Cidades

3ª morte em 2023

Acidente envolvendo anta provoca 8ª morte na MS-040

Caso mais recente aconteceu na noite desta sexta-feira, na altura do KM-62 da rodovia que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo

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O motorista de um carro morreu e o passageiro, de 35 anos, ficou ferido na noite de ontem (15), após o veículo em que estavam atingir uma anta, na MS-040, próximo a Campo Grande. Segundo dados da polícia, essa é a terceira morte somente em 2023 e a oitava desde o começo de 2015 envolvendo atropelamento de antas nesta rodovia.

Conforme informações do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), o motorista conduzia uma picape e na altura do quilômetro 62, sentido Santa Rita do Pardo, foi surpreendido pelo animal. Com o impacto, o veículo capotou na rodovia. O condutor morreu no local e o passageiro foi levado em estado grave e encaminhado ao hospital pelo Corpo de Bombeiros. O animal também morreu nas margens da rodovia. 

O corpo do motorista foi levado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para exame necroscópico e também para identificação, já que a vítima não portava documentos pessoais. 

 

ce4470ff 514e 407e 89f6 c7c2f7fd4b82Divulgação/ BPMRv

 

8º morte somente em desde 2015


Esta foi a 8º morte envolvendo atropelamento de antas na MS-040. A reportagem do Correio do Estado informou, na última segunda-feira (11), que radares voltaram a ser instalados na rodovia para tentar reduzir os acidente.

Até o começo da semana, em dois pontos os equipamentos estavam parcialmente instalados no trecho inicial da rodovia, próximo ao colégio agrícola “e a previsão é de que em outros 9 sejam instalados nas próximas semanas”, informou a assessoria do Detran, sem informar a data em que devem entrar em operação.  

E por temer que voltem a ser alvo de vândalos “o Detran-MS solicitou apoio da PMRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual) no monitoramento dos equipamentos.

A Polícia Rodoviária confirmou que recebeu o pedido do Detran e que fez um planejamento em conjunto com os técnicos do Detran para vigiar a rodovia, conforme o tenente-coronel Maxuel Hermes Antunes, comandante da Polícia Militar Rodoviária. 

A instalação dos controladores de velocidade, segundo a assessoria do Detran, “visa atender o Programa Estrada Viva, voltado às ações de redução de acidentes com animais silvestres nas rodovias estaduais”. 

“Dados do Programa Estrada Viva, da Agesul, mostram que em 2022 foram encontradas 20 carcaças de anta no trajeto. Em 2023, já são 23, no período de janeiro a 8 de dezembro”, conforme o Detran.

Parte dos equipamentos chegou a ser instalada em agosto, mas antes mesmo de entrarem em funcionamento foram danificados, na primeira semana de setembro.  A maior parte deles estava no trecho inicial da rodovia, entre os quilômetros 07 e 50. 

 

Detran retomou a instalação dos radares na MS-040, mas ainda não definiu data para que sejam ativados e comecem a punir excesso de velocidadeFotos: Gerson Oliveira

 
Mas,  muito mais do que proteger os animais, o objetivo dos radares é dar maior segurança aos usuários da rodovia. Levantamento feito pela Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira (INCAB) aponta que pelo menos oito pessoas morreram desde o começo de 2015 em colisões com antas no trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo.

Os casos mais recentes haviam ocorrido em maio deste ano, quando duas pessoas morreram em decorrência desse tipo de acidente. No dia 5, um turista da pesca que retornava do Pantanal perdeu a vida depois que a caminhonete em que estava capotar ao atingir um animal com cerca de 200 quilos. Outros três ocupantes tiveram de ser hospitalizados.

Depois, no dia 17, o condutor de uma Van morreu ao ser atingido por uma anta que literalmente decolou ao ser atropelada por um carro que seguia no sentido contrário e cair em cima do motorista do utilitário. Três ocupantes do carro que atropelou o animal sofreram ferimentos. 

Com a redução da velocidade, o acidente pode até acontecer, mas a gravidade é menor, opina tenente-coronel Edmilson Queiroz, da Polícia Militar Ambiental (PMA), que utiliza a rodovia com frequência.

Em meados de outubro, a PMRE informou que elaborou uma “ordem de serviço diário até a resolução do problema”, o tenente-coronel enfatizo que “esta questão depende muito mais de conscientização dos responsáveis pela depredação do que a presença da polícia. São mais de 220 km de via”, afirmou à época.

E como a depredação não ocorre em outras estradas, a suspeita é de que o vandalismo tenha sido ato de um pequeno grupo de pessoas, que possivelmente nem use a rodovia com frequência. Então, os trabalhos estão sendo conduzidos para tentar identificar e responsabilizar criminalmente esses vândalos. 


MAIS DO QUE RADARES

Conforme Patricia Medici, doutora em Manejo de Biodiversidade e coordenadora da Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira (INCAB), desde o começo de 2015 até o fim do primeiro semestre de 2023 haviam sido encontradas 207 carcaças de antas à beira da estrada.

