Cidades

TRÂNSITO

Acidentes de trânsito cresceram 17% na Capital em 2022

Avenidas mais perigosas são Afonso Pena, Duque de Caxias, Avenida Presidente Ernesto Geisel, Mato Grosso e Guaicurus

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Dados divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), ao Correio do Estado, apontam que 10.149 acidentes de trânsito foram registrados, de 1º de janeiro a 29 de dezembro de 2022, em Campo Grande.

Em relação ao mesmo período do ano passado, em 2021, foram contabilizados 8.638 sinistros. Portanto, o aumento é de 17% em um ano.

As causas dos acidentes se devem a imprudência, falta de atenção, alta velocidade, embriaguez no volante e desobediência à sinalização.

Em 2022, 74 vítimas morreram no trânsito da Capital, sendo 50 motociclistas, 12 pedestres, 6 ciclistas e dois condutores.

As avenidas mais perigosas são Afonso Pena, Duque de Caxias, Presidente Ernesto Geisel, Mato Grosso e Guaicurus.

Os dias e horários com maior número de acidentes são sexta-feira, entre 6h e 11h59min; sábados entre 18h e 23h59min e aos domingos entre 00h e 5h59min.

Infrações

  1. Embriaguez

Pessoas que testarem acima de 0,34 mg/l de álcool de ar alveolar, por litro de sangue, serão encaminhadas à delegacia por flagrante de crime de trânsito.

De acordo com o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), quem for pego dirigindo sob efeito de álcool ou qualquer substância psicoativa que determine dependência:

  • Será multado em R$ 2.934,70. O valor pode dobrar caso o infrator seja flagrado novamente no período de um ano

  • Perderá o direito de dirigir por um ano

  • Poderá perder a habilitação

  • Poderá ser preso pelo período de seis meses a três anos

Quem se recusar a realizar o teste de etilômetro, sofrerá as mesmas penalidades.

        2. Desrespeito à sinalização

O condutor que não respeitar a placa de PARE ou sinal vermelho, está sujeito a multa de R$ 293,47, infração de natureza gravíssima e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

      3. Alta velocidade

O condutor que passar em alta velocidade em radares leva multa e alguns pontos na carteira. Veja:

A multa por radar acontece quando o condutor passa por um controlador eletrônico acima da velocidade permitida da via.

  • Até 20% acima do limite de velocidade: multa no valor de R$130,16 e 4 pontos na carteira

  • De 20% até 50% acima do limite permitido: multa no valor de R$195,23 e cinco pontos na carteira

  • Acima de 50% do limite permitido: R$880,41 – CNH pode ser suspensa e sete pontos na carteira

      4. Não usar cinto de segurança

O condutor que desrespeitar o transporte de crianças estará sujeito a multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH (infração gravíssima).

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, lei n° 9.503, artigo 65, o uso de cinto de segurança é obrigatório para condutores e passageiros dentro do veículo em trânsito.

Prevenção

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, a chefe de Educação para o Trânsito da Agetran, Ivanise Rotta, afirmou, em agosto de 2022, que o cinto de segurança salva vidas.

“Em caso de algum acidente ou sinistro, os passageiros com cinto de segurança não são lançados fora do veículo, o motorista não tem o seu peitoral amassado ou afundado no volante”, alertou.

“Quando o SAMU ou bombeiro chegam em algum local e a pessoa foi lançado ou teve seu corpo projetado no para-brisa, no banco da frente ou mesmo para fora do veículo, nós a lamentamos muito, porque um simples clique pode salvar vidas. Vamos respeitar o uso desse equipamento de segurança”, clamou.

Além da sua segurança, o cinto proporciona uma postura ereta ao dirigir e mantém o corpo em posição estável, reduzindo o cansaço e aumentando a concentração no trânsito.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Janine Bruno, afirmou que o motorista deve ter atenção para pegar a estrada.

"Quando estiver na frente do volante, tem que ter atenção total e redobrada. Oriento para que deixe o celular guardado porque a qualquer momento alguém pode te fechar, pode aparecer uma criança no meio da rua", disse.

