução de 0,46 ponto percentual pode parecer insignificante. Porém, ao final de um ano isso significa perda da ordem de R$ 21 milhões. A previsão do Governo do Estado é de que o ICMS do próximo ano garanta faturamento da ordem de R$ 18,5 bilhões. Desse total, R$ 4,61 bilhões (25%) serão repassados aos municípios.

E, supondo que estes números se confirmem e o percentual que cabe a Campo Grande não sofra alteração, os repasses cairiam de R$ 558 milhões (se o índice fosse de 12,11%) para R$ 537 milhões (índice de 11,65%). Então, se os números se confirmarem, seria uma média mensal de R$ 44,7 milhões.

Na prática, porém, este repasse tende a ser ainda menor, já que o faturamento total de ICMS está crescendo menos que a inflação. Nos primeiros nove meses deste ano, por exemplo, o repasse médio para Campo Grande foi de R$ 43,6 milhões.

Os recursos que deixarão de ser repassados aos cofres de Campo Grande irão para outros municípios e o principal beneficiado será Ribas do Rio Pardo, que tem 4,8% do território estadual e que em 2024 recebeu a fábrica de celulose da Suzano, que são critérios fundamentais para a divisão do bolo pela atual legislação.

A previsão é de que o percentual de Ribas do Rio Pardo salte de 1,9% para 2,8%. Caso se confirme a previsão de R$ 4,61 bilhões aos municípios, a parcela do município com cerca de 24 mil habitantes vai saltar de R$ R$ 87,6 milhões para R$ 129,1 milhões, o que representa acréscimo da ordem de R$ 3,5 milhões.

Caso se confirmem os números, o repasse per capito para os habitantes de Ribas em 2027 será R$ 5.379,00. Enquanto isso, os moradores de Campo Grande serão contemplados com apenas 10% deste montante, em torno de R$ 553,00.

O tamanho do município, independentemente da quantidade de moradores, é um dos principais critérios para a divisão do bolo, o que acaba beneficiando os moradores de municípios como Aquidauana (4,7%) Ribas do Rio Pardo (4,8%), Porto Murtinho (4,9%) e Corumbá (18%).  Campo Grande, por sua vez, tem apenas 2,2% do território, embora concentre mais de um terço da população.

Antes da adoção dos atuais critérios de divisão do bolo, a Capital chegou a receber 25,34% de tudo aquilo que era repassado pelo Estado às prefeituras, como ocorreu em 2012. Se fossem mantidos aqueles percentuais em vez de receber R$ 537 milhões no próximo ano, a cidade receberia em torno de R$ 1,16 bilhão, ou R$ 97,4 milhões mensais.

Além do critério territorial, a geração de riquezas nos diferentes municípios também tem peso relevante na divisão do bolo. E, a ativação da fábrica de celulose acabou ajudando Ribas e reduzindo a parcela de Campo Grande. Fenômeno semelhante tende a ocorrer com Inocência depois da ativação da fábrica da Arauco. 

Os critérios para divisão do bolo são quase todos objetivos. Porém, são definidos por legislação estadual, que poderia sofrer alteração. Pelo menos 13 dos 24 deputados estaduais têm Campo Grande como principal base eleitoral. Um deles é casado com a prefeita da Capital. Porém, não existe notícia de que algum deles tenha apresentado algum projeto para tentar aumentar a fatia deste bolo para o município. 

A previsão é de que o percentual definitivo de cada cidade seja publicado somente no começo de janeiro. A partir de agora os prefeitos tem 30 dias para contestar os índices. Estes, porém, serão definidos com base nos critérios que estão em vigor, o que reduz a possibilidade de mudanças significativas. 
 

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