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Acidente interdita rodovia por mais de 3h na região leste de MS

A colisão entre uma caminhonete e uma carreta, que pegou fogo na manhã desta sexta-feira (22), interditou a pista nos dois sentidos

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O acidente envolvendo uma caminhonete e uma carreta, na manhã desta sexta-feira (22), acabou com os veículos em chamas e deixou o tráfego parado por aproximadamente 3 horas, na MS-377, em Inocência, município localizado a 330 quilômetros de Campo Grande.

Em conversa com uma campograndense, que preferiu não se identificar, ela disse à reportagem do Correio do Estado que os dois trechos da via ficaram interditados por cerca de 3 horas. A motorista chegou a descer do veículo para saber o que estava acontecendo.

Outro condutor, que emprestou o sinal da internet da Starlink para que ela pudesse usar o celular, contou que conseguiu fotografar o acidente.

A caminhonete colidiu frontalmente na lateral da carreta; os dois veículos pegaram fogo e o motorista da carreta sofreu queimaduras nas pernas, sendo encaminhado para o hospital do município.

Via leitor do Correio do Estado

Já os ocupantes da caminhonete, conforme informou o site Pix News, apesar de terem sofrido ferimentos leves, também receberam atendimento médico.

No vídeo gravado por um condutor que passava no momento do acidente, é possível ver a altura das chamas, que, apesar da intensidade, não chegaram a atingir os eucaliptos cultivados em propriedades às margens da via.

Ele parece registrar as chamas com o celular quando ocorre uma explosão e, por pouco, não é atingido por um pneu em chamas. Posteriormente, ele se aproxima ainda mais e acaba sendo retirado por outra pessoa.

Assista 

 

 

O trânsito ficou parado para o trabalho dos bombeiros na extinção do fogo e na remoção dos veículos da pista. Na gravação, ao lado esquerdo da tela, é possível ver um homem que se aproxima do veículo posicionado à direita.

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PRISÃO

Operação prende chefe de regulação estadual por desvio de dinheiro da saúde

Equipes do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão no CORE, onde Ed Carlos Burgatt é responsável pelo setor de regulação assistencial da saúde

07/07/2026 10h55

Equipes do Gaeco estiveram no Complexo Regulador Estadual, na manhã desta segunda-feira (7)

Equipes do Gaeco estiveram no Complexo Regulador Estadual, na manhã desta segunda-feira (7) Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Durante a "Operação Gutenberg", o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu Ed Carlos Britto Burgatt, que atua como coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul.

Equipes do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão no Complexo Regulador Estadual (CORE0, na manhã desta terça-feira (7). A operação contou com o apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Ao todo, são cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

O Ministério Público Estadual constatou que o esquema criminoso se valia da influência de servidores da área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

Os servidores públicos fraudaram e direcionaram procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos.

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era dividida entre seus integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

Além de Ed Carlos, o ex-prefeito de Fátima do Sul e chefe de gabinete do deputado estadual Jamilson Name, Junior Vasconcelos, também é um dos alvos da operação.

 

TRAGÉDIA

Operário morre após queda do 19º andar de prédio em construção em Campo Grande

Trabalhador atuava em concretagem quando estrutura rompeu; Ministério do Trabalho vai apurar as causas do acidente e não descarta autuações e até embargo da obra

07/07/2026 10h15

Equipes de resgate e autoridades estiveram no canteiro de obras, localizado no cruzamento das ruas Amazonas e 13 de Maio, onde o operário morreu após a queda.

Equipes de resgate e autoridades estiveram no canteiro de obras, localizado no cruzamento das ruas Amazonas e 13 de Maio, onde o operário morreu após a queda. Paulo Ribas

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Um trabalhador da construção civil morreu na noite de segunda-feira (6) após cair do 19º andar de um prédio em construção no cruzamento das ruas Amazonas e 13 de Maio, em Campo Grande. O acidente ocorreu por volta das 18h durante um serviço de concretagem realizado na parte externa da edificação.

O empreendimento pertence à Incorpore e a obra é executada pela construtora Domus, de Santa Catarina (RS). A vítima era funcionária da empresa responsável pela construção.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Mato Grosso do Sul (Sintracom-MS), José Abelha Neto, dois trabalhadores estavam sobre uma platibanda externa do edifício quando a estrutura rompeu.

“Os trabalhadores estavam fazendo uma concretagem na parte externa do prédio. Essa platibanda rompeu e os dois acabaram caindo. Um deles conseguiu se segurar em parte da estrutura, mas o outro não teve a mesma sorte e acabou despencando”, relatou.

Inicialmente, a informação era de que a queda teria ocorrido entre o 13º e o 14º andar. No entanto, após nova checagem junto aos responsáveis pela obra, o sindicalista corrigiu a informação e afirmou que o rompimento ocorreu no próprio 19º andar, onde a equipe executava o serviço.

Segundo José Abelha, a informação repassada pela equipe de segurança do trabalho e pelo engenheiro da obra é de que os trabalhadores utilizavam cintos de segurança, porém o equipamento não estava conectado à linha de vida — sistema de proteção que impede a queda livre em caso de rompimento da estrutura.

“Eles estavam usando o cinto de segurança, mas ele não estava acoplado à linha de vida. Se estivesse conectado, mesmo com o rompimento da estrutura, eles poderiam ficar suspensos pelo equipamento”, explicou.

Investigação

O caso será apurado por auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que irão verificar se houve descumprimento das normas de segurança.

Em nota, o auditor-fiscal do Trabalho Kleber Silva informou que a fiscalização irá investigar as circunstâncias do acidente e destacou que tanto a empregadora direta quanto a empresa contratante da obra poderão ser responsabilizadas caso sejam constatadas irregularidades.

“Nossa equipe de fiscalização irá ao local para apurar as causas do acidente. Tanto a empregadora direta como a empresa contratante responsável pela obra podem ser autuadas por possíveis irregularidades na gestão da segurança do trabalho”, afirmou.

Segundo o auditor, caso sejam identificadas falhas no cumprimento das normas de segurança, a fiscalização poderá determinar o embargo total ou parcial da obra, além da aplicação de multas para cada irregularidade constatada.

As circunstâncias do rompimento da estrutura e da queda serão esclarecidas durante a perícia técnica. 

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