Além disso, ressalta a importância de não ingerir bebida alcoólica ao dirigir. "Se beber e dirigir, você não vai ter seus reflexos garantidos, porque pode se envolver em um acidente e ferir outra pessoa. Vá de táxi, aplicativo, ônibus. Sua vida está em jogo", finalizou.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), orienta, ao condutor que irá pegar estrada, que:

  • Não dirija caso consuma bebida alcoólica
  • Não dirija cansado ou com sono

  • Use cinto de segurança

  • Respeite a sinalização

  • Respeite o limite de velocidade da via

  • Porte documentos oficiais com fotos, os quais devem estar quitados

  • Realize revisão do carro: pneus, limpadores de para-brisa, freios, nível de óleo, bateria, lâmpadas, lanterna e extintor

Alagamento

Família enfrenta chuva e alerta motoristas em via alagada de Campo Grande

Moradores da Vila Popular enfrentaram o temporal para sinalizar trecho alagado próximo ao Córrego Imbirussu e evitar acidentes na região oeste da Capital.

15/10/2026 19h14

Moradores enfrentaram a chuva para sinalizar trecho alagado e alertar motoristas na Vila Popular, em Campo Grande, nesta quinta-feira (15).

Moradores enfrentaram a chuva para sinalizar trecho alagado e alertar motoristas na Vila Popular, em Campo Grande, nesta quinta-feira (15). Foto: Foto enviada à redação

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Em meio à forte chuva que atingiu Campo Grande ao longo do dia e no início da noite desta quinta-feira (15), uma família decidiu enfrentar o temporal para evitar que motoristas entrassem em uma área alagada na Vila Popular, região oeste da Capital.

Mesmo debaixo de chuva, os moradores permaneceram na via para alertar quem passava pelo local sobre os riscos provocados pelo acúmulo de água nas proximidades do Córrego Imbirussu.

A situação foi registrada por volta das 18h, na região da Avenida Rádio Maia com a Rua Antônio Sobreira. A fotografia encaminhada ao Correio do Estado apresenta como localização a Avenida José Barbosa Rodrigues, na altura do número 115, também na Vila Popular.

Nas imagens, é possível observar pelo menos cinco pessoas reunidas na via, algumas protegidas por guarda-chuvas, enquanto motociclistas aparecem nas proximidades.

Galhos de árvores também estão espalhados sobre o asfalto molhado, em meio aos transtornos provocados pela chuva.

Segundo informações repassadas à reportagem, a mobilização começou depois que os moradores perceberam que a água havia tomado parte da via, oferecendo riscos aos condutores que tentassem atravessar o trecho.

Preocupados com a possibilidade de acidentes, integrantes da família passaram a orientar os motoristas a não avançarem pela área alagada, na tentativa de impedir que veículos ficassem presos na água ou fossem surpreendidos pelas condições da pista.

A atitude chamou a atenção de quem passava pela região. Em relato encaminhado ao Correio do Estado, uma testemunha destacou a iniciativa da família, que permaneceu na rua durante o temporal para ajudar a proteger os condutores.

O episódio evidencia os riscos enfrentados por motoristas e moradores durante as chuvas intensas, especialmente em trechos próximos a córregos, onde o acúmulo de água pode comprometer a circulação de veículos.

Moradores enfrentaram a chuva para sinalizar trecho alagado e alertar motoristas na Vila Popular, em Campo Grande, nesta quinta-feira (15).Água avança sobre trecho próximo ao Córrego Imbirussu, na Vila Popular, durante chuva intensa em Campo Grande. Foto: Foto enviado à redação

Durante períodos de chuva intensa, o aumento do volume de água e as dificuldades de escoamento podem representar riscos para motoristas, motociclistas e pedestres, principalmente em trechos mais baixos das vias.

A situação registrada nesta quinta-feira evidencia a preocupação dos próprios moradores com a segurança de quem circula pela região.

Outubro mais chuvoso

Em apenas 15 dias, Campo Grande já registrou mais chuva do que a média histórica para todo o mês de outubro. Levantamento realizado a partir de registros meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta um acumulado de 207,6 milímetros até as 16h desta quinta-feira (15), volume aproximadamente 38% superior à média mensal de 150,6 milímetros.

A diferença chega a 57 milímetros, mesmo faltando 16 dias para o encerramento do mês. O resultado evidencia a intensidade das chuvas na primeira quinzena de outubro, marcada por temporais e grandes volumes de água concentrados em poucas horas.

Somente nesta quinta-feira, foram registrados 67,6 milímetros de chuva até as 16h30, segundo o Inmet. Para efeito de comparação, a média histórica de outubro, calculada pelo instituto com base nos registros de 1981 a 2024, é de 150,6 milímetros para o mês inteiro.

