Cidades

encontro das aduelas

Após quatro anos, Brasil e Paraguai se unem pela ponte da Rota Bioceânica

Obras começaram em 2022 e o encontro entre as duas partes da estrutura ocorreu nesta quarta-feira

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Após mais de quatro anos de início das obras, Brasil e Paraguai se uniram aravés da ponte da Rota Biocêanica. O chamado encontro das aduelas, que é a junção entre os dois lados da estrutura sobre o Rio Paraguai, ocorreu nesta quarta-feira (15), com a colocação da última aduela, a peça final de concreto que fechou o vão entre as duas extremidades.

Para simbolizar a ligação física, houve uma cerimônia com o gesto que ficou conhecido como “o beijo da integração”: um abraço seguido de um beijo entre representantes dos dois lados da fronteira, simbolizando amizade, respeito e o compromisso com um futuro construído em conjunto.

A ponte liga as cidades de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai.

A Ponte Bioceânica integra a chamada Rota Bioceânica, que conectará o Brasil aos portos do norte do Chile, atravessando Paraguai e Argentina, levando a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.

Com 1.294 metros de comprimento e um vão central elevado para navegação segura, a ponte será um ativo logístico estratégico do Corredor Bioceânico, conectando a Rodovia PY15 à malha rodoviária regional.

A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022.

Tráfego ainda não será liberado

Apesar do encontro das duas extremidades, que simboliza a conclusão da ligação física entre os dois países, a ponte ainda será liberada para tráfego.

Isto porque agora será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização.

A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, no fim de novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

Paralelamente a construção da passarela, estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países.

No Brasil, também estão em andamento as obras da alça de acesso. Orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, a alça compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho. As alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela tem 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.

O investimento é de G. 684.615.904.566, equivalente a aproximadamente USD 103 milhões, financiado por recursos do lado paraguaio da Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu. O Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) atua como órgão executor.

A obra está sendo executada pelo Consórcio Binacional PYBRA, formado pelas empresas Tecnoedil SA, Paulitec Construções e Construtora Cidade Ltda., sob a supervisão do Consórcio Prointec.

Encontro das aduelas ocorreu nesta quarta-feiraPróxima etapa da obra inclui pavimentação, calçadas, sinalização, entre outros (Foto: Obras Paraguaias)

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica terá início em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, atravessando o Paraguai e a Argentina até chegar aos portos do Chile.

Essa ligação permitirá que exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, em comparação com a saída pelo Porto de Santos, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

A Rota Bioceânica, segundo especialistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

HOMICÍDIO QUALIFICADO

Adolescente que matou homem após carreata em Bonito é localizado

Pai envolvido em briga se apresentou na Delegacia para prestar depoimento, mas foi liberado; caso ocorreu às vésperas da eleição, no último sábado (24)

29/10/2026 11h30

Ewerton Rodrigues morreu em confusão após carreata política

Ewerton Rodrigues morreu em confusão após carreata política Montagem / reprodução

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O adolescente, de 16 anos, responsável pela morte de Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, foi localizado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) na tarde dessa quarta-feira (28), em Aquidauana, a 127 quilômetros de onde ocorreu o crime.

A morte teria ocorrido em confusão após carreata política que aconteceu durante o último sábado (24), às vésperas da eleição, em Bonito, e o rapaz estava foragido há quatro dias junto a mãe e ao pai, Márcio Cossari, de 47 anos, que esteve envolvido na briga que ocorreu minutos antes.

Segundo a PCMS, em operação conjunta da Delegacia Regional de Aquidauana e de Jardim, os policiais cumpriram o mandado judicial de apreensão do adolescente, localizado em uma casa de um amigo da família, no bairro Cidade Nova, em Aquidauana.

Conforme informado ao Correio do Estado, os policiais chegaram ao local indicado e na presença dos agentes onde estava escondido, o adolesente se apresentou, acompanhado da mãe e dos seus advogados.

A PCMS ainda informou à reportagem que ele será encaminhado a uma Unidade Educacional de Internação (UNEI), conforme definido pelos órgãos competentes, e responderá por ato infracional análogo aos crimes de homicídio tentado e homicídio qualificado.

Posteriormente, Márcio Cossari que também estava foragido compareceu à Delegacia Regional de Jardim, acompanhado de seu advogado para apresentar sua versão dos fatos. O homem foi liberado, mas deve ser investigado pelos crimes de porte ilegal de arma e lesões corporais recíprocas.

Homicídio

Conforme informações policiais, Ewerton foi atingindo com três tiros durante o sábado e chegou a ser encaminhado para o Hospital Darcy João Bigaton, mas morreu assim que deu entrada na unidade médica.

O crime teria iniciado com uma discussão entre alguns homens que estavam no local e posteriormente evoluiu para uma briga corporal, envolvendo principalmente Márcio Cossari, pai do adolescente que atirou contra os envolvidos.

Vendo a briga que o pai estava, ele teria ido até a caminhonete buscar uma arma de fogo e, ao se aproximar da confusão, efetuou três disparos que atingiram Ewerton.

Um outro homem que estava no local também ficou ferido ao ser atingido por dois tiros e foi encaminhado ao hospital, posteriormente transferido para a Santa Casa de Campo Grande, onde ainda recebe atendimento médico.

A morte de Ewerton ganhou destaque nas redes sociais especialmente por acontecer ao fim de uma carreata em favor do então candidato à presidência, Flávio Bolsonaro.

Apesar de algumas suspeitas indicarem que a confusão inicial seria por motivação política, a tese não foi confirmada, e é negada por alguns familiares de Ewerton.

A família da vítima fatal divulga por meio de um perfil criado para pedir justiça por Ewerton, afirma que ele não participou da briga, mas tentava apartar a luta corporal quando foi atingido pelos disparos.

Em vídeo que circula nas redes sociais é possível ver que mais de uma pessoa estiveram envolvidas na confusão, além do barulho dos disparos efetuados pelo adolescente.

De acordo com a Polícia as investigações prosseguem para o esclarecimento das circunstâncias do caso e a apuração das condutas dos envolvidos.

"consorte"

Operação prende advogada e PM que estavam a serviço do PCC

O casal utilizava suas prerrogativas funcionais para fazer uma espécie de "ponte" entre criminosos presos e aqueles que estão nas ruas

29/10/2026 11h25

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande arquivo

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Uma advogada e um policial militar foram presos nesta quinta-feira (29) durante uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), contra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

Batizada de "Consorte" a operaçãoé, na prática, a terceira fase da "Operação Courrier”, e teve como objetivo cumprir  dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Dourados.

O PM e a advogada, que não tiveram os nomes divulgados, são suspeitos de estarem a serviço do PCC e de atuaram como uma espécie de "pombo-correio". 

As investigações do Gaeco apontam para a atuação do casal envolvido com o núcleo “Sintonia dos Gravatas”, no qual advogados se utilizam indevida e criminosamente de suas prerrogativas profissionais para transmitir recados e comandos entre lideranças presas e outros integrantes da organização criminosa que estão nas ruas.  

O policial militar, por sua vez, é investigado pelo uso de suas credenciais funcionais para obter e disponibilizar informações de sistemas restritos da segurança pública à advogada, sua esposa, que, por sua vez, as repassava a integrantes do PCC. A apuração envolve a prática dos crimes de organização criminosa, corrupção e violação de sigilo funcional.

A Operação contou com a participação da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da Ordem dos Advogados do Brasil.

O nome da Operação “Consorte” remete ao fato de que os investigados são casados e atuam em parceria na empreitada criminosa.
 

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