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Ações contra incêndios em MS recebem aporte milionário

Municípios de Porto Murtinho, Corumbá, Sonora e Naviraí tiveram projetos aprovados pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente para combater queimadas

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O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), o mais antigo da América Latina, acumulou orçamento de R$ 526.850.000 nos últimos cinco anos, mas praticamente não contribuiu com recursos para garantir ações emergenciais e de prevenção para combater incêndios florestais, apoiar ações para mitigar efeitos das mudanças climáticas e dar apoio à biodiversidade em biomas como Pantanal e Cerrado em Mato Grosso do Sul. Nesse período, menos de 1% dos recursos foi direcionado para o Estado.

Esse período, inclusive, abarca os grandes incêndios no Pantanal e o enfrentamento da pior estiagem no território em mais de 100 anos, que ocorreu em 2024. 

O FNMA já foi alimentado com recursos do Tesouro Nacional, com valores de empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio de acordos internacionais como o projeto de cooperação técnica Brasil-Holanda e doações no âmbito do Programa-Piloto para Proteção das Florestas Tropicais. 

Há também direcionamento de recurso originado de multas aplicadas pelo Ibama e pelo ICMBio, o que está previsto desde 1998, no artigo 73 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

A falta de efetividade em financiar ações dentro do Estado, bem como no Brasil, também são gritantes, diante da análise de projetos que conseguiram aprovação para serem implantados. 

Conforme levantamento feito pelo Correio do Estado, em 2020, quando o período de estiagem começou a gerar impactos no Pantanal, nenhum recurso do FNMA para projetos acabou sendo liberado. 

Naquele ano, os incêndios florestais atingiram mais de 20% do território pantaneiro e a estimativa da mortandade de animais vertebrados foi calculada em 17 milhões de indivíduos.

O único projeto que apareceu na lista de aprovados pelo FNMA em 2020 era direcionado para um consórcio intermunicipal em Rondônia, com foco no município de Ji-Paraná, com orçamento de mais de R$ 12 milhões. Contudo, o empenho do recurso acabou anulado. Nenhum outro projeto apareceu na lista naquele ano.

No período que se seguiu, mesmo com a continuidade da estiagem no Pantanal e ondas de calor atingindo Mato Grosso Sul, só houve projetos para o Estado aparecendo como aprovados para aportes em 2025. 

As assinaturas das propostas ocorreram em dezembro do ano passado, com data de vigência da parceria válida até dezembro de 2027.

No total, são quatro propostas que aparecem na lista de projetos aprovados, que atendem os municípios de Porto Murtinho, Corumbá, Sonora e Naviraí, em um total de R$ 3.323.994,50, montante equivalente a 0,63% do orçamento que o fundo divulgou para o período de 2022 a 2026.

De acordo com a planilha de projetos do FNMA que lista ações entre 1990 a 2025, nenhum município de Mato Grosso do Sul conseguiu acessar recursos entre 2022 e 2024. 

O último recurso do fundo que foi direcionado para o Estado ocorreu em 2015, quando R$ 287.500,00 foram aprovados para a Fundação Neotrópica do Brasil, com foco em capacitar o ecoturismo de base comunitária no município de Bonito, com vigência encerrada em 2019.

Na prática, esse recurso do FNMA pode favorecer medidas preventivas e emergenciais nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Atualmente, essa cobertura é de 5% do território sul-mato-grossense.

PARA ESTE ANO

Para o ciclo 2026-2027, os projetos aprovados estão concentrados na implementação de plano operativo de prevenção e combate a incêndios florestais simplificado e emergencial que atenda os municípios de Corumbá, Porto Murtinho e Sonora. 

Para a região de Naviraí, o recurso aprovado está direcionado para o Grupo de Estudos em Proteção à Biodiversidade e procura implementar o Centro de Educação e Cooperação Socioambiental em Mato Grosso do Sul, articulado ao fortalecimento dos municípios prioritários para prevenção de combate a incêndios florestais.

MUDANÇAS

O governo federal reconheceu os entraves que envolvem o Fundo Nacional de Meio Ambiente para converter valores que são recebidos de multas ambientais em ações e projetos que podem favorecer municípios e mitigar efeitos climáticos. 

No começo deste mês, novas regras foram aprovadas, por meio de decreto, para uma nova regulamentação.