Mas o número de mortes é pelo menos 50% maior, acredita. Tem muitos animais que são levados embora pelas pessoas que atropelam, são removidos pelos gestores da rodovia e outros são atingidos, continuam andando e acabam morrendo longe da estrada, no meio das fazendas. Estas mortes acabam não sendo catalogadas, explica.

Os radares seriam uma medida a mais para tentar reduzir a mortandade. Na estrada já existe  uma série de sinalizações, como placas e sinais sonoros no asfalto, alertando motoristas para que tenham cuidado e para que reduzam a velocidade.  

Mas estas medidas estão se mostrando ineficazes. Conforme Patrícia Médici, desde 2016 existe um projeto nas mãos do governo do Estado apontando o que deveria ser feito para mitigar o problema. No trecho existem pelo menos 50 passagens sob a rodovia, muitas delas feitas por fazendeiros que precisam levar o gado de um lado para outro. 

Última morte de usuário da MS-040 foi registrada no dia 17 de maio deste anoEscreva a legenda aqui

O Instituto sugere que a Agesul instale tela reforçada ao longo de 500 metros de cada lado destas passagens subterrâneas e nos dois lados da pista. Além disso, que faça uma espécie de corredor em alguns locais para que as antas sejam conduzidas a utilizarem estas passagens

 

 


 

OFENSIVA

MPF investiga usina de MT por supostos impactos sociais à comunidade de MS

Órgão instaurou procedimento administrativo após relatos de escassez de recursos naturais e falta de água de quilombolas de Sonora

07/03/2026 17h15

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT)

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT) Foto: Engie/Reprodução

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT), que estaria causando impactos sociais à Comunidade Quilombola Porto dos Bispos, presente em Sonora, a menos de 120 quilômetros da cidade mato-grossense.

A abertura do procedimento foi publicada no diário oficial do órgão na última quarta-feira (4). Assinada pelo promotor Luiz Eduardo Camargo Outeiro Hernandes, a portaria cita que a história começa no ano passado, depois da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise elaborar uma notícia de fato com evidências dos impactos à comunidade em decorrência da usina hidrelétrica no estado vizinho.

Diante disso, o MPF teria solicitado manifestação sobre o caso ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra/MS), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis de Mato Grosso (Ibama/MT) e, por fim, à empresa Engie Brasil Energia S.A, que administra a usina.

Em resposta, o Incra disse que solicitou à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que acompanhasse a situação de perto, especialmente pelos relatos de escassez de recursos naturais e falta de água da comunidade quilombola devido à instalação da usina na região.

Já o Ibama disse que, embora as licenças necessárias para operação legal da usina foram emitidas corretamente, será "solicitado ao empreendedor a inclusão da comunidade Quilombola Família Bispo como público-alvo do Programa de Educação Ambiental em atendimento à condicionante estabelecida na licença, já que, apesar de não ter havido a necessidade de realocação da comunidade, esta se encontra inserida no entorno do empreendimento".

A empresa Engie se limitou a afirmar que "inexiste alteração relevante do regime hidrológico do Rio Correntes atribuível à operação da UHE Ponte de Pedra", pois "a usina opera em regime a fio d’água, com manutenção das vazões defluentes em patamares equivalentes às vazões afluentes e estrita observância da vazão mínima remanescente fixada em outorga", o que o afastaria de ser responsável por possíveis impactos sociais negativos sentidos pela comunidade de Sonora.

Mesmo diante da explicação da operadora, o promotor resolveu instaurar o procedimento administrativo, que terá duração de um ano, com o objetivo de acompanhar o licenciamento ambiental da usina hidrelétrica.

Além disso, o promotor enviou ofício à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que informe as providências que serão tomadas após a notícia de fato.

Outro ofício também foi enviado à Diretoria de Territórios Quilombolas do INCRA, requisitando que se manifeste sobre o teor dos relatos e que informe se foi realizada a consulta livre, prévia e informada à Comunidade Quilombola e se a entidade participou desse processo, bem como as providências tomadas em relação ao procedimento de licenciamento do empreendimento “para garantir a compensação e mitigação dos impactos sociais à comunidade”.

A USINA

A Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada no rio Correntes, no município de Itiquira, teve seu início de operação em 2005, com a Engie tendo concessão válida até 2035.

Segundo consta no site da empresa, a usina possui três unidades geradoras com turbinas verticais tipo Francis de 58,7 MW cada, abrigadas em uma casa de força subterrânea escavada em rocha. Sua capacidade instalada é de 176,1 MW e a garantia física para comercialização é de 133,6 MW médios.

Há 10 anos, a usina é operada de forma remota pela Engie, a partir do Centro de Operação da Geração (COG), localizado na sede da empresa, em Florianópolis (SC).

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Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 14h15

Imagem Divulgação

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Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

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