Cidades

BR-262

Acidente com caminhão e 3 carros deixa médica ferida

Acidente com caminhão e 3 carros deixa médica ferida

DA REDAÇÃO

08/03/2014 - 12h00
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Uma ultrapassagem sob forte neblina por volta das 5h30min de hoje (8), na rodovia BR-262, a cerca de 50 km de Ribas do Rio Pardo (MS), terminou em um grave acidente envolvendo três veículos e um caminhão carregado com resíduos de ovos. De acordo com o morador de Campo Grande (MS), Rodrigo Correia, 25 anos, ele seguia em seu veículo, um Peugeot 207HB, acompanhado da esposa Hiana Correia, 26, sentido Água Clara (MS). Em outro veículo, logo atrás, um Celta de cor preta com placas da Capital, estavam os seus amigos Bruno Freitas, 25, e a esposa dele, Denise Bathel, 18.

Em um terceiro veículo, modelo Onix, seguiam outros amigos. O destino era a cidade de São José do Rio Preto (SP) para uma festa de casamento. Na frente dos três carros, seguia um Ecosport com placas de Três Lagoas (MS), que por volta das 5h30min, ultrapassou um caminhão e, devido a forte neblina, não conseguiu enxergar o caminhão basculante que vinha na pista contrária, sentido Ribas do Rio Pardo (MS), colidindo frontalmente.

Com a batida, o Ecosport conduzido pela médica L.M da S.M, 36, de Três Lagoas (MS), rodou na pista, batendo no Peugeot e no Celta. Além da médica, no Ecosport estava o marido dela, de 32 anos, uma sobrinha, de 24, e uma idosa, de 72. O motorista do caminhão atingido era Márcio Alessandre (33), que mora em Água Clara (MS), e seguia com resíduos de ovo que seriam descarregados em Campo Grande (MS). 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) bloqueou a BR por cerca de três horas, causando uma fila de veículos de dezenas de quilômetros. A Polícia Militar de Ribas do Rio Pardo (MS) também trabalhou no socorro e ajudou na coordenação do trânsito. Duas unidades de socorro foram deslocadas de Ribas do Rio Pardo (MS) para o local. Uma equipe do SAMU 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), e uma ambulância UTI. De Campo Grande (MS), três unidades do Corpo de Bombeiros foram acionadas e também fizeram atendimento no local.

A médica ficou presa às ferragens. Os militares do Corpo de Bombeiros isolaram o local e precisaram utilizar um desencarcerador para retirar a vítima. Ela foi encaminhada para Santa Casa de Campo Grande com fraturas graves nas pernas. A mãe dela e a sobrinha foram encaminhadas para o Hospital 19 de Março, em Ribas.

(Com informações da Rádio 90FM)

TRAGÉDIA

Operário morre após queda do 19º andar de prédio em construção em Campo Grande

Trabalhador atuava em concretagem quando estrutura rompeu; Ministério do Trabalho vai apurar as causas do acidente e não descarta autuações e até embargo da obra

07/07/2026 10h15

Equipes de resgate e autoridades estiveram no canteiro de obras, localizado no cruzamento das ruas Amazonas e 13 de Maio, onde o operário morreu após a queda.

Equipes de resgate e autoridades estiveram no canteiro de obras, localizado no cruzamento das ruas Amazonas e 13 de Maio, onde o operário morreu após a queda. Paulo Ribas

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Um trabalhador da construção civil morreu na noite de segunda-feira (6) após cair do 19º andar de um prédio em construção no cruzamento das ruas Amazonas e 13 de Maio, em Campo Grande. O acidente ocorreu por volta das 18h durante um serviço de concretagem realizado na parte externa da edificação.

O empreendimento pertence à Incorpore e a obra é executada pela construtora Domus, de Santa Catarina (RS). A vítima era funcionária da empresa responsável pela construção.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Mato Grosso do Sul (Sintracom-MS), José Abelha Neto, dois trabalhadores estavam sobre uma platibanda externa do edifício quando a estrutura rompeu.

“Os trabalhadores estavam fazendo uma concretagem na parte externa do prédio. Essa platibanda rompeu e os dois acabaram caindo. Um deles conseguiu se segurar em parte da estrutura, mas o outro não teve a mesma sorte e acabou despencando”, relatou.

Inicialmente, a informação era de que a queda teria ocorrido entre o 13º e o 14º andar. No entanto, após nova checagem junto aos responsáveis pela obra, o sindicalista corrigiu a informação e afirmou que o rompimento ocorreu no próprio 19º andar, onde a equipe executava o serviço.

Segundo José Abelha, a informação repassada pela equipe de segurança do trabalho e pelo engenheiro da obra é de que os trabalhadores utilizavam cintos de segurança, porém o equipamento não estava conectado à linha de vida — sistema de proteção que impede a queda livre em caso de rompimento da estrutura.

“Eles estavam usando o cinto de segurança, mas ele não estava acoplado à linha de vida. Se estivesse conectado, mesmo com o rompimento da estrutura, eles poderiam ficar suspensos pelo equipamento”, explicou.

Investigação

O caso será apurado por auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que irão verificar se houve descumprimento das normas de segurança.

Em nota, o auditor-fiscal do Trabalho Kleber Silva informou que a fiscalização irá investigar as circunstâncias do acidente e destacou que tanto a empregadora direta quanto a empresa contratante da obra poderão ser responsabilizadas caso sejam constatadas irregularidades.

“Nossa equipe de fiscalização irá ao local para apurar as causas do acidente. Tanto a empregadora direta como a empresa contratante responsável pela obra podem ser autuadas por possíveis irregularidades na gestão da segurança do trabalho”, afirmou.

Segundo o auditor, caso sejam identificadas falhas no cumprimento das normas de segurança, a fiscalização poderá determinar o embargo total ou parcial da obra, além da aplicação de multas para cada irregularidade constatada.

As circunstâncias do rompimento da estrutura e da queda serão esclarecidas durante a perícia técnica. 

TRÊS LAGOAS

Justiça acolhe recurso de MPE após absolvição de agressor no interior de MS

Homem foi absolvido após mudança na versão da vítima, mas MPE entrou com recurso e Justiça manteve condenação

07/07/2026 10h00

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Após absolver réu, por vítima mudar depoimento, Justiça acolhe recurso de Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE) que pediu pela manutenção da sentença. A decisão da 2ª Câmara Criminal foi da condenação do réu pelo crime de violência doméstica.

A sustentação do recurso do MPE foi em razão de que a mudança da versão da mulher não poderia anular as provas recolhidas pela investigação. 

O relator do caso, Desembargador Carlos Eduardo Contar aceitou integralmente o recurso e foi ressaltado durante a análise que em cenários como este, de violência doméstica e famliar contra a mulher, a retratação judicial da vítima, em que há mudança da versão de depoimentos, deve ser analisado com extrema cautela e atenção pelo Poder Judiciário.

Foi destacado pelos juízes que a oscilação no depoimento não é suficiente para destabilizae a ausação. Neste caso, a tese do Ministério Público ainda apresentou amparo nas provas e outras vertentes apresentadas na defesa da sentença.

O colegiado ainda apontou os laudos periciais de corpo de delito e depoimentos de testemunhas que confirmam a materialidade das agressões físicas sofridas pela vítima, bem como a responsabilidade do acusado.

O caso aconteceu em Três Lagoas, e o réu que antes foi absolvido agora segue condenado novamente.

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