A proposta foi desenhada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e usou a Lei nº 15.143/2025 para se embasar nas medidas excepcionais de concessão de aporte financeiro de União, estados e municípios no apoio a ações de prevenção, preparação e combate a incêndios florestais.

Essa nova regulamentação também abrange ações para atender a fauna atingida e efetivar a proteção e o manejo populacional ético de cães e gatos.

A assinatura do decreto contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 10, em Brasília (DF). Na prática, há a dispensa de convênio e a contratação pode ser feita de forma direta.

Depois de seis anos do período crítico de estiagem, atingindo principalmente o Pantanal, o governo federal – que nesse tempo teve os mandatos de Jair Bolsonaro e Lula – promete melhor acesso a recursos. 

“Essa sistemática de transferência direta simplifica procedimentos administrativos e exige compromisso dos estados e municípios. Como condicionante para receber o montante, o decreto exige que as localidades desenvolvam seus planos de combate a incêndios florestais. Aqueles que ainda não tiverem o plano, terão 18 meses para elaborá-lo – caso contrário, os entes federativos ficarão impedidos de receber novos repasses do FNMA até a regularização”, especificou o MMA, em nota.

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, reconheceu que eventos climáticos extremos estão se acentuando. 

“A mudança do clima, associada ao aumento das temperaturas, à redução da precipitação e ao desmatamento, contribui para o aumento da frequência e da severidade dos incêndios florestais no País, impondo a necessidade de fortalecimento dos instrumentos de apoio federativo voltados à prevenção e ao enfrentamento desses eventos”, disse o secretário do MMA, via assessoria de imprensa.

Como as mudanças ainda envolvem políticas públicas para atender a população de cães e gatos no Brasil, também é esperado algum avanço em ações municipais a partir da disponibilização de recursos do fundo. 

“Pela primeira vez, o Brasil passa a contar com um mecanismo mais ágil e estruturado para apoiar estados e municípios na implementação de políticas públicas de proteção animal. Estamos falando de ações de castração, identificação, microchipagem e enfrentamento ao abandono, fortalecendo a atuação local e promovendo mais dignidade aos animais”, elencou a diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini.

PREVIDÊNCIA

Servidores veem "pegadinha" em pagamento de dívida bilionária ao IMPCG

A prefeitura de Campo Grande reconheceu débito de R$ 2,385 bilhões e quer parcelar em 25 anos, maso total da prestação não cobre nem o valor dos juros

06/08/2026 12h55

Embora tenha crédito de quase R$ 2,4 bilhões junto à prefeitura, Instituto de Previdência é deficitário

Embora tenha crédito de quase R$ 2,4 bilhões junto à prefeitura, Instituto de Previdência é deficitário

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A prefeitura de Campo Grande reconhece que deve R$ 2,385 bilhões ao Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) e enviou nesta semana à Câmara de Vereadores um Projeto de Lei propondo o parcelamento do débito em 25 anos. Na prática, porém, este pagamento seria somente "para inglês ver", já que este dinheiro possivelmente seria utilizado para cobrir o déficit do Instituto. 

Um parecer jurídico encomendado por sindicatos de servidores discorda da proposta por entender que a taxa de juros para correção do valor está abaixo do previsto pela legislação federal e por conta disso o instituto teria uma perda de até R$ 300 milhões.

A dívida original, segundo a atual administração decorrente de repasses previdenciários abaixo do previsto entre 2010 e 2021, era de R$ 821,3 milhões. Mas por conta de juros e multas, em abril deste ano já havia ultrapassado os R$ 2,38 bilhões. 

Agora, a prefeitura precisa acertar as contas porque aderiu ao Programa de Regularidade Previdenciária. E, se não firmar um acordo de parcelamento até 31 de agosto deste ano corre o risco de ficar sem repasses federais, como o Fundo de Participação dos Municípios, e fica impedida de receber empréstimos da Caixa Ecômica Federal.

Em junho, o FPM garantiu repasse de R$ 31,7 milhões aos cofres municipais. E é este fundo que será utilizado como garantia de que esta dívida bilionária realmente será quitada.

Conforme a proposta enviada à Câmara pela prefeita Adriane Lopes, a administração municipal se compromete ao pagamento de uma parcela inicial de R$ 7,952 milhões. Este valor seria acrescido da correção da inflação e juros mensais de 0,5%.

Na proposta de acordo está previsto que “as parcelas vincendas serão acrescidas de juros simples de 0,5% ao mês”. Mas, de acordo com o advogado Márcio Almeida, que representa uma série de sindicatos de servidores municipais, o correto seria que o acordo utilizasse o termo “juros compostos”.

