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REGIÃO CENTRAL

Açougueiro é morto e polícia suspeita de colega de quarto

Açougueiro é morto e polícia suspeita de colega de quarto

taryne zottino e laura holsback

21/01/2014 - 09h00
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O açougueiro José Odécio Gomes da Fonseca, de 41 anos, foi encontrado morto na noite de ontem (20), no quarto onde vivia, localizado na Rua Gutemberg, região central de Campo Grande. O corpo estava enrolado em cobertores, apresentava um corte na região do pescoço e estava começando a se decompor.

A perícia constatou que José estava morto há pelo menos dois dias.

Segundo a polícia, a vítima dividia a casa com um homem, que é o principal suspeito de ter cometido o crime. O veículo de José, um Gol, não foi encontrado no local. Vizinhos disseram que uma televisão de LCD também não estava no local.

De acordo com a polícia, a chefe do homem afirmou que ele havia recebido R$ 1,8 mil, quantia não encontrada. 

vaticano

Diagnóstico após cirurgia confirma câncer pulmonar no papa Leão XIV

O adenocarcinoma pulmonar é o subtipo mais comum de câncer de pulmão maligno

13/10/2026 17h41

Papa Leão XIV

Papa Leão XIV Divulgação

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O procedimento cirúrgico ao qual o papa Leão XIV foi submetido confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, conforme suspeitado pelos exames pré-operatórios, informou o Vaticano por meio de seu portal de comunicações nesta terça-feira, 13.

O adenocarcinoma pulmonar é o subtipo mais comum de câncer de pulmão maligno.

Segundo o boletim médico divulgado nesta noite, "o exame histológico intraoperatório confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, conforme suspeitado pelos exames pré-operatórios".

"O Santo Padre foi submetido, conforme programado, a uma cirurgia torácica", disse o Vaticano. "Para assegurar a radicalidade da intervenção, foi removido o lobo inferior do pulmão direito por meio de técnica videoassistida", informou o Vaticano.

A cirurgia para retirada de um nódulo pulmonar do papa Leão XIV terminou "com sucesso" nesta terça-feira, 13, segundo o Vaticano. O procedimento foi realizado no Hospital Gemelli, em Roma, na Itália. O pontífice chegou ao hospital nesta terça e acenou para dezenas de pessoas que aguardavam sua chegada na entrada principal da unidade.

"A intervenção foi concluída com sucesso, dentro do tempo previsto e conforme o planejado, e o Santo Padre já retornou ao seu quarto", declarou o Vaticano no Telegram.

Leão revelou no domingo que os médicos haviam descoberto um pequeno nódulo localizado em seu pulmão e recomendaram sua remoção. Segundo o Vaticano, ele deve permanecer hospitalizado por pelo menos uma semana. Todas as suas audiências foram canceladas até 20 de outubro.

O pontífice americano, de 71 anos, demonstrou um nível incomum de transparência sobre o primeiro grande problema de saúde divulgado publicamente em seus 17 meses de pontificado. Ele revelou a descoberta do pequeno nódulo localizado durante a oração do meio-dia de domingo e anunciou que passaria pela cirurgia de remoção.

"São casos que podem ser muito bem tratados, se as palavras que ele usou refletirem a situação clínica", disse Lorenzo Spaggiari, diretor de cirurgia torácica do Instituto Europeu de Oncologia (IEO), em Milão - médico que não participa do tratamento do papa, mas conhece a equipe do Gemelli.

Um membro do clero que se encontrou com Leo na segunda-feira, o Cardeal de Tóquio Kikuchi Tsutomu, disse que Leo afirmou sentir-se bem e decidiu realizar a cirurgia imediatamente para não ter de alterar seus planos de viagem à América Latina.