 

Habitação Popular

Campo Grande anuncia 352 apartamentos e prevê sorteio no início de 2027

Com investimento previsto de R$ 72,2 milhões, novos conjuntos habitacionais serão construídos nos bairros Leblon e Tarumã; unidades terão dois quartos e serão destinadas a famílias de baixa renda

15/10/2026 18h28

Campo Grande terá 352 novos apartamentos populares nos bairros Leblon e Tarumã, com sorteio previsto para o início de 2027; imagem ilustrativa de conjunto habitacional em construção.

Campo Grande terá 352 novos apartamentos populares nos bairros Leblon e Tarumã, com sorteio previsto para o início de 2027; imagem ilustrativa de conjunto habitacional em construção. Foto: Prefeitura de Campo Grande.

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A Prefeitura de Campo Grande anunciou, nesta quinta-feira (15), a construção de 352 novos apartamentos populares em dois bairros da Capital, com investimentos previstos de R$ 72,2 milhões. Os imóveis serão destinados a famílias de baixa renda, e a previsão é de que o sorteio para selecionar os beneficiários aconteça no início de 2027.

A autorização para viabilizar os empreendimentos foi assinada pela prefeita Adriane Lopes (PP). A iniciativa envolve uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal e busca ampliar o acesso à casa própria em Campo Grande, especialmente para famílias que ainda não possuem imóvel.

Os apartamentos serão distribuídos em dois conjuntos habitacionais: o Condomínio Residencial Leblon, com 192 unidades, e o Condomínio Residencial Zélia Gattai, com outras 160. Ambos terão imóveis com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

Durante o anúncio, a prefeita confirmou que a seleção dos futuros moradores deverá ocorrer no próximo ano.

"Estamos assinando um contrato para a construção de mais 352 novos apartamentos. É moradia digna para a população da nossa cidade. Serão sorteados pela Agência de Habitação no início de 2027. A gente segue com muito trabalho", afirmou Adriane Lopes.

Somados, os empreendimentos representam um investimento de R$ 72,2 milhões. A maior parte dos recursos previstos será destinada ao Residencial Leblon, responsável por aproximadamente 55% do valor total anunciado.

A construção dos conjuntos habitacionais também poderá movimentar o setor da construção civil na Capital, principalmente pela demanda por trabalhadores, materiais de construção e serviços durante a execução das obras.

Além da atividade econômica, os projetos fazem parte das ações de enfrentamento ao déficit habitacional, situação que envolve famílias sem acesso a moradias adequadas ou que precisam comprometer uma parcela elevada da renda para conseguir um lugar onde morar.

Como será o sorteio dos apartamentos?

A previsão é de que o sorteio dos imóveis seja realizado no início de 2027 pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). Conforme anunciado pela prefeita Adriane Lopes (PP).

Até o momento, a Prefeitura não divulgou as datas de inscrição nem os critérios que serão utilizados para selecionar as famílias beneficiadas. Também não foi informado se os interessados precisarão realizar um novo cadastro ou se serão considerados os registros já existentes.

Os empreendimentos ainda não possuem cronograma de obras e previsão de entrega divulgados. A seleção dos beneficiários ocorrerá antes da disponibilização dos imóveis, que serão destinados a famílias de baixa renda.

Novos imóveis buscam reduzir déficit habitacional

A ampliação da oferta de moradias populares ocorre em um cenário de demanda por habitação em Campo Grande, especialmente entre famílias que enfrentam dificuldades para adquirir um imóvel no mercado imobiliário.

Para essa parcela da população, programas habitacionais representam uma alternativa de acesso à moradia, embora a participação e a contemplação dependam das regras estabelecidas para cada empreendimento.

No caso dos residenciais Leblon e Zélia Gattai, a proposta anunciada é disponibilizar apartamentos com espaços básicos para atender às necessidades das famílias contempladas.

A Prefeitura apresenta a iniciativa como parte das ações destinadas à redução do déficit habitacional e à expansão da oferta de moradias de interesse social na cidade.

A próxima etapa será o detalhamento das condições de participação e do cronograma dos empreendimentos, informações que deverão esclarecer quando os interessados poderão concorrer aos apartamentos e qual será a previsão de entrega das unidades.

 

 

 

 

 

 

 

 

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