A principal diferença é a base de cálculo. Nos juros simples, a taxa incide apenas sobre o valor inicial. Nos juros compostos, conhecidos como juros sobre juros, a taxa incide sobre o valor atualizado do período anterior.

DÉFICIT

Atualmente, a administração municipal é obrigada a complementar em cerca de R$ 12 milhões mensais a folha de pagamento dos aposentados, já que a arrecadação do IMPCG é insuficiente para bancar os salários de aposentados e pensionistas, conforme os balanços oficiais do Instituto.

Porém, lembra o advogado Márcio Almeira, se estes quase R$ 2,4 bilhões estivessem nas contas do Instituto renderiam em torno de R$ 24 milhões em juros mensalmente. Ou seja, somente com os juros seria possível cobrir o déficit e ainda sobrariam em torno de R$ 12 milhões mensais para aumentar o capital do Instituto e garantir dinheiro para pagar os salários dos aposentados ao longo das próximas décadas.

Hoje, o IMPCG tem uma poupança de apenas R$ 47,8 milhões que estão rendendo juros. E esse saldo somente existe porque a legislação determina que todos os meses uma parcela do faturamento deve ser reservada para algum tipo de aplicação financeira. E, parte deste montante, de R$ 1,427 milhão, está bloqueado porque foi aplicado no Master, que faliu. Esta aplicação foi feita quando a atual vice-prefeita, Camila Nascimento, comandava o Instituto. 

Além de cobrar alteração do texto original  relativo aos juros enviado à Câmara nesta semana, o advogado também sugere que o acordo preveja que os R$ 8 milhões  mensais iniciais relativos ao pagamento da parcela da dívida sejam destinados exclusivamente à capitalização do Instituto.

Quer dizer, o dinheiro teria que ser depositado na poupança e o déficit de R$ 12 milhões continuaria sendo pago pela prefeitura, já que a lei dos institutos de previdência determina que em caso de déficit, ele deve ser coberto pela administração municipal ou estadual.

"Se as administrações anteriores tivessem feito os repasses corretamente, o IMPCG teria dinheiro em caixa e não seria deficitário. Por isso, entendo que todo este dinheiro deva ser colocado na poupança para garantir que no futuro haja dinheiro para garnatir o salário dos aposentados", argumenta o advogado. 

Outro questionamento feito pelo advogado que representa servidores é relativo aos repasses feitos depois de 2021. Ele sugere que a prefeitura apresente uma certidão de regularidade relativa aos repasses dos últimos cinco anos. De acordo com ele, a atual gestão confessou a dívida deixada por prefeitos anteriores, mas não demonstrou que atualmente está fazendo os repasses corretos.

Com cerca de quatro servidores da ativa para cada aposentado ou pensionista, o déficit dos sistema previdenciário da prefeitura de Campo Grande disparou nos últimos anos e e em 2024 foi de  R$ 125,5 milhões, ou R$ 10 milhões mensais. No ano seguinte já ultrapassou os R$ 12 milhões

Ao longo dos 12 meses de 2024, o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) teve receita de R$ 515,3 milhões, resultado das contribuições dos cerca de 28 mil servidores da ativa (14%) e da contribuição patronal (28%, da prefeitura). 

No período, porém, os cerca de 7 mil aposentados e pensionistas custaram R$ 640,8 milhões. E, para garantir o pagamento dos salários em dia, o Executivo municipal está sendo obrigado a colocar a mão no bolso.

Para efeito de comparação, em 2022 o deficit do IMPCG foi de R$ 20,4 milhões. No ano seguinte saltou para R$ 89,8 milhões e em 2024, alcançou os R$ 125,5 milhões. No período, o faturamento ficou praticamente estagnado. Em 2022, a receita foi de R$ 514,1 milhões. No ano seguinte, entraram apenas R$ 515,3 milhões. 

A explicação é o congelamento do salário dos servidores, o grande número de professores contratados sem concurso e o grande volume de novas aposentadorias, já que o primeiro concurso ocorreu há exatos 35 anos e a grande parcela daqueles contratados se aposentou nos últimos anos ou está prestes a pedir aposentadoria.

BOLA DE NEVE

Parte dos sindicalistas representados pelo advogado Márcio Almeida é totalmente contrária ao projeto. Se a dívida é de R$ 2,38 bilhões e a parcela mensal inicial será de R$ 8 milhões, esse montante não cobre nem 50% daquilo que, em tese seriam os juros desta dívida.