No entanto, a decisão foi claramente uma surpresa: embora o hospital Gemelli disponha de um apartamento papal específico utilizado por papas anteriores - completo com uma capela privativa no 10º andar -, Leo ficará, na verdade, em um quarto próximo, uma vez que o apartamento papal passa atualmente por reformas, segundo a assessoria de imprensa do Vaticano.

decisão judicial

Novo gestor da Santa Casa terá remuneração de R$ 278,1 mil por seis meses de trabalho

Juiz fixou salário mensal de R$ 46,3 mil considerando a natureza, complexidade e extensão das atribuições inerentes à função

13/10/2026 17h30

Luiz Alberto Kanamura assumiu a Santa Casa no fim de setembro

Luiz Alberto Kanamura assumiu a Santa Casa no fim de setembro Marcelo Victor/Correio do Estado

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O novo gestor da Santa Casa, Luiz Alberto Hiroki Kanamura, conduzido ao cargo após escândalos de corrupção que resultou no afastamento de 19 integrantes da diretoria e do conselho do hospital, terá remuneração mensal de R$ 46.366,19, conforme decisão do juiz Luiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. 

O valor representa uma remuneração de R$ 278.197,14 pelos seis meses de trabalho que, inicialmente, é o período em que ele ficará no comando do hospital.

O pedido para que fosse fixada uma remuneração mensal ao gestor provisório foi formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Ao analisar o caso, o juiz afirmou que o pedido é pertinente, "uma vez que na decisão que o nomeou não foi abordado este ponto".

"Defiro o pedido formulado pelo Ministério Público Estadual e fixo a remuneração mensal em favor do gestor provisório Luiz Alberto Hiroki Kanamura em R$ 46.366,19, considerando a natureza, complexidade e extensão das atribuições inerentes à função, a ser pago desde a data de sua nomeação como gestor", diz o magistrado na decisão.

Corrupção na Santa Casa

Conforme reportagem do Correio do Estado, o mesmo juiz assinou, no dia 24 de setembro, a decisão que afastou a diretoria e corporativa e do conselho de administração, além da supervisora do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same) do hospital, e colocou Kanamura no comando do hospital, inicialmente pelo período de 180 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo tempo em caso de necessidade.

A decisão de afastamento aconteceu semanas depois de o MPMS descobrir um escândalo de corrupção e prender três nomes da alta cúpula do hospital, incluindo a diretora-presidente Alir Terra.

Os diretores corporativos destituídos foram: Alir Terra (que era a presidente e segue presa); Heitor Miguel Scheibeler (presidente em exercício); Ivan Araújo Brandão (vice-presidente) Valdir Osvaldo Junior (diretor-secretário); Marcos Alceu da Silva Villalba (diretor de finanças); e Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa (diretor de finanças adjunto e também foi preso no início do mês).

Além do afastamento imediato, o juiz determinou que esses nomes não sejam reconduzidos em novas eleições, visto que “o Estatuto da Santa Casa não prevê causas de afastamento da Diretoria ou proibição de sua recondução”.

Eles também estão proibidos de acessar as dependências do complexo hospitalar e da Operadora Santa Casa Saúde Ltda.

Um dos afastados do conselho de administração é Heitor Rodrigues Freire, que assumiria a presidência do hospital, como anunciado em cerimônia oficial realizada no dia 23 de setembro, pouco antes da decisão judicial.

Diante disso, o juiz determinou que a cadeira de gestor da instituição seja ocupada por Luiz Alberto Hiroki Kanamura por seis meses.

“Dotado de capacidade técnica, independência e experiência compatíveis com a complexidade da instituição, bem como de conhecimento acerca da estrutura, dos fluxos internos e da dinâmica de funcionamento da Santa Casa, a fim de assegurar a continuidade da assistência, a adequada aplicação dos recursos públicos e a regularização administrativa e financeira da entidade”, descreveu Trevisan, ao conduzir Kanamura ao cargo de gestor da Santa Casa.

No dia 11 de setembro, equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram a Operação Antidotum, com o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

A investigação apontou desvio milionário em dois contratos para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, enquanto a instituição alegava que não tinha mais condições de operar, em função das dívidas financeiras. Somados, teriam sido desviados cerca de R$ 4,9 milhões nos dois acordos.

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