Como exemplo, citam um empréstimo habitacional para ser quitado em 25 anos. Se a prestação mensal for inferior ao montante dos juros, o saldo devedor vai aumentar infinitamente e a dívida jamais será quitada.

Em um cálculo conservador, com juros de 0,8% ao mês sobre o montante de R$ 2,38 milhões, a dívida sofrerá acréscimo da ordem de R$ 18 milhões por mês. E, como a prefeitura vai pagar apenas R$ 8 milhões, este débito sofrerá acréscimo de R$ 10 milhões mensalmente, entendem os sindicalistas contrários ao acordo.

Eles lembram que esta proposta nem mesmo chegou a ser apresentada ao Conselho Fiscal do Instituto, que deveria decidir se aceita ou não o parcelamento proposto pela prefeitura. 

 

SAÚDE

Baixa vacinação contra gripe em MS reforça recomendação de especialistas em Brasília

Evento na Capital Federal debateu importância da vacinação, explicou o funcionamento do sistema imunológico e destacou os avanços da ciência

06/08/2026 12h25

Roda de conversa com especialistas da área da saúde, durante o evento

Roda de conversa com especialistas da área da saúde, durante o evento "Uma Aventura Imunológica - Nosso Corpo, Nosso Mundo", em Brasília (DF) Foto: Naiara Camargo

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Cobertura vacinal contra Influenza está baixa em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Boletim Epidemiológico, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), apontam que 49,37% sul-mato-grossenses estão vacinados contra gripe, o que representa praticamente metade da população do Estado.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90%. Com isso, é necessário reforçar as campanhas de imunização contra o vírus, tendo em vista que 5.341 casos foram notificados e 98 pessoas morreram vítimas da doença em MS.

O tema foi abordado durante o evento "Uma Aventura Imunológica – Nosso Corpo, Nosso Mundo", na última terça-feira (4), em Brasília (DF), onde especialistas reforçaram a importância da vacinação, esclareceram dúvidas sobre imunizantes e destacaram os avanços da ciência no desenvolvimento de novas vacinas e tratamentos.

A reportagem do Correio do Estado foi até a Capital Federal participar da roda de conversa e acompanhar o debate sobre o papel das vacinas e como o sistema imunológico atua na proteção do organismo.

VACINAÇÃO

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação estimula o sistema imunológico a produzir uma resposta de defesa contra um determinado microrganismo, como vírus ou bactérias.

Assim, quando um ser humano entra em contato com o agente causador da doença, o organismo já está preparado para combatê-lo, reduzindo o risco de adoecer ou de desenvolver formas graves da doença.

A vacina é uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças, salvar vidas, reduzir mortes, proteger a saúde individual e coletiva, controlar o espalhamento de doenças e diminuir gastos com tratamentos e hospitalizações.

De acordo com a head de imunologia da Biofarmacêutica Sanofi, Daniela Carlini, a vacina serve para proteger a si mesmo e aos outros.

“[Precisa tomar a vacina] porque eu não sei quem é a pessoa que vai desenvolver a reação grave. Eu não sei quem é o ser humano que não vai combater aquele vírus e vai desenvolver um quadro grave e vai levar à morte. Por isso que a gente precisa fazer uma vacinação e fazer com que as pessoas todas sejam vacinadas. A vacina não é individual. A vacina também é para evitar a transmissão. [Se eu me vacinar], eu não transmito para o meu filho, eu não transmito para o meu avô, eu não transmito para nenhum daqui”, explicou.

Diretora médica de vacinas da Sanofi, Sheila Homsani, ressaltou a importância da vacinação, lembrando como o imunizante contra Covid-19 salvou a humanidade.

“A gente viu com a Covid o quanto a vacina foi importante. As pessoas choravam quando a vacina chegou. A gente estaria aqui se não tivesse tido a vacina de Covid? Eu acho que contra fatos não há argumentos, que é o fato. Depois da pandemia de Covid e de gripe, a gente está aqui hoje por causa das vacinas, não tenha dúvida”, opinou.

Ela ainda compartilhou que uma vacina contra acne está sendo desenvolvida.

“Ninguém vai morrer de acne, mas isso pode afetar o resto da vida desse indivíduo que ficou ouvindo bullying. Quantas crianças não sofreram bullying porque tinham acne? Então a gente está desenvolvendo uma vacina para acne. Isso para mim, assim, era uma coisa que eu nunca nem pensei que a gente conseguiria. E a gente tá na fase 2 desse projeto. Vacina leva tempo, medicamento leva tempo, é uma pesquisa ainda. Pode dar muito certo, pode dar muito errado. Mas a gente está tentando”, explicou.

Confira quais vacinas o ser humano deve tomar ao longo da vida:

RECÉM-NASCIDOS

  • BCG
  • Hepatite B

CRIANÇAS

  • Pentavalente
  • Poliomielite
  • Rotavírus
  • Pneumocócica
  • Meningocócica
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  • Varicela (catapora)
  • Hepatite A
  • Febre amarela (em áreas ou situações recomendadas)

ADOLESCENTES

  • HPV
  • Meningocócica ACWY
  • Reforços de difteria e tétano (dT)
  • Atualização das vacinas do calendário infantil, se necessário

ADULTOS

  • Reforço contra difteria e tétano a cada 10 anos
  • Hepatite B (para quem não foi vacinado)
  • Tríplice viral, conforme idade e histórico vacinal
  • Febre amarela, quando indicada
  • Influenza (gripe), especialmente para grupos prioritários e, em muitas campanhas, para toda a população elegível
  • COVID-19, conforme as recomendações vigentes

IDOSOS

  • Influenza (anualmente)
  • COVID-19, conforme as recomendações
  • Pneumocócica, quando indicada
  • Reforços de difteria e tétano
  • Herpes-zóster, conforme disponibilidade e indicação

GESTANTES

  • dTpa (proteção contra difteria, tétano e coqueluche)
  • Influenza
  • Hepatite B (se necessário)
  • COVID-19, conforme recomendação

Manter a carteira de vacinação atualizada em todas as fases da vida é essencial para garantir uma proteção contínua e ajudar no controle de doenças evitáveis.

VACINAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL

Dados divulgados pela SES-MS apontam que a cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul é de:

  • HPV: meninas 84,57% e meninos 79,07% - dados atualizados em 31 de julho de 2026
  • FEBRE AMARELA: 102,86% de 6 meses a 59 anos - dados atualizados em 31 de julho de 2026
  • COVID-19 MONOVALENTE: 84,75% para duas doses - dados atualizados em 24 de abril de 2026
  • INFLUENZA: 49,37% - dados atualizados em agosto de 2026

SISTEMA IMUNOLÓGICO

De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Imunológico é o conjunto de órgãos, células e moléculas responsáveis por defender o organismo contra doenças (vírus, bactérias, fungos, parasitas e outros agentes invasores).

Ele combate e elimina esses microrganismos e cria memória contra infecções enfrentadas anteriormente.

Após o primeiro contato com um microrganismo, o organismo produz células de memória. Se o mesmo agente invadir novamente, a resposta será mais rápida e eficiente.

A inflamação, que é uma resposta do sistema imunológico, que, em condições normais, atua na defesa do organismo contra parasitas e agentes externos. Mas, em situações anormais, a resposta se torna crônica ou desregulada.

Doenças inflamatórias do tipo II são condições crônicas causadas por uma reação exagerada do sistema imune, como asma, dermatite atópica e esofagite eosinofílica.

“O desenvolvimento de novos medicamentos que atuam no sistema imunológico cresce a cada dia. Hoje, entendemos que a inflamação é uma resposta imunológica importante, mas o problema é quando ela fica descontrolada ou crônica. Isso mudou completamente a forma como pensamos em tratamentos”, explicou a head de estudos clínicos da Sanofi, Viviane Rezende.

Como o Sistema Imunológico protege o organismo:

  • Barreiras físicas e químicas: pele, mucosas, lágrimas, saliva e o ácido do estômago dificultam a entrada de microrganismos
  • Resposta imunológica inata: atua rapidamente por meio de células como os fagócitos, que englobam e destroem os invasores
  • Resposta imunológica adaptativa: envolve os linfócitos B (produzem anticorpos que reconhecem e neutralizam vírus e bactérias) e linfócitos T (destroem células infectadas e coordenam outras células de defesa)

Como manter o Sistema Imunológico saudável:

  • Alimentação equilibrada
  • Prática regular de atividade física
  • Sono de boa qualidade
  • Controlar o estresse
  • Boa higiene
  • Vacinação em dia
  • Